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A' Cerca de Coimbra


Quinta-feira, 19.10.17

Coimbra: Colégio de S. Agostinho 2

Foi longo o processo de maturação que, no Mosteiro de Santa Cruz, haveria de conduzir à construção do Colégio de Santo Agostinho que sobrevive... Num ambiente de contenção financeira sempre denunciada pelos cronistas, apenas do Capitulo Geral de 1569 «se comessou a tratar da mudança do nosso Collegio apartado do Convento de S. Cruz» a despeito de todos os obstáculos movidos pelo bispo de Coimbra, contra a eventualidade de que o «Collegio se apartasse do Convento de S. Cruz e se edificasse nas cazas de João de Ruão, que he o mesmo sitio onde depois de muitos annos o fundou» ... no local encostado à muralha, onde, aliás, já anos antes o mosteiro se tinha preocupado em alargar através de compras e trocas de terrenos.

... Tradicionalmente... o edifício do Colégio de Santo Agostinho anda atribuído a Filipe Terzi, mas, intencionalmente ou não, os cronistas nem sempre têm acertado nas atribuições que fazem ... a presença frequente de Jerónimo Francisco em Santa Cruz indicia uma ligação que parece apontar para a hipótese de uma fortíssima contribuição no problema construtivo que, nesta data, mais afetaria os crúzios: o colégio novo.

Colégio de S. Agostinho pulpito.jpgColégio de S. Agostinho igreja púlpito

A estrutura colegial, que sobrevive às transformações posteriores e ao violento incêndio de 1967, ajusta-se à especificidade do terreno ocupado, com a linha da fachada poente assentando os alicerces no antigo pano da muralha da Almedina.

A igreja e o claustro dinamizam o espaço onde se encontraram a estabilidade e o equilíbrio para fornecer aos colegiais um percurso ordenado e inteligível. Tanto quanto é possível apurar pelas plantas do edifício, e depois das reformas do século XIX para albergar o Colégio dos Órfãos, a Misericórdia e, recentemente, a Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação, a nota mais dissonante à normal constituição dos espaços colegiais é dada pela presença do corredor que estabelece a ligação entre o portal (aberto em 1859) e o claustro (desembocando no ângulo sudoeste), protegendo a entrada principal da igreja e provocando a formação de uma ala com diversas dependências, onde se instala, agora, a Misericórdia.

Colégio de S. Agostinho claustro.jpgColégio de S. Agostinho claustro

... Inteiramente nova na cidade é a conceção plástica que envolve o claustro retangular datado de 1596.

Craveiro, M.L. O Colégio da Sapiência, ou de Santa Agostinho, na Alta de Coimbra. In: Monumentos. Revista Semestral de Edifícios e Monumentos. N.º 25, Setembro de 2006. Lisboa, Direção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, pg. 68-71

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por Rodrigues Costa às 22:19

Sexta-feira, 25.09.15

Coimbra e os ex-líbris

Acha-se a nossa Cidade intimamente ligada a esta temática. Muitos conimbricenses têm sido utentes de marcas de posse bibliográfica – lembrem-se, ao acaso, os nomes de Armando Cortesão, Camilo Pessanha, Eugénio de Castro, Fernandes Martins …; outros celebrizaram-se como colecionadores ilustrados – recordam-se os nomes do General Adolfo Ferreira de Loureiro, o primeiro português a colecionar ex-líbris e a reunir uma coleção, fabulosa para a época, de 15.000 peças, os de João Jardim Vilhena e Henrique de Campos Ferreira Lima, cujas coleções, depois de terem deslumbrado os visitantes da já referida Exposição de 1927, se encontram hoje, respetivamente, na Biblioteca Geral e na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra; outros ainda são apontados como estudiosos investigadores de matérias ex-librísticas – e destes nem vale a pena salientar nomes tão numerosos eles são; outros, mais uma vez ainda, são considerados Artistas de ex-líbris – e é a eles que este Guia irá, mais adiante, fazer pormenorizada referência.
As duas exposições já realizadas em Coimbra por altura dos Encontros a que acima se aludiu (em 1979 e 1983) basearam-se fundamentalmente nas coleções Vilhena e Ferreira Lima. A presente baseia-se, na sua quase totalidade e exclusivamente, na coleção de um dos autores deste Guia (Rui Fernando Palhé da Silva)

Pereira, J.T.M. e Silva, R.F.P. 1988. Ex-librística Conimbricense. Guia da Exposição. Coimbra, Câmara Municipal de Coimbra. pg. X e XI

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por Rodrigues Costa às 09:59


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