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A' Cerca de Coimbra


Sexta-feira, 23.08.19

Casa da Escrita: Reinício das Conversas abertas, 6 de setembro. 6.ª feira, às 18h00

 

Casa da Escrita 6.jpgCasa da escrita
(Rua Dr. João Jacinto Nº 8, telefone 239 853 590)

Tema:  UNIVERSIDADE DE COIMBRA. REFORMA ARQUITETÓNICA POMBALINA

Observatório Astronómico. Proposta não concreti

Observatório Astronómico. Proposta não concretizada de Elsden

Observatório Astronómico. Manuel Alves Macomboa.

Observatório Astronómico. Manuel Alves Macomboa. Gravura

No reinado de D. José, e após as modificações políticas, económicas, sociais e mentais operadas no país sob a batuta do marquês de Pombal, a reforma da Universidade de Coimbra torna-se uma necessidade imperiosa.
O primeiro ministro josefino chega à cidade a 22 de setembro de 1772, a fim de proceder à “refundação” da velha Universidade; começou por fazer «a entrega apparatosa ao Reitor dos novos Estatutos dentro de um saco de veludo» na «sala grande da Universidade».
Os Estatutos Novos que modificavam tanto a estrutura curricular, como a organização administrativa, a vida económica e até mesmo os ritos e as cerimónias, desde logo levantaram uma surda contestação ao estabelecimento do programa proposto, vinda sobretudo dos seguidores do escolasticismo medieval que, com todo o zelo religioso, se mostravam hostis às «doutrinas novas, peregrinas e perigosas», doravante ministradas neste estabelecimento de ensino.
A par com a reforma curricular tornava-se necessário encontrar espaços adequados à lecionação das novas matérias e é em torno deste assunto que vamos desenvolver a nossa “Conversa aberta”.

Palestrante: Regina Anacleto

Regina Anacleto a.jpg

• Professora jubilada da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.
• Académica Correspondente da Academia Nacional de Belas-Artes (Lisboa).
• Académica Correspondente da Real Academia de Bellas Artes de San Fernando (Madrid).
PUBLICAÇÕES MAIS RELEVANTES:
• Neoclassicismo e romantismo, em História da Arte em Portugal, vol. 10, Lisboa, Edições Alfa, 1987.
• Colaboração na História de Portugal (Direção de José Mattoso), Vol. V [O Liberalismo (1807-1890], Lisboa, Círculo de Leitores, 1993, p. 668-683.
• Arquitectura neomedieval portuguesa, 2 vols., Colecção Textos Universitários, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian/JNICT, 1997.
• El arte en Portugal en la época de Isabel La Católica, em Isabel La Católica, Reina de Castilla, Madrid-Barcelona, Lunwerg, 2002, p. 451-499.
• Reforma pombalina. Primeiros projectos arquitectónicos, “Rua Larga. Revista da Reitoria da Universidade de Coimbra”, [Caderno temático: O Paço das Escolas revisitado], 1, Coimbra, 2003, p. 8-13.
• Coimbra entre os séculos XIX e XX: ruptura urbana e inovação arquitectónica, em Caminhos e identidades da modernidade: 1910, o Edifício Chiado em Coimbra, Coimbra, Câmara Municipal de Coimbra. Museu Municipal. 2010, p. 151-176.
• O Real Gabinete Português de Leitura do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2018 (2.ª edição).

Após a intervenção inicial, seguir-se-á um debate, estimulado pelos participantes.
Entrada livre.
Organização: Casa da Escrita de Coimbra, com o apoio do Blogue A’Cerca de Coimbra.

Próximas Conversas Abertas
04.10.2019, 6.ª feira, 18h00
Palestrante: Rodrigues Costa
Tema: Herdade de Enxofães: a sua importância para a subsistência do Hospital de S. Lázaro de Coimbra

08.11.2019, 6.ª feira (a primeira 6.ª feira é feriado), 18h00
Palestrante: Nelson Correia Borges
Tema: João de Ruão um escultor de Coimbra

 

 

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por Rodrigues Costa às 10:29

Terça-feira, 28.06.16

Coimbra: A Reforma Pombalina da Universidade

A emancipação do ensino público da sua influência pedagógica (dos jesuítas), um dos objetivos principais visados pela reforma do Marquês de Pombal. A este propósito, retomaremos as palavras do Doutor Lopes d’Almeida.

“Suprimida a Companhia (Companhia de Jesus, vulgo Jesuítas) e arredada do ensino, impunha-se a criação urgente, por uma série de medidas, dos órgãos necessários a assegurar a continuidade da ação docente e dos modelos novos da evolução pedagógica.

O Marquês de Pombal... pelo alvará de 28 de Junho de 1759 reorganiza o estudo das humanidades – a retórica, as línguas latina, grega e hebraica.

... Em 6 de Julho do mesmo ano é entregue a diretoria geral dos estudos ao principal da igreja de Lisboa, D. Tomás de Almeida. Ainda em 1758, a 1 de Outubro, foi comunicado ao reitor da Universidade... a reforma dos estudos menores.

... A criação do Colégio Real dos Nobres em 7 de Março de 1761 obedece ao mesmo intento renovador.

... A carta régia de 23 de Dezembro de 1770 que criava a Junta de Providência Literária foi o primeiro passo de tal caminho (o da reforma da Universidade).”

“Se é certo que em Coimbra já se suspeitava alguma coisa da preparação e dos objetivos da nova reforma, a Universidade só pela ordem de suspensão dos estudos, assinada em 25 de Setembro de 1771, foi oficialmente notificada...’no Ano que se acha próximo a principiar pelos Novos Estatutos, e Cursos Científicos, que tem estabelecido’ ... Mandava suspender a antiga legislação e que se não procedesse ‘a abertura, Juramentos, e Matrículas... até nova ordem de Sua Majestade’.

... por carta de roboração de 28 de Agosto de 1772 foram mandados executar (os novos Estatutos). Nesta mesma data uma carta régia nomeava Visitador o Marquês de Pombal, com plenos poderes para a nova fundação da Universidade.

Veio o Marquês de Pombal ... para Coimbra, onde chega a 22 de Setembro de 1772, aqui permanecendo durante um mês.

... faz entrega dos “Novos Estatutos” em 29 de Setembro.

... pelos seus despachos de 27 do mesmo mês ... nomeados para as Faculdades de Teologia, Leis, Cânones, Matemática e Filosofia os professores delas, que haviam de tomar posse no dia 3.º.

Em 28 de Setembro publicara a portaria para a jubilação dos Lentes de Medicina e em 3 de Outubro uma disposição semelhante mandava prover nas cadeiras desta última faculdade alguns novos professores, à qual foram agregados depois os italianos Franzini e Vandelli.

... De todas as Faculdades... eram as primeiras (Teologia Cânones e Leis) as que possuíam, à data maior número de professores; por isso se determinou que em 5 de Outubro se procedesse à abertura das suas aulas.

... Por carta régia de 11 de Outubro de 1772, era dada autorização ao Marquês de Pombal para usar o Colégio dos Jesuítas... por outro lado o Colégio de S. Bento cedeu parte da sua cerca para instalação de um “Horto” ... Houve assim oportunidade de estabelecer os Gabinetes de História Natural e de Física e criar um Jardim Botânico.

...”Entre as providências de maior vulto que o Marquês de Pombal promulgou durante a sua estadia em Coimbra, foi a da incorporação do Colégio das Artes na Universidade. A provisão de 16 de Outubro de 1772 que autorizava essa medida correspondia ao voto formulado numa das sessões da Junta de Providência Literária.

Ribeiro, A. 2004. As Repúblicas de Coimbra. Coimbra, Diário de Coimbra. Pg. 43 a 47

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por Rodrigues Costa às 10:47


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