Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

A' Cerca de Coimbra


Quinta-feira, 21.03.19

Coimbra: Universidade de Coimbra e a Devassa de 1619-1624

Na Biblioteca Nacional de Lisboa… encontra-se um Manuscrito … resultado de uma «sindicância» ou «devassa» feita à Universidade de Coimbra, de 1619 a 1624, por D. Francisco de Meneses, na qualidade de reformador da Universidade.
…. Durante os longos cinco anos por que se prolongou aquela «reformação» (ou como hoje se diria, aquela «inspeção, sindicância ou devassa…») [foram inquiridas] cerca de 300 pessoas, entre lentes, opositores, doutores, clérigos, estudantes, oficiais da Universidade e civis, chegando à conclusão de que a Universidade padecia de «muitos e prejudiciais vícios», os quais nos dão uma ideia geral do estado de decadência em que, nos começos do século XVII, se encontrava a Universidade Portuguesa, situação, aliás, partilhada, naquela época, pela maioria das Universidades estrangeiras.
[Salientamos alguns exemplos] desses aspetos negativos da vida da Universidade:

- Os ornamentos e paramentos da Capela da Universidade nem sempre eram bem tratados e, por vezes, eram mesmo emprestados e até alugados.
- Alguns capelães da Capela da Universidade não estudavam ou até nem sequer se matriculavam.
- Nem o Reitor nem o Vice-Reitor haviam mandado pôr éditos na porta das Escolas a lembrar aos estudantes a obrigação que tinham de se confessar.
- O Secretário da Universidade … levava 1 vintém aos estudantes pela matricula.
- O mesmo Secretário aceitava dinheiro, presentes, peitas ou dádivas para «dar» a alguns estudantes «tempo» que lhes faltava para se poderem reformar ou para poderem «provar cursos»,
- O Vice Conservador da Universidade … era grosseiro, caloteiro, venal, devasso e, em geral, não cumpria os seus deveres.
- Os três Bedéis da Universidade, mas, de modo mais notório, o de Cânones e Leis e o de Medicina, eram «corruptos», não marcando as faltas dos estudantes, aceitando dinheiro e outros presentes aos estudantes e graduados que trocassem as «sortes» para os atos de conclusão, ou para marcarem a data dos atos.
- Alguns estudantes tinham pistoletas, espingardas, terçados, facalhões e outras armas.
- Alguns funcionários e estudantes viviam em mancebia.
- Alguns religiosos e eclesiásticos, alguns estudantes entregavam-se a práticas de homossexualidade e sodomia ou, como se dizia na linguagem da época eram «fanchonos».
- Havia lentes, bedéis e estudantes que se entregavam ao vinho em excesso.
- Alguns estudantes e até funcionários da Universidade falsificavam documentos, nomeadamente «certidões» de cursos.
- O encarregado da Livraria da Universidade …. retirou dela alguns livros e até algumas das cadeias que os prendiam.
- Alguns estudantes de Medicina exerciam a profissão médica sem haverem completado os seus cursos.
- Alguns funcionários e sobretudo professores … praticavam o suborno por ocasião das oposições às cadeiras.
. Na eleição dos Reitores e Vice-Reitores se praticavam subornos.

Eis alguns dos «muitos e prejudiciais vícios» de que, segundo a Devassa de 1619-1624, enfrentava a Universidade de Coimbra. Esses «vícios» não enlamearam, porém toda população universitária quer do corpo docente quer do corpo discente.

Francisco Suarez o «Doctor eximius» (1548-1617).

Francisco Suarez o «Doctor eximius» (1548-1617). Acedido em
https://www.bing.com/images/search?view=detailV2&ccid=1y2Mq1iW&id=F3F749EA4929C27039780A7AED5A554B7F898ECC&thid=OIP.

Frei Amador Arrais. Dialogos.jpg

Frei Amador Arrais. Dialogos. Acedido em https://digitalis-dsp.uc.pt/html/10316.2/8655/item1_index.html

Pedro Mariz. Dialogos de varia historia.jpgPedro Mariz. Dialogos de varia historia. Acedido em http://purl.pt/22932 

Efetivamente, durante o primeiro vinténio do século XVII, professaram em todas as Faculdades da Universidade de Coimbra alguns Mestres de excecional valor. Bastaria lembrar … Francisco Suarez, o «Doctor eximius» … Cristóvão Gil … Frei Amador Arrais, Gabriel Pereira de Castro e Pedro Mariz.

Gomes, J.R. 1987. Alguns vícios da Universidade de Coimbra no século XVII, segundo a Devassa de 1619-1624. Lisboa, Centro de História da Cultura da Universidade Nova de Lisboa.

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Rodrigues Costa às 09:58

Quinta-feira, 14.02.19

Coimbra: Evolução do Espaço Físico 4

Vista geral da Alta, antes das demolições.jpg

Vista geral da Alta, antes das demolições

Durante o primeiro terço do século XX, os grandes projetos de remodelação urbana centravam-se na Baixa, mas foi na Alta que, quase subitamente, eles se começaram a aplicar. Por razões que não cabem neste momento explicar, o Estado Novo encetou em 1942 um vasto projeto de reconstrução das instalações universitárias, que ocasionou a demolição de mais de duzentos prédios e a construção de grandes blocos destinados a Faculdades.

Prédios demolidos durante as obras da Cidade Universitária segundo o número de pisos

Tipos de prédios  Número  Percentagem

Um piso                          1                   0,5
Dois pisos                     10                   5,0
Três pisos                     46                 22,8
Quatro pisos                 95                 47,0
Cinco pisos                   49                 24,3
Seis pisos                       1                   0,5
TOTAL                        202               100,1

Localização dos prédios demolidos.jpg

Localização dos prédios demolidos

…. Na véspera da construção da cidade universitária, a Alta era mais importante do que hoje não só por razões simbólicas, mas também pelo número e proporção de habitantes relativamente ao total de Coimbra e pelo superior relevo económico. O crescimento urbano verificado até 1940 não diluíra a polarização Alta-Baixa e o incremento da circulação automóvel ainda não tornara obsoletas as suas íngremes e estreitas ruas.
Ao contrário do que pretendeu e em grande parte realizou o Estado Novo, durante séculos não houve segregação entre zonas residenciais e escolares. A vizinhança entre os locais de ensino e os quarteirões de habitação, associada à dispersão dos colégios e dos próprios estudantes, implicava as zonas mais afastadas da Alta na atividade universitária sem que, no seu núcleo, fosse sentida qualquer necessidade de isolamento. Mas o plano de Cottinelli Telmo, responsável pela revolução urbanística realizada ao longo dos anos quarenta e sessenta, no seguimento de sugestões anteriores, assumiu a ideia de monofuncionalizar a área universitária.
A demolição sistemática da zona superior da Alta permitiu construir o Arquivo (1943-1948), a Faculdade de Letras (1945-1951), a Faculdade de Medicina (1949-1956) e os edifícios da Matemática (1964-1969) e de Física e Química (1966-1975): quatro imóveis de estudada monumentalidade, que provocaram uma profunda rutura urbanística e arquitetónica. E ainda ficou por construir o hospital previsto para o local dos Colégios de S. Jerónimo e das Artes, e os pórticos unindo os edifícios.

Alta de Coimbra. Rua Larga.jpg

Alta de Coimbra. Rua Larga. Década de 40

Vista geral da Alta, depois das demolições.jpg

Vista geral da Alta, depois das demolições

…Toda a zona se encontrava vivificada por um ativo comércio, ocupando o rés-do-chão de inúmeros prédios, vocacionando para a satisfação das necessidades diárias e ocasionais da população. Lucília Caetano … concluiu pela existência, na área demolida, dos seguintes «artesãos e pequenas empresas artesanais»: em 1942, havia seis alfaiatarias, duas modistas de vestidos, um marceneiro e restaurador, quatro encadernadores e douradores, duas tipografias, duas latoarias, cinco barbearias e uma relojaria. De acordo com a mesma autora, havia em 1910 sessenta e sete estabelecimentos comerciais e artesanais na Alta destruída e quarenta e sete fora dela.
… O plano de Cottinelli Telmo não alterou apenas o rosto da acrópole universitária. Devido ao âmbito das expropriações e à inerente necessidade de realojamentos, o seu impacto estendeu-se ao resto da cidade.

Vista geral do Bairro de Celas.jpg

Vista geral do Bairro de Celas

Em 1952, o reitor Maximino Correia calculou em dois a três milhares o número de pessoas que foram obrigadas a abandonar a Alta, ou seja, cerca de 5% da população da cidade, que em início dos anos quarenta rondava os cinquenta mil habitantes. A construção de bairros de realojamento apressaram e em parte definiram esse desenvolvimento urbano.

Rosmaninho, N. Coimbra no Estado Novo. In: Evolução do Espaço físico de Coimbra. Exposição. 2006. Câmara Municipal de Coimbra. Pg. 65-92.

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Rodrigues Costa às 09:45

Quinta-feira, 03.01.19

Coimbra: Instituto de Coimbra

A Academia Dramática, criada em 1836, onde alunos e professores preparavam e exibiam peças teatrais. Os estatutos da nova academia, aprovados em 4 de dezembro de 1840 … previam a existência de três conservatórios (Dramático, de Música e de Pintura), que passaram a designar-se Institutos e que se viriam a fundir numa única entidade conhecida por “Instituto”. Ao Instituto incumbia a realização de trabalhos literários e artísticos, sendo por isso constituída por indivíduos versados nas artes de declamação, música, pintura e literatura, na sua maioria lentes da Universidade de Coimbra.
Os atritos e afrontamentos que foram surgindo entre os membros do Instituto e os restantes elementos da Academia Dramática originaram uma dissensão, efetivada pela comissão que dirigia o Instituto em 1851.
… A nova sociedade académica foi iniciada a 3 de janeiro de 1852, com a aprovação em Assembleia-geral dos novos estatutos que declaravam como objetivos “a cultura das ciências, belas letras e belas artes.” Com a fundação do “novo” Instituto de Coimbra incorporou-se uma área vocacionada para a cultura das ciências.
Toda a história do Instituto de Coimbra se entrelaçou com a história da Universidade, não sendo possível “dar conta da vida desta instituição científica isolando-a da Universidade de Coimbra, onde as suas raízes vão colher constantemente a seiva que o vivifica, e a todo o momento lhe fornece novas e pujantes forças” (Lobo, 1937, p. 6). Alguns consideraram o Instituto de Coimbra um “rebento juvenil” da alma mater que era a antiga Universidade (idem, p. 9).

Instituto sala.jpgPrimeira sala do Museu de Antiguidades do Instituto de Coimbra

… O Instituto de Coimbra compreendia três classes, que tinham de ser escolhidas pelos seus associados, designadamente: I Classe - Ciências morais e sociais, dedicada aos assuntos relacionados com a economia e o direito; II Classe – Ciências Físico-matemáticas, que englobava todas as ciências naturais e exatas; e III Classe – Literatura, belas letras e artes, composta pelas secções de literatura, literatura dramática e belas artes.
… A primeira reformulação dos estatutos originais, de 3 de Janeiro de 1852, surgiu nos já referidos estatutos de 1860. Em Assembleia geral de 4 e 7 de Junho de 1882 foram aprovadas alterações dos estatutos, onde se destacou a descrição da medalha de prata a ser usada pelos sócios efetivos. Esta teria a inscrição – Instituto de Coimbra 1852, de um lado e a insígnia da sociedade no outro, com a legenda Auro Pretiosior1, devendo ser usada suspensa de um duplo colar de prata.

Instituto.jpgColar com a insígnia do Instituto de Coimbra

Desde o início, a publicação de um jornal científico e literário surgiu como a principal ferramenta de prossecução dos objetivos definidos para a nova sociedade académica.
Proveniente da primeira corporação científica do país (Sampaio, 1852, p. 1) O Instituto título atribuído à publicação, não se assumiu de modo nenhum como um periódico popular, mas antes como um meio de divulgar os trabalhos dos seus sócios entre os seus pares, mesmo que de áreas distintas, e um espaço de debate de ideias ao promover “diálogo entre intelectuais” (Xavier, 1992, p. 91).O Insituto. Volume Primeiro. 1853.jpgO Instituto. Jornal Scientifico e Litterario. Volume Primeiro. 1853

… A revista científica e literária O Instituto adquiriu, pela sua longevidade, singularidade no panorama nacional. Ganhou prestígio ao tornar-se uma obra de troca. Em 1935, O Instituto era permutado com mais de 200 periódicos nacionais e internacionais. Ao longo de 130 anos foram publicados 141 volumes, o último dos quais em 1981, prenunciando já o fim do Instituto de Coimbra. Em 1942, quando se publicou o centésimo volume de O Instituto, o Secretariado da Propaganda Nacional, órgão do Estado Novo, ofereceu uma lápide comemorativa descerrada na sede do Instituto de Coimbra, onde, ainda hoje, se pode ler: “Neste edifício tem a sua sede a mais antiga revista literária do país.”

Leonardo, A.J., Martins, D.R. e Fiolhais, C. O Instituto de Coimbra e a Ciência na Universidade de Coimbra. Acedido em 2018.11.12, em file:///C:/Users/Rodrigues%20Costa/Desktop/Blogue%20entradas%20a%20fazer/Instituto/Instituto%20de%20Coimbra.pdf

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Rodrigues Costa às 20:28

Quinta-feira, 28.09.17

Coimbra: Colégio de S. Bento

Fr. Diogo de Murça, monge de S. Jerónimo, fundou em 1555 um Colégio universitário para os «Monges-estudantes de S. Bento», dando-lhes pousada provisória no próprio edifício dos paços reais.

... Não se descuidaram porém os beneditinos de irem tratando de arranjar instalação propriamente sua.

Adquiriram fora da Almedina, no lugar chamado «Genicoca», a Este e Sul da muralha da cidade, umas propriedades, que com o decorrer do tempo foram ampliando, até atingirem a margem do rio. Terreno fertilíssimo, admiravelmente exposto, e que se prestava a grande variedade de culturas, e a plantações florestais. Na parte mais alta, de vistas largas e maravilhosamente belas, projetaram a construção dum grande edifício para o seu Colégio.

De 1568 a 1570 construiu-se o aqueduto de S. Sebastião, para abastecimento de água da cidade, e os arcos daquele aqueduto ficaram em parte situados dentro da propriedade dos colegiais beneditinos.

Colégio de S. Bento.jpg

 Colégio de S. Bento, na primeira metade do séc. XIX

 ... Em 1576 haviam começado as obras do edifício...

Colégio de S. Bento. Poente. Sec. XVI-XVII.bmp

 Colégio de S. Bento, ala poente

A última das projetadas obras a realizar-se foi a construção da igreja. Quando esta se deu por pronta, já havia muito que o Colégio era habitado definitivamente pelos colegiais, que no interior dele tinham uma capela provisória... Realizou-se com grande solenidade a sagração do magnífico templo... 19 de Março de 1634.

Colégio de S. Bento. Igreja. Sec. XVII.bmp

Colégio de S. Bento igreja

... O Colégio beneditino era o maior e mais importante dos edifícios colegiais universitários, exceto o de Jesus, da fábrica maior; mas numa coisa se lhe avantajava o de S. Bento, na situação privilegiada em que se achava, com a esplendida cerca contígua, e o panorama formosíssimo que dele se gozava.

Foi demolido há pouco anos o templo de S. Bento. Era muito vasto e de grande valor arquitetónico, de traça bastante parecida com o templo da Sé Nova, mas tendo a abóbada da capela-mor ricamente ornamentada com decoração escultural admirável.

... Quando se realizou a reforma da Universidade em 1772, os beneditinos do Colégio de Coimbra ofereceram espontânea e generosamente ao Marquês de Pombal a parte da sua cerca, que fosse preferida, para nela se constituir o Jardim Botânico da Universidade.

... Pela extinção das Ordens religiosas; em 1834, ficou abandonado o edifício de S. Bento... 21 de Novembro de 1848 ... ordenou que fossem entregues à Universidade ... para colocação dos estabelecimentos filosóficos, gabinete de agricultura ... com a respetiva cerca, destinada para ampliação do Jardim Botânico.

... Em 1849 foi destinada uma parte do edifício a quartel militar. As barbaridades, vandalismos selvagens e atos de rapinagem, que a soldadesca lá praticou, constituem uma das páginas vergonhosas da história daquele tempo.

... No fim do ano letivo de 1869-1870, realizou-se a transferência do Liceu de Coimbra, que até este ano inclusive funcionara no edifício do Colégio das Artes, para o Colégio de S. Bento.

Vasconcelos, A. 1987. Escritos Vários Relativos à Universidade de Coimbra. Reedição preparada por Manuel Augusto Rodrigues. Volume I e II. Coimbra, Arquivo da Universidade de Coimbra, pg. 243, do Vol. I


 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Rodrigues Costa às 13:08

Quinta-feira, 10.08.17

Coimbra: Colégio de S. Tomás

Era destinado aos religiosos estudantes universitários da «Ordem de S. Domingos». Cronologicamente é o primeiro dos Colégios que se estabeleceram na Universidade portuguesa, depois da sua fixação em Coimbra.

Teve por fundador e grande protetor el-Rei D. João III.

... Estava em princípio do ano letivo de 1539-1540 ... quando, a 16 de Outubro, se deu a migração dos colegiais dominicanos da Batalha para a cidade do Mondego, albergando-se no próprio edifício do convento de S. Domingos, sito à «Figueira-velha», na margem direita do rio, (as ruínas estão a cerca de 12 metros, sob o Hotel Almedina)... É pois a esta data ... que devemos reportar o início deste primeiro Colégio universitário, que tinha por titular S. Tomás de Aquino.

Ali se manteve até 1546, em que os religiosos dominicanos se viram forçados a abandonar o seu convento, constantemente inundado e meio submerso pelo Mondego. As obras já corriam neste ano de 1546.

Construíram-se então dois edifícios distintos, mas vizinhos, na Rua da Sofia: um para o convento dos religiosos de S. Domingos, outro para o Colégio de S. Tomás, onde residiriam os dominicanos universitários, assim os lentes como os estudantes.

 

Colégio de S. Tomás, portal.jpg

Colégio de S. Tomás, portal

... Realizou-se com grandeza a fábrica do edifício, situado, como fica dito, na Rua da Sofia, ocupando o local onde hoje se ergue o palácio da Justiça; ainda neste se vê a bela arcada renascença do claustro colegial. O lindo e majestoso portal, que decorava a fachada, encontra-se enxertado na parede externa do Museu de Machado de Castro, que se defronta com o largo de S. Salvador.

Foi este Colégio incorporado oficialmente na Universidade por carta-régia de 20 de Junho de 1557.

Contou, entre os seus colegiais, teólogos muito notáveis, e até alguns célebres. Durante muito tempo foi este Colégio o principal fornecedor de lentes para a cadeira de Prima da Faculdade de Teologia.

Vasconcelos, A. 1987. Escritos Vários Relativos à Universidade de Coimbra. Reedição preparada por Manuel Augusto Rodrigues. Volume I e II. Coimbra, Arquivo da Universidade de Coimbra, pg. 184-186, do Vol. I

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Rodrigues Costa às 20:41


Mais sobre mim

foto do autor


Pesquisar

Pesquisar no Blog  

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

calendário

Junho 2019

D S T Q Q S S
1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
30