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A' Cerca de Coimbra


Terça-feira, 11.12.18

Coimbra: Sé Nova, o quadro de S. Tomás de Vila Nova

AINDA S. TOMÁS DE VILA NOVA NA SÉ DE COIMBRA
Na sacristia da Sé Nova pode ver-se um quadro de pintura que facilmente se relaciona com a mudança de titular na capela da nave da igreja, de S. Francisco Xavier para S. Tomás de Vila Nova. Representa o santo bispo de Valência e está datado de 1676, ano em que o seu culto já devia ser bem conhecido dos cónegos da Sé e das gentes de Coimbra.

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Sé Nova, quadro de S. Tomás de Vila Nova

Tomás de Vila Nova é uma das figuras gradas da igreja espanhola do século XVI, a par com outros místicos. É designado como o “S. Bernardo espanhol” pela sua teologia sobre a Virgem Maria, o amor divino e a pastoral. Nasceu em Fuenllana em 1486, mas a sua juventude decorre em Vila Nova dos Infantes, donde adotou o nome quando ingressou na congregação dos agostinianos. Desde a meninice deu provas de comovente caridade, privando-se de tudo pelos pobres. Em 1518 foi eleito superior dos agostinianos e em 1545 bispo de Valência, cargos que aceitou com relutância. Organizou várias formas de assistência a donzelas pobres e sem dote, doentes e crianças abandonadas. Para estas criou um orfanato dando-lhes o abrigo, cuidados e carinho. Chegou ao ponto de dar a sua própria cama, pois não tinha, de momento, outra coisa que dar. Mas não se limitava a dar esmolas: procurava combater a pobreza de uma forma ativa, dando trabalho aos desprotegidos. Dono de uma formação cultural fortíssima, é autor de belos sermões e obras místicas, como o Sermão do Amor de Deus e o Comentário ao Cântico dos Cânticos.

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Sé Nova, quadro de S. Tomás de Vila Nova, pormenor

Gaspar de la Huerta, um dos mestres do Século de Ouro espanhol. Nasceu em 1645 e morreu em 1714. A sua vida decorre sobretudo em Valência, onde desenvolveu atividade e foi muito apreciado. Lamentavelmente grande parte das pinturas que executou para igrejas e conventos já não existe, pelo que a tela da Sé alcança um valor reforçado.

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S. Tomás de Vilanova 1

As excelentes relações entre os cabidos das sés de Coimbra e Valência poderão justificar a existência do quadro de 1676 e do culto ao santo valenciano. Aproveitando essa maré, o cabido de Coimbra pediu ao de Valência uma relíquia do santo. Este não só ofereceu a relíquia como a própria imagem, também de cunho realista. Uma e outra chegaram a Coimbra em 18 de janeiro de 1687, sendo conduzidas em solene procissão, presidida pelo bispo D. João de Melo, desde S. Francisco da Ponte até à Sé. Nesse mesmo ano de 1687 se erigiu na Sé a Irmandade do Glorioso Santo Tomás de Vila Nova. A imagem encontra-se no altar da Sé Nova, com vimos, e o relicário foi parar ao Museu Machado de Castro.

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S. Tomás de Vilanova 2

Quando se fez a mudança da Sé Velha para a igreja dos jesuítas, o forte culto a S. Tomás de Vila Nova impôs a nova entronização da sua imA pintura que se guarda na sacristia da Sé, não obstante se encontrar em mau estado de conservação, é um documento expressivo da vida e obra deste santo. Num primeiro plano é representado Tomás de Vila Nova, sentado, paramentado de pluvial e mitra episcopal, como homem de idade madura e de face bem vincada, exprimindo afeto. Estende as mãos para dar esmola a uma criança que a recebe de olhar ansioso. A seu lado e um pouco mais à frente vê-se um velho pedinte, arrimado a um bordão e de joelhos em terra. Completam a cena cinco outros pobres de aspeto sofredor. Por detrás do santo, eleva-se um clérigo ancião, de cruz alçada. Todas as figuras são de notável vigor e realismo nas feições e atitudes, autênticos retratos, exprimindo expectativa, sofrimento, compaixão. Por fim o cenário cria o ambiente com formas arquitetónicas austeras, donde emergem ainda dois outros vultos humanos.
Trata-se de uma composição notável de um grande artista. Infelizmente o estado de conservação da tela não deixa perceber todos os pormenores, designadamente a tão importante expressão da cor. O pintor encontra-se identificado, pois o quadro está assinado: agem. O quadro integrou a sacristia, onde convive bem com as cenas das vidas de Santo Inácio e S. Francisco Xavier. Possa esta chamada de atenção para a pintura de Gaspar de la Huerta permitir que se encare como obra prioritária o seu restauro.

Nelson Correia Borges
In: Correio de Coimbra, n.º 4714, de 8 de Novembro de 2018

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por Rodrigues Costa às 09:24

Terça-feira, 09.10.18

Coimbra: A Capela de S. Tomás de Vila Nova na Sé de Coimbra

Quando os primeiros jesuítas, chefiados por Simão Rodrigues vieram para a cidade do Mondego, em 1542, com o objetivo de fundar o colégio donde sairiam tantos missionários para terras do Brasil e do Oriente, estariam bem longe de supor que a igreja construída com tanto desvelo e rigor acabaria por ser a Sé Catedral de Coimbra.

A construção da igreja, que havia de servir não só para o colégio, mas para envolver e catequizar o povo de Coimbra, iniciou-se em 1548, inaugurando-se a nave em 1 de janeiro de 1640, sendo dedicada ao Santíssimo Nome de Jesus. Teve como arquiteto Baltazar Álvares que executou outros projetos para a Companhia de Jesus e seguiu de perto a planta da igreja do Gesù, de Roma, concebida por Vignola, segundo modelo anterior. A planta é a que melhor servia aos propósitos da Companhia: ampla nave central, bem iluminada, com capelas nos flancos, obscurecidas. A atenção da assembleia podia centrar-se toda no grande espaço e no altar-mor no topo, bem como nos púlpitos que, em local estratégico da nave, possibilitavam uma boa audição da palavra inspirada dos pregadores. Ao contrário de outras igrejas da Companhia, em Coimbra as capelas laterais têm a mesma altura da nave, o que confere ao conjunto arquitetónico impressionante rigor e monumentalidade. Entre estas destaca-se a do meio, do lado nascente – fugindo à tradição de orientar as igrejas, isto é, voltar as fachadas a poente e as cabeceiras a oriente, os jesuítas preferiram erguer a fachada para sul, o que lhes possibilitava ter mais luz na nave central, ainda mais potenciada pela cúpula, no transepto.

Esta capela foi dedicada a S. Francisco Xavier e patrocinada por Francisco da Fonseca, lente de Leis na Universidade de Coimbra, nela tendo ficado sepultado em 1631, bem como sua mulher, em 1661. Deixou os seus bens para dotação e ornamento da mesma, trabalho que somente se concluiu em 1688.

Não foram fáceis os tempos para os jesuítas na Europa, acabando por expulsos de vários países, e vendo por fim ser extinta a Companhia de Jesus pelo papa Clemente XIV, em 1773. Em Portugal, o campeão do antijesuitismo foi o Marquês de Pombal que determinou a prisão e expulsão dos seus membros em 1759. O colégio de Coimbra foi encerrado e a igreja ficou abandonada. Só em 1772, estando o Marquês de Pombal a reformar a universidade, passou uma provisão, cedendo a igreja ao cabido catedralício para sé, com anexos da sacristia e claustro.

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 Sé Nova capela de S. Tomás de Vila Nova

 Algumas alterações foram operadas no edifício para a nova função. A capela de S. Francisco Xavier viu o seu titular ceder o lugar a S. Tomás de Vila Nova, santo levantino muito da devoção dos cónegos, a que havemos de voltar. No nicho central do retábulo colocaram a sua imagem, vinda da Sé Velha, paramentado de pluvial, mitra e báculo. 

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 Sé Nova, imagem de S. Tomás de Vila Nova

 A capela é totalmente revestida de talha dourada, solução muito característica do barroco português, ao jeito das igrejas todas de ouro que enchiam de espanto os estrangeiros que nos visitavam. A obra foi contratada pelo entalhador de Lisboa Matias Rodrigues de Carvalho, em 10 de agosto de 1682 e é de excecional qualidade, mesmo a melhor de quantos retábulos desta época há na cidade.

Sé Nova capela de S. Tomás de Vila Nova colunas.

 Sé Nova, capela de S. Tomás de Vila Nova colunas

Sé Nova, capela de S. Tomás de Vila Nova colunas

 Sé Nova, capela de S. Tomás de Vila Nova colunas, pormenor

 O retábulo segue o tipo nacional ou D. Pedro II, com colunas espiraladas, prolongando-se na parte superior em arquivoltas e deixando amplo nicho central. As colunas são revestidas de parras, gavinhas, cachos de uva e aves debicando, de talhe fortemente naturalista. 

Sé Nova, capela de S. Tomás de Vila Nova tecto.J

 Sé Nova, capela de S. Tomás de Vila Nova tecto

 O tecto é totalmente revestido de caixotões, tendo ao centro um tondo com anjos exibindo uma coroa.

A talha alastra para as paredes laterais, onde se abrem dois nichos afrontados, conservando as imagens de S. Estanislau Kostka e S. Luís Gonzaga, de grande qualidade – obras primas dentro de uma obra prima.

Resumindo: a atual capela de S. Tomás de Vila Nova na Sé de Coimbra é uma destacável obra de arte, uma obra prima que muito enriquece o património artístico da cidade e da diocese.

Nelson Correia Borges

In: Correio de Coimbra, de 2018.10.06

 

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por Rodrigues Costa às 08:56

Quinta-feira, 01.03.18

Coimbra: Alexandre Herculano e a sua visão da cidade 3

Passada a Sofia, a primeira coisa notável que se encontra é o velho mosteiro de Santa Cruz, fundação do nosso D. Afonso Henriques. Da primitiva obra nada ou mui pouco resta. – Consta que o antigo mosteiro era um edifício cercado e torreado, como um castelo: o templo tinha três naves; os claustros eram três, as celas oitenta e quatro. Hoje é mui diverso o estado das cousas. Porventura as celas são mais numerosas, os corredores mais elegantes, as oficinas mais acomodadas, os claustros mais magníficos; mas a igreja pareceu-nos acanhada, mesquinha, mal traçada, e de mau gosto, porque a vimos depois de ter lido pomposas descrições dela. O que ainda se conhece que realmente foi bom, é o portal lavrado de laçarias, e vultos, e mil invenções curiosas. Cremos que infelizmente entalharam esta obra em pedra de Ançã, em lugar de pedra canto; e por isso está tudo estragado e carcomido.

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 Mosteiro de Santa Cruz, pormenor da planta de Magne

 No corpo da igreja há muitas sepulturas de venerável antiguidade, e inscrições mortuárias que falam de nomes gloriosos: mas os mais notáveis sepulcros são os dos dois primeiros reis portugueses, D. Afonso e D. Sancho, colocados aos lados da capela-mor. Estes monumentos preciosos foram mandados fazer por el-rei D. Manuel, e aí se conservaram até o ano de 1832, em que D. Miguel os mandou arrombar, para ver o que continham: ainda no ano seguinte vimos as pedras quebradas, e os mal apagados sinais deste ato de barbárie.

As duas coisas mais importantes que havia no convento eram a livraria e o santuário: as preciosidades de um e de outro foram levadas para a cidade do Porto. Entre os quadros que adornavam o santuário dizem que estava uma «transfiguração» de Rafael, e a «adoração dos reis» de Rubens. Aí se mostrava uma espada, que se dizia ter sido de D. Afonso Henriques, e que se acha reunida á do moderno Afonso, o duque de Bragança, no museu do Porto, para onde também foi levada a escrivaninha e a pena com que assignaram os decretos do concilio tridentino, monumentos curiosos doados a Santa Cruz por D. Fr. Bartolomeu dos Mártires.

A quinta ou cerca de Santa Cruz é uma das mais extensas e maravilhosas de Portugal. Descrevê-la fora impossível na brevidade do nosso quadro. O lago é obra magnifica: mas as árvores que a rodeiam, cortadas em colunas e obeliscos, são apenas um dos mil exemplos de mau gosto dos antigos jardins. 

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 Sé Velha, antes do arranjo

 A paroquia de S. Cristóvão, ou Sé Velha, é o monumento de Coimbra mais digno de atenção, porque é porventura o único que resta em Portugal do tempo dos godos. A sua arquitetura não se parece, portanto, com a de outro algum edifício conhecido. As suas paredes, vistas exteriormente, assemelham-se às de um castelo; é talvez o que resta da primitiva, e um escritor moderno se enganou inteiramente, supondo os lavores da porta lateral do templo obra de arquitetos godos, quando basta vê-los para conhecer que foram lavrados no 13.º ou 14.º século. Posterior ainda a esta época é o interior da igreja.

No alto da cidade, onde estão os fundamentos do observatório novo, começado pelo marquês de Pombal, e nunca levado a cabo, jazia o antigo castelo, que foi demolido, e de que restam apenas alguns fragmentos. Este castelo era célebre pela ação heroica do leal Martim de Freitas,

A universidade está onde antigamente eram os paços reais, chamados das alcáçovas; neste edifício ainda existem muitos vestígios da sua origem remota. Nada diremos aqui acerca desse estabelecimento literário, que tantos homens ilustres tem dado a Portugal, porque o guardamos para um artigo especial.

A Sé Nova era a igreja dos jesuítas: ampla, e ao primeiro aspeto majestosa, um exame mais miúdo faz descobrir nela o ferrete de todos os edifícios daquela ordem – mau gosto de arquitetura.

Muitos outros monumentos notáveis se encontram na antiga capital dos portugueses, mas a brevidade necessária nos veda falar deles. Entretanto há aí uma cousa curiosa, de que ninguém tratou ainda, e que vale a pena de se mencionar. É esta a inquisição. Ela ainda está em pé com os seus corredores escuros, os seus carceres medonhos, as suas «espreitadeiras». Ainda aí se vê a casa dos tratos, com as paredes cheias de arranhaduras, e de manchas escuras, que porventura são de sangue!  - E não se deveria conservar este monumento de fanatismo para os vindouros, a quem parecerão impossíveis os horrores que se contam acerca da inquisição!

Nos arredores de Coimbra, pode-se dizer que cada pedra, cada campo, cada bosquezinho é um monumento histórico. – A fonte do Cidral e o Penedo da Saudade, quem os não conhece? – Atravessando a ponte para o lado de Lisboa, encontram-se à esquerda umas ruínas, e atrás delas um campo coberto de arvoredos e de hortas. Aqui houve um mosteiro ilustre: este foi o de Santa Clara, fundado por S. Isabel, e que o rio fez desaparecer. D. João 4.º edificou o novo no monte ao ocidente de onde em perspetiva se descobre a cidade.

Naquela margem do Mondego está também a Quinta das Lágrimas, e a Fonte dos Amores. No palácio pertencente à quinta sucedeu, segundo dizem alguns, o trágico sucesso da morte de D. Inês de Castro. A Fonte dos Amores, rica de recordações e pobre de adornos, lá corre ainda caudal para um tanque meio entulhado. Descrita por poetas, viajantes, e historiadores, calará acerca dela a nossa mal aparada pena, e só faremos um voto para que a mão do homem não derrube os últimos cedros que a assombram, e que são testemunhas das memórias de muitos séculos.

O Panorama. Número 51. 21 de Abril de 1838. Pg. 122-123

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por Rodrigues Costa às 22:15

Sábado, 14.10.17

Coimbra: Sé Nova visita guiada

Conforme oportunamente foi anunciado realizou-se hoje, numa organização do blogue A’Cerca de Coimbra, a visita guiada orientada pelo Professor Doutor Nelson Correia Borges, a qual contou com a presença de cerca de 60 pessoas, cuja participação atenta é de assinalar e agradecer.

Agradecemos, de novo, os apoios que permitiram a realização deste evento, a saber: Paróquia da Sé Nova, Câmara Municipal de Coimbra Pelouro da Cultura, Clube de Comunicação Social de Coimbra, Grupo de Arqueologia e Arte do Centro e os blogues "Cromos", Personalidades e Estórias de Coimbra, Coimbra antiga e moderna, Coimbra Moderna, Bairro Norton de Matos, Coimbra livre e aberta a todos, Penedo da Saudade Tertúlia.

A visita teve os seguintes momentos:

1.– Introdução histórica.

  1. – Análise da fachada.
  2. – Guarda-vento. Azulejaria.

4.– Espaço litúrgico. Características.

  1. – Capelas do flanco esquerdo:
  2. – Capela do Sacramento.
  3. – Capela da Vida da Virgem.
  4. – Capela de S. Francisco Xavier ou S. Tomás de Vila Nova.
  5. – Grades de pau-preto e bronzes dourados.
  6. – Capela de Nossa Senhora das Neves.
  7. – Transepto. Retábulos. Relicários.
  8. – Senhora da Boa Morte.
  9. – Capela-mor. Retábulo. Cadeirais. Órgão.
  10. – Sacristia. Arcazes. Pinturas Inacianas e Xavierianas. Gaspar de La Huerta.
  11. – Relicários

Uma palavra muito especial de agradecimento do Senhor Professor Doutor Nelson Correia Borges.

Da folha de apoio à visita e da própria visita ficam as seguintes imagens.

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Planta da igreja, antes da ampliação

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Festa de N. Senhora da Boa Morte

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Visita

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Visita

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Visita

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por Rodrigues Costa às 22:44

Quinta-feira, 12.10.17

Coimbra: Sé Nova 2

Roteiro dos visitantes

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Sé Nova planta

 1 – Escadaria de vários degraus, em forma poligonal

2 – Átrio, sob o coro ... guarda-vento porticado, setecentista

3 – Nave ... num austero programa de formas arquitetónicas maneiristas, italianas

4 – Capela de Santa Maria Madalena ... Pia batismal, manuelina, de feições ainda góticas

5 – Capela de Sant’António ... Tem entablamento, no qual sobressaem duas mísulas, que são continuadas no corpo superior, por duas pilastras, onde figura Nossa Senhora

6 – Capela de Nossa Senhora dos Prazeres, ou da Ressurreição de Cristo ... duas telas alusivas ao Senhor Ressuscitado, que quis aparecer, em presença real, à Vigem Maria, Sua Mãe ... notável escultura da virgem e mártir conimbricense da Reconquista, Santa Comba

7 – Capela de Sant’Inácio de Loiola, fundador da Companhia de Jesus ... dez imagens de vulto, com doçura nos rostos e quietude nas atitudes.

8 – Púlpitos ... posicionam-se de frente, para que dois pregadores participassem, simultaneamente, no desenvolvimento da temática tartada, num diálogo, por vezes cerrado, pois, um expunha pontos doutrinários que, por sua vez, um outro rebatia, proporcionando, por isso, benéficos confrontos argumentativos

9 – Retábulo do braço poente do transepto ... preenche todos os espaços da parede: na parte central ... encontram-se dois grandes armários relicários, aos quais se sobrepõem as esculturas dos evangelistas São Marcos e São Mateus

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Retábulo da glorificação da Virgem Maria

 ... composição retabular da glorificação da Virgem Maria, representada num painel policromo, central, de tamanho natural

10 – Sacristia ... retangular, com abóbada de tijolo, semicircular, e janelas ornadas d grinaldas ... nas paredes ... quinze telas seiscentistas, em fiadas sobrepostas, alusivas, quer à vida de Sant’Inácio de Loiola, quer de São Francisco Xavier ...além de duas grandes tábuas de meados de Quinhentos: a Circuncisão de Jesus ... e Natividade

11 – Capela colateral ... com retábulo setecentista

12 – Capela-mor foi prolongada no século XVIII, logo que ficou pertença da diocese ... o retábulo do fundo barroco, ligeiramente côncavo, de finais de Seiscentos, tem um par de grandes colunas nas extremidades, torcidas, enramadas de pâmpanos, com aves do paraíso, grossas uvas em cacho e «putti», com instrumentos musicais ou participando noutras tarefas infantis ... Sant’Inácio de Loiola, São Francisco Xavier – em dimensões naturais – São Francisco de Borja ... Sant’Estanislau Kostka, já menores ... Na parece central, uma tela seiscentista, do Presépio

13 – Capela colateral ... retábulo setecentista, pequeno

14 – Cúpula majestosa pelas grandezas volumétricas .. culminar os abobadamentos das linhas axiais ali cruzadas ... coroado pelo lanternim

15 – Retábulo ... do braço nascente ... similar ao que lhe fica diante ...na composição central, tem a Sagrada Família ... em dimensão natural ... os outros dois evangelistas, São Lucas e São João

16 – Capela do Santíssimo Sacramento, também chamada da Santíssima Trindade, forma-se de dois corpos sobrepostos: o primeiro tem ... uma tela de Nossa Senhora da Conceição ... no corpo superior ... a tela da Trindade Santíssima

17 – Capela de São Francisco Xavier ... magnifico trabalho, situado na transição dos retábulos clássicos aos barrocos

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Predela com evocação de São Francisco Xavier

18 – Capela da vida de Virgem ... muitos episódios marianos ... Glorificação da Virgem, Anunciação, Sagrada Família, Visitação, bem assim da Coroação ... singular escultura de vulto, da Conceição

19 – Capela de Nossa Senhora das Neves ... quase nada se sabe do primitivo retábulo ... foi substituído na terceira década do século XVIII

20 – Torres sineiras ... subsistem sinos com símbolos jesuíticos

21 – Claustro ... de boa mas severa composição, do século XVII.s

Coutinho, J.E.R. 2003. Sé Nova de Coimbra. Colégio das Onze Mil Virgens – Igreja dos Jesuítas. Coimbra, Paróquia da Sé Nova, pg. 40-87

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por Rodrigues Costa às 22:26

Terça-feira, 10.10.17

Coimbra: Sé Nova 1

Partindo dos elementos da fachada, nota-se que se distribuem através do plano vertical, com pequeno jogo de volumes, pois, compõem-se de pilastras dóricas, ficando, nos três espaços centrais, as três portas de frontões, que são sobrepujadas por outras tantas janelas, também superiormente decoradas; nos dois laterais, há quatro nichos, com as imagens de santos jesuítas dos primeiros tempos, figurando Sant’Inácio, São Luís Gonzaga, São Francisco Xavier e São Francisco de Borja, respetivamente distribuídos em grupos, a cada lado.

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 Sé Nova, fachada

Logo por cima, tem lugar o corpo superior, mais estreito, conforme previam os cânones epocais, oito por dois agrupamentos de pilastras jónicas, sustentando frontões interrompidos, além daquele central, mais elevado, num espaço preenchido pelas armas heráldicas nacionais. Três grandes janelas iluminavam a nave; duas outras, como que flanqueiam aqueles símbolos portugueses.

Felizmente, harmonizam as diferenças de largura duas enormes aletas fitomórficas, que quase chegam à base das esculturas dos apóstolos São Pedro, bem como de São Paulo, qualquer delas em dimensões correspondentes ao dobro do que seria natural.

Grandiosos pináculos piramidais, alongados, e terminados em composições esferoidais, parecem indicar a suprema projeção da cruz redentora, colocadas no topo da composição frontal.

Vista no geral, a vastíssima nave, tipo salão de reconhecida largueza, cheia de luz, é de quatro tramos, também divididos por pilastras dóricas aos pares, que suportam grandes entablamentos: entre cada conjunto lateral, abrem-se capelas nos flancos, cujas entradas são de pilastras iguais às mencionadas. Comunicam entre si, de modo que há como que corredores estreitos, longitudinais às linhas axiais da mesma nave.

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Sé Nova, nave

Realçam-se, mais ainda, certos aspetos arquitetónicos: às pilastras correspondem, nos abobadamentos, arcos torais de menor teor, nos quais se fazem apoiar os caixotões, que formam, por tramo, três ordens, com onze cada.

Todavia, nas abóbadas dos braços do transepto, bem assim da capela-mor, têm tramos mais curtos, somente de duas ordens de treze quartelas.

Justamente, depois, a cúpula do cruzeiro, sem tambor intermédio, reproduz uma portentosa configuração hemisférica, composta de cinco notáveis ordens de caixotões, tendo seis cada qual. Também assenta num entablamento, circular, apoiado nos arcos, por intermédio de triângulos esféricos, e termina por um lanternim; externamente, fica posicionada num maciço quase cúbico. 

Coutinho, J.E.R. 2003. Sé Nova de Coimbra. Colégio das Onze Mil Virgens – Igreja dos Jesuítas. Coimbra, Paróquia da Sé Nova, pg. 35-38

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por Rodrigues Costa às 20:24

Quinta-feira, 21.09.17

Sé Nova: visita guiada

Sé Nova: do Maneirismo ao Barroco – formas, símbolos e história.

Visita orientada pelo Professor Doutor Nelson Correia Borges

Sé Nova 06 a.jpg

 Data do evento:

14.10.2017, sábado, às 10h00

Organização

A’Cerca de Coimbra (blogue)

Apoios

Paróquia da Sé Nova

Câmara Municipal de Coimbra

Clube de Comunicação Social de Coimbra

"Cromos", Personalidades e Estórias de Coimbra (blogue)

Coimbra antiga e moderna (blogue)

Coimbra livre e aberta a todos (blogue)

Penedo da Saudade Tertúlia (blogue)

Público-alvo

Todos os interessados na história e cultura coimbrã

Visita livre (sem prévia inscrição)

 Objetivos

- Integrar o monumento no seu contexto histórico

- Identificar alguns seus elementos constitutivos

- Sensibilizar os participantes para a relevância da Sé Nova no património cultural da Cidade

Programa

09h45 – Concentração dos participantes junto às escadas de acesso da Sé

10h00 – Início da visita

. Breve exposição: o Colégio de Jesus, a sua época e o seu projeto

. Percurso

11h30 – Fim da visita

                                                                  AJUDE À DIVULGAÇÃO

 

 

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por Rodrigues Costa às 17:25

Terça-feira, 08.08.17

Coimbra: Colégio de Jesus 2

Pertenceu aos «Padres da Companhia de Jesus» ou «jesuítas».

Fundado em 1542, este Colégio foi o primeiro que a Companhia teve em todo o mundo... Funcionou a princípio provisoriamente numa casa na... Couraça dos Apóstolos.

Por carta régia de D. João III, datada de 16 de Agosto de 1544 foi concedida aos colegiais deste instituto ... «todos os privilégios, liberdades, graças e franquezas ... de que usam ... os lentes e deputados e conselheiros da Universidade»

... A 14 de Abril de 1547 ... lançamento da primeira pedra, a obra do edifício definitivo, o maior e mais grandioso que jamais se ergueu em Coimbra.

...A planta destas construções tem a forma de um retângulo, medindo tanto o lado oriental como o ocidental 108 metros de extensão, e os lados meridional e setentrional 94 metros cada um.

Colégio de Jesus desenho.TIFColégio de Jesus

 ... Mais tarde construíram-se dois pequenos corpos de passadiços ou corredores, perpendiculares à fachada oriental, projetando-se para leste: um dava comunicação do Colégio de Jesus para o Real Colégio das Artes; o outro comunicava com um outro edifício fronteiro, onde estavam a cozinha, a dispensa e outras oficinas, sito aproximadamente onde hoje é o Laboratório Químico.

... A obra ia prosseguindo, embora um pouco lentamente... É preciso que se saiba que do antigo edifício pouco resta além do templo e de parte das paredes, ainda assim profundamente modificadas e enobrecidas.

... Foi este (o templo) a última parte do edifício a construir-se, pois corria já o ano de 1598 quando... colocou «ritu pontificali» a primeira pedra. Decorreram quarenta e um anos enquanto se foi construindo a grande nave com as suas capelas; ... logo este corpo se isolou, por um taipal ... levantou-se um altar provisório ... benzido na tarde de 31 de Dezembro de 1639.

... Continuaram a decorrer as obras durante mais de meio século, até se achar completo o transepto e capela-mor. Foi em 1698, a 31 de Julho, que se fez a inauguração do templo... havia passado um século desde a bênção e colocação da primeira pedra.

Mas estava então ainda longe o complemento das obras, que foram continuando, tanto no exterior como no interior, durante o 1.º quartel do século XVIII. A parte superior da fachada deve ter sido executada no princípio deste século; o douramento do retábulo do altar-mor concluiu-se em 1712, e os retábulos colaterais do transepto foram dourados em 1724.

... Pouco tempo gozaram os jesuítas de Coimbra a sua magnificentíssima igreja colegial, depois de concluída e perfeita.

Presos a 15 de Fevereiro de 1759... foi extinto o Colégio, e os respetivos edifícios ficaram abandonados durante treze anos.

... foi cedido ao Bispo e ao Cabido de Coimbra o templo ... para servir de catedral, com o seu claustro e com o corpo meridional do Colégio que lhe era contiguo, assim como grande parte do edifício que se estendia a ocidente da igreja; à Universidade, para instalação dos museus e mais estabelecimentos das Faculdades de Medicina e de Filosofia, foi concedido todo o resto do edifício.

O Hospital Real de Coimbra... Ficou instalado no ângulo NO do edifício.

Após a proclamação da Republica os serviços universitários ocuparam as partes do edifício que estavam em poder dos cónegos, com exclusão da igreja, torres dos sinos, claustro, sacristia e algumas dependências desta.

Vasconcelos, A. 1987. Escritos Vários Relativos à Universidade de Coimbra. Reedição preparada por Manuel Augusto Rodrigues. Volume I e II. Coimbra, Arquivo da Universidade de Coimbra, pg. 190-196, do Vol. I

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por Rodrigues Costa às 10:10

Quinta-feira, 03.08.17

Coimbra: Colégio de Jesus 1

Desde os primeiros tempos em Portugal, ainda com Xavier (S. Francisco Xavier), que a ideia de fundar um colégio junto da Universidade de Coimbra parecia ... de capital importância.

... Finalmente, a 9 de Junho de 1542, Simão Rodrigues (português que foi o provincial da primeira província da Companhia de Jesus no mundo, a Província Lusitana) e doze companheiros, em expressiva atitude simbólica, partem de Lisboa a caminho de Coimbra, entrando na cidade universitária no dia de S. António desse mesmo ano ... Hospedaram-se no Mosteiro de Santa Cruz, para o que levaram carta de recomendação de D. João III ... o soberano recomendava que os mandasse agasalhar na hospedaria do mosteiro ... Aí estarão três semanas.

... Simão Rodrigues rapidamente procurou, na parte alta da cidade, casas apropriadas para se instalarem ... alugam-se e depois compram-se duas casas ... na denominada Rua Nova d’El Rei, a qual viria mais tarde, a desaparecer  com a construção  do grande edifício do Colégio de Jesus. As casas para onde se mudaram ... a 2 de Julho de 1542, eram novas, mas pouco espaçosas.

... A 11 de Março de 1543 dará entrada no noviciado o primeiro aluno da Universidade.

... Por fim, a 14 de Abril de 1547, quinta-feira depois da Páscoa, procedeu-se ao lançamento da primeira pedra do novo colégio ... a primeira foi lançada à honra do nome santíssimo de Jesus ... Estava assim fundado o Colégio de Jesus, o primeiro que os Jesuítas tiveram em Portugal.

Colégio de Jesus primeira pedra.jpgColégio de Jesus, primeira pedra

 In: Coutinho, J.E.R. 2003. Sé Nova de Coimbra. Colégio das Onze Mil Virgens.Igreja de Jesuítas. Coimbra, Paróquia da Sé Nova, pg. 34

 

Perderam-se os primeiros planos, elaborados pelo arquiteto régio ao serviço da Universidade, Diogo de Castilho, como se perdeu também uma visão concreta da estratégia inicial para a estrutura colegial ... Muito rapidamente, a 17 de Junho do mesmo ano, estabeleceram-se os limites da cerca que “começará detrás do muro, que vem da Porta Nova, onde ha um cunhal do dicto collegio, abaixo das casas de João de Sá, conego, e irá até o caminho que vem do Corpo de Deus e vae para a egreja de S. Martinho, que está fora do muro, e seguirá o caminho até que defronte da outra cerca, que o dicto collegio tem sobre o muro, a qual vai entestar com a ermida de S. Sebastião.

... Quando, finalmente, todo o espaço (colégio das Artes, colégio de S. Miguel e colégio de Todos-os-Santos junto ao Mosteiro de Santa Cruz)  é entregue à Inquisição, a Companhia de Jesus transporta consigo o colégio das Artes para a parte alta da cidade ... A partir daqui, numa ação conjunta e articulada, os dois colégios, das Artes e de Jesus, crescerão separados fisicamente mas unidos pela mesma fonte de proteção e de autoridade

... A defesa da união dos colégios .. obrigará ... à reformulação dos projetos ... A primeira pedra (do novo colégio das Artes), lançada em 1568, significará também o começo de um percurso construtivo longo e pautado por reconversões de vária índole.

... Por outro lado, as alterações a que o complexo jesuítico foi submetido até ao século XVIII mostram a ausência de rigidez programática da Companhia de Jesus tanto como a sua capacidade de adaptação a novas circunstâncias. A estrutura que viria globalmente a manter-se sofreu diversos ajustamentos já visíveis na conhecida gravura romana de Carlo Grandi, datada de 1732.

Colégio de Jesus desenho.TIFColégio de Jesus e Colégio das Artes em 1732

 Os mais significativos passam pela deslocação do eixo da igreja para poente originando a assimetria entre os pátios formados pelos blocos perpendiculares.

... Em 1732 já estavam também operativas as ligações estabelecidas com a zona das cozinhas e refeitório ... e com o grande bloco do colégio das Artes.

... Praticamente sem alterações, a força deste conjunto chegaria a 1772 ... A Reforma Pombalina da Universidade deu diferente ocupação aos espaços.

Craveiro, M.L. e Trigueiros, A. J. 2011. A Sé Nova de Coimbra. Coimbra, Direção Regional de Cultura do Centro, pg. 13-17, 29-31, 39

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por Rodrigues Costa às 09:23

Terça-feira, 06.06.17

Coimbra: Cidade ECHO?

Assisti no passado domingo, dia 4 de Junho, pela segunda vez, a um concerto dos seis órgãos da Basílica de Mafra.

Tomei então conhecimento da existência da ECHO (Europae Civitates Historicorum Organorum) que foi fundada em 1997 e tem como objetivo desempenhar um papel unificador em projetos a nível europeu das cidades com órgãos de valor histórico e de origem europeia.

Integram esta rede Alkmaar (Holanda), Bruxelas (Bélgica), Freiberg (Alemanha), Fribourg (suíça), Innsbruck (Áustria), Mafra (Portugal). Toulouse (França), Treviso (Itália) e Trondheim (Noruega).

 

Igreja de Santa Cruz. Orgão 02.jpg

 Órgão da Igreja de Santa Cruz

Coimbra, por direito próprio, podia e devia pertencer a este Rede, porque:

- Dispõe de três grandes órgãos históricos – Igreja de Santa Cruz, Universidade e Sé Nova – recentemente recuperados, e ainda o órgão do Seminário de Coimbra de muito boa qualidade e operacional e o da Igreja do Colégio Novo que foi objeto de recuperação no início da segunda metade do século passado;

 

Capela Universidade Orgão.jpg

 Órgão da Capela da Universidade

- Existem ainda nos Concelhos limítrofes dois outros órgãos recentemente recuperados e de valor inestimável: o do Mosteiro de Lorvão (Penacova); e o do Convento de Semide (Miranda do Corvo);

- Teve Coimbra duas escolas de música de referência do nosso País, com produção organística própria: a do Mosteiro de Santa Cruz; e a da Universidade.

De tudo o que atrás refiro sugiro o seguinte conjunto de perguntas:

- Quantas cidades do Mundo se podem orgulhar de um património organístico desta dimensão?

- Depois dos vultuosos investimentos feitos e sendo condição necessária para a boa manutenção destes instrumentos o seu uso regular, o que se tem feito a Cidade para que a mesma aconteça?

- Não tem Coimbra capacidade económica para ter um organista residente que assegure aquele uso regular?

- Não será este um elemento muito importante não só para a vida cultural de Coimbra e da Região onde se insere, bem como para o desenvolvimento do turismo cultural que todos defendem?

- Não é possível a conjugação de vontades entre os Municípios de Coimbra, de Penacova, de Miranda do Corvo, da Diocese, da Universidade, da Misericórdia de Coimbra, da Direção Regional de Cultura do Centro e da Região de Turismo Centro de Portugal, tendo em vista a potenciação do património organístico aqui existente?

Eu tenho as minhas respostas. Acho que todos devem ter as suas.

Rodrigues Costa

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por Rodrigues Costa às 09:05


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