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A' Cerca de Coimbra


Quinta-feira, 24.11.16

Coimbra e as suas personalidades: Luís Augusto de Parada e Silva Leitão

Nasceu a 12 de Junho de 1811 em Elvas, onde o pai servia como capitão, no contexto das invasões francesas.

No ano letivo de 1834-1835 esteve matriculado na Universidade de Coimbra, no 1.º ano de Filosofia e no 1.º ano de Matemática. Vivia ali, na Rua da Sofia, n.º 404 ... num dos assentos desse ano letivo é dado como ausente.

Em 2 de Maio de 1840, foi admitido no Instituto Dramático de Coimbra

... discípulo da antiga Aula Régia de Desenho de Figura e Arquitetura Civil, “... terá colaborado em periódicos políticos do Porto e de Coimbra... Professor de Desenho no Instituto Industrial de Lisboa... alternou a sua residência entre Lisboa, Coimbra e Porto, tendo sido sobretudo desenhador e litógrafo.

 ... Em Coimbra, foi membro da Loja Maçónica Filadélfia, fundada em 1844. Já havia sido membro de outra loja coimbrã, a Loja Segredo, de 1843 (extinta em 1844)... esteve envolvido na malograda revolução de Coimbra de 8 de Março de 1844, quando era litógrafo e ali vivia num edifício arrendado pela Misericórdia, ao cimo da antiga Rua de Coruche (atual Rua Visconde da Luz). Neste edifício foi improvisada uma tipografia, para se imprimir o periódico “A oposição nacional”, fiel ao Partido Progressista e redigida por irmãos da mencionada Loja Filadélfia. Esta tipografia terá sido fechada por ordem judicial, devido ao teor oposicionista do mencionado periódico. Já noutro edifício da mesma rua, no ano de 1845 viria a ser impresso um folheto clandestino contra Costa Cabral. Intitulou-se “Duas palavras aos governados por occasião de eleiçoens” e contou com gravuras satíricas da autoria de Luís Augusto de Parada e Silva Leitão. Como consequência, viria a ser pronunciado, e detido na casa onde residia em Coimbra.

Supomos que... tenha exercido a litografia sobretudo nos primeiros anos após a conclusão dos estudos na Universidade de Coimbra, cidade onde terá então ficado a residir. De facto, juntamente com o seu irmão... descobriu pedra própria para litografia no Monte da Assioga, na freguesia de S. Martinho do Bispo, arredores de Coimbra. Depois de ensaios feitos no Porto em 1838, concluiu-se que as pedras extraídas desse monte eram realmente de boa qualidade para litografia, tendo então sido formada a Companhia da Exploração das Pedreiras Litográficas em Coimbra, graças à participação de alguns investidores. Luís Augusto de Parada e Silva Leitão foi nomeado diretor da exploração, sendo-lhe então reconhecidos o seu “zêlo pela glória, e prosperidade nacional”, o seu “saber e inteligência” ... “a visitar a Exposição Universal de 1855, em Paris, para estudar “o estado de perfeição da Photografia, da Chromolytografia, da arte de esmaltar os metaes, e da estamparia em tella e em papel; para melhor desempenhar as funções do magistério nos pontos de contacto entre o dezenho e estas artes”.

Queiroz, H.F.F. 2015. Notas para uma biografia de Luís Augusto de Parada e Silva Leitão. 1811-1858. In ArtiSom. Artes Decorativas. N.º 1. Pg. 218 a 222

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por Rodrigues Costa às 11:38


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