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A' Cerca de Coimbra


Quinta-feira, 05.05.16

Coimbra e as invasões francesas 2

Umas execuções de 9 soldados e de alguns populares feitas pelos invasores nas Caldas da Rainha, a 29 de Fevereiro de 1808, e a opressão tornando-se dia-a-dia mais insuportável, constituíram fatores que tornaram inevitável o rompimento.

… a 22 de Junho, vieram do Porto, em direção a Coimbra, o doutor José Bernardo de Azevedo, José Pedro da Silva e Custódio José da Maia, este acompanhado de alguns voluntários, com o propósito de surpreenderem e aprisionarem a guarnição francesa desta cidade.

Uma vez chegados a Óis do Bairro, trataram de pedir todo o possível auxílio ao respetivo coronel das milícias … marchando incorporados sobre Coimbra a cujo subúrbio norte, no sítio da Ponte Nova, modernamente Rua do Padrão, chegaram às 8 horas da tarde de 23 de Junho.

Uma vez aí, defrontaram-se com quatro soldados de cavalaria dos ocupantes, dois franceses e dois portugueses que, interrogados acerca de quem vivia, prontamente responderam que Napoleão, disparando simultaneamente dois tiros de pistola, correspondidos com uma descarga que pôs três deles por terra, dois mortos e um gravemente ferido, vindo unir-se-lhes o soldado português sobrevivente, que soltou um viva ao príncipe de Portugal … todos arremetendo logo impetuosamente contra a guarda avançada de dez soldados, postada à entrada da cidade, ferindo quatro e prendendo os restantes.

Foi indiscutível o entusiasmo popular resultante deste primeiro êxito, logo se juntando inúmeros voluntários com o apoio dos quais assaltaram o aquartelamento francês, no antigo Colégio de S. Tomás (demolido há anos, erguendo-se em seu lugar o Palácio da Justiça) defendido por 40 soldados, que chegaram a disparar 18 tiros. Mas que foram rapidamente dominados.

O seu comandante, que era um tenente, foi preso na Rua da Sofia, bem como o comissário de guerra e outros franceses.

… Foram chamar o tanoeiro José Pedro de Jesus, juiz do povo, e com ele trataram de descobrir as armas reais da Câmara, bem com as de Santa Cruz e de outros lugares públicos, recobertas com argamassa pelos invasores; e, no dia seguinte … todos os franceses aprisionados, em número de 60, foram enviados na direção do Porto.

Loureiro, J. P. 1967. Coimbra no Século XIX. Separata do Arquivo Coimbrão, Vol. XXIII. Coimbra, Câmara Municipal de Coimbra. Pg. 53 e 54  

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por Rodrigues Costa às 10:44


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