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O Dr. Mário Araújo Torres, a quem o Município, recentemente, disse o OBRIGADO, pelo tanto que a Cidade lhe deve, acaba de publicar mais uma obra esquecida pela poeira do tempo.

Mário Araújo Torres
O livro tem o título História da Cidade de Coimbra,

História da Cidade de Coimbra, capa
É da autoria de D.Jerónimo Mascarenhas.

Jerónimo Mascarenhas. História da Cidade de Coimbra, capa
E reproduz um manuscrito que nunca chegou a ser publicado

Jerónimo Mascarenhas. História da Cidade de Coimbra, pg. 70
Complementa-o a referência a outras obras de Jerónimo Mascarenhas, das quais destacamos:

Jerónimo Mascarenhas. História da Cidade de Coimbra, pg. 279
Na contracapa refere Mário Araújo Torres.
Jerónimo Mascarenhas (l.isboa.1611 -Segóvia. 1672) era filho do notável militar e político D. Jorge Mascarenhas` Marquês de Montalvão (Vedor da Casa Real. Governador de Mazagão e de Tânger. Vice-rei do Brasil). Jerónimo Mascarenhas fez a sua formação em Coimbra, onde se doutorou em Teologia (1638), tendo sido Colegial e Reitor do Colégio de S. Pedro. Cónego da Sé Catedral e Provedor da Misericórdia.
Mostrando-se fiel ao juramente prestado a D. Filipe III fez parte do grupo de fidalgos que, em fevereiro de 1641, fugiu de Lisboa para Castela. onde desempenhou importantes cargos na Corte e ingressou na Ordem de Calatrava de que foi Definidor. Nomeado Prior de Guimarães e Bispo de Leiria. não chegou a exercer estes cargos. Já na Regência de Maria Ana de Áustria foi nomeado Bispo de Segóvia.
A sua vocação desde cedo foram os estudos históricos. tendo deixado dezenas de escritos designadamente genealógicos e biográficos, a maioria dos quais permaneceu inédita.
Uma das obras que mais o ocupou, mas que não chegou a publicar, foi a História da Cidade de Coimbra, de que em carta escrita. em 1636 para Jorge Cardoso ( 1606 -1669 ) autor do Agiológio Lusitano, afirmava que já tinha acabado três livros do primeiro tomo (o primeiro sobre as diversas opiniões sobre a origem da cidade. o segundo sobre as suas antiguidades, e o terceiro sobre as suas excelências) e parte do segundo tomo. dedicado à História Eclesiástica da mesma cidade. Este seria o principal e mais extenso assunto da obra, onde seguramente se narrariam as mais relevantes ocorrências históricas ligadas à Diocese de Coimbra, suas igrejas e corporações religiosas` com as biografias dos seus bispos, santos e mártires.
Desta obra` o único vestígio que chegou aos nossos dias é o manuscrito existente na Biblioteca Pública de Évora. que foi objeto, em 1956, de publicação parcial por José Pires da Silva. Na presente edição procede-se à sua transcrição integral e adota-se a reordenação dos capítulos.
Em anexo, insere-se a Oração por ele proferida no Sínodo da Sé de Coimbra. em 1639, demonstrativa das suas qualidades de orador sagrado e dos seus conhecimentos históricos e teológicos, e uma série de cartas relativas à sua resolução de, em 1641, ir para Espanha.
Mascarenhas, J. História da Cidade de Coimbra. Transcrição de manuscrito, introdução e notas por Mário Araújo Torres. 2023. Lisboa, Edições Ex-Libris.
O Dr. Mário Araújo Torres, a quem o Município, recentemente, disse o OBRIGADO devido face ao tanto que a Cidade lhe deve, acaba de publicar mais uma obra esquecida pela poeira do tempo e relacionada com Coimbra.
Mário Araújo Torres
O livro intitula-se História da Cidade de Coimbra,

História da Cidade de Coimbra, capa
é da autoria de D. Jerónimo Mascarenhas
Jerónimo Mascarenhas. História da Cidade de Coimbra, capa pormenor
e reproduz um manuscrito nunca publicado.
Jerónimo Mascarenhas. História da Cidade de Coimbra, pg. 70
A referência a outras obras da autoria de Jerónimo Mascarenhas complementa o volume. De entre as mencionadas destacamos:
Jerónimo Mascarenhas. História da Cidade de Coimbra, pg. 279
Na contracapa, Mário Araújo Torres refere:
Jerónimo Mascarenhas (Lisboa.1611-Segóvia. 1672) era filho do notável militar e político D. Jorge Mascarenhas` Marquês de Montalvão (Vedor da Casa Real. Governador de Mazagão e de Tânger. Vice-rei do Brasil).
Jerónimo Mascarenhas fez a sua formação em Coimbra, onde se doutorou em Teologia (1638), tendo sido Colegial e Reitor do Colégio de S. Pedro. Cónego da Sé Catedral e Provedor da Misericórdia.
Mostrando-se fiel ao juramente prestado a D. Filipe III fez parte do grupo de fidalgos que, em fevereiro de 1641, fugiu de Lisboa para Castela. onde desempenhou importantes cargos na Corte e ingressou na Ordem de Calatrava de que foi Definidor. Nomeado Prior de Guimarães e Bispo de Leiria. não chegou a exercer estes cargos. Já na Regência de Maria Ana de Áustria foi nomeado Bispo de Segóvia.
A sua vocação desde cedo foram os estudos históricos. tendo deixado dezenas de escritos designadamente genealógicos e biográficos, a maioria dos quais permaneceu inédita.
Uma das obras que mais o ocupou, mas que não chegou a publicar, foi a História da Cidade de Coimbra, de que em carta escrita. em 1636 para Jorge Cardoso ( 1606 -1669 ) autor do Agiológio Lusitano, afirmava que já tinha acabado três livros do primeiro tomo (o primeiro sobre as diversas opiniões sobre a origem da cidade. o segundo sobre as suas antiguidades, e o terceiro sobre as suas excelências) e parte do segundo tomo. dedicado à História Eclesiástica da mesma cidade. Este seria o principal e mais extenso assunto da obra, onde seguramente se narrariam as mais relevantes ocorrências históricas ligadas à Diocese de Coimbra, suas igrejas e corporações religiosas` com as biografias dos seus bispos, santos e mártires.
Desta obra o único vestígio que chegou aos nossos dias é o manuscrito existente na Biblioteca Pública de Évora. que foi objeto, em 1956, de publicação parcial por José Pires da Silva. Na presente edição procede-se à sua transcrição integral e adota-se a reordenação dos capítulos.
Em anexo, insere-se a Oração por ele proferida no Sínodo da Sé de Coimbra. em 1639, demonstrativa das suas qualidades de orador sagrado e dos seus conhecimentos históricos e teológicos, e uma série de cartas relativas à sua resolução de, em 1641, ir para Espanha.
Mascarenhas, J. História da Cidade de Coimbra. Transcrição de manuscrito, introdução e notas por Mário Araújo Torres. 2023. Lisboa, Edições Ex-Libris.
Na verdade e mau grado a diversidade das suas interpretações, as descrições de Virgílio Correia e Nogueira Gonçalves coincidiam em absoluto e mesmo com a que, três séculos antes, elaborara D. Jerónimo Mascarenhas e que constitui a mais antiga referência conhecida sobre a estrutura da muralha coimbrã, “grandes pedras quadradas de mármore mui branco (…), umas inteiras e outras quebradas, lavradas e esculpidas ao modo romano”, em algumas se ostentando “buracos pelos quais se uniam umas com as outras com gatos de ferro (…), postas nos muros desta cidade, sem ordem alguma, e outras por fundamentos dos muros”, em muitas partes se divisando “entre outras pedras algumas colunas, que tudo mostra a grande pressa com que eles foram levantados, e que foram feitos de matéria, que já ali havia”. Posteriormente, contudo, ganharia novo fôlego a defesa da origem romana das muralhas, face ao conhecimento da implementação, em finais do século III e inícios do seguinte, sob Diocleciano e Maximiniano, de um plano geral de fortificação urbana.
…
Novos contributos viriam, de resto, reforçar essa interpretação, ainda que propondo, em termos de efetiva razoabilidade … um traçado de menor amplitude em relação ao que viria a ser a sai dimensão medieval. Dever-se-ia, porém, a Carneiro da Silva, em 1987 e partindo de levantamento fotográfico infelizmente nunca publicado, a mais recente (e concisa) caracterização técnica dos trechos arcaicos da muralha, em função da qual afirmaria ser “a sua estrutura … constituída por um intradorso de forte cimento, ligado com numerosos restos romanos, como telha, ladrilho, restos de colunas, degraus, vergas e outras cantarias, e uma forra de grossas alvenarias”. A verificação, porém, de que afinal “também pedras visigóticas foram aproveitadas para o enchimento de muros, levá-lo-ia “a considerar que são os árabes que levantam as muralhas de Coimbra, ao servirem-se daqueles materiais de épocas anteriores ao seu domínio”
Pimentel, A.F. 2005. A Morada da Sabedoria. I. O Paço real de Coimbra. Das Origens ao Estabelecimento da Universidade. Coimbra, Almedina, pg. 196
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