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A' Cerca de Coimbra


Quinta-feira, 14.09.17

Coimbra: Colégio S. Bernardo ou do Espirito Santo

Pertencia aos «Monges Cistercienses», e principiara a ser construído o edifício no ano de 1545 ... mas foi fundado em 1550, e depois dotado pelo Cardeal-Infante D. Henrique ... Nele se instalaram os monges universitários da Ordem de S. Bernardo.

Ficava situado na rua da Sofia, no alinhamento e vizinhança do Colégio dos carmelitas calçados, do qual era separado pela azinhaga do Carmo.

Colégio de S. Bernardo.jpg

Colégio de S. Bernardo, muito transformado

 ... O edifício acha-se hoje, em parte, completamente modernizado e vestido de azulejos ... ainda conserva na fachada um pouco da antiga feição colegial, onde existem duas pilastras de cantaria, uma das quais determina o limite S-E do antigo edifício. As portas, que se veem rasgadas no novo rés-do-chão em toda a extensão da fachada do Colégio, estão atualmente indicadas pelos n.ºs 82 a 100.

Tinha dois claustros, e uma pequena igreja cujo titular era o Espirito Santo, a qual já não existe.

... Era afamada por sua riqueza em livros, muitos deles raros, a biblioteca, apontada como uma das melhores dos Colégios universitários.

... Muitos religiosos notáveis jaziam sepultados na igreja colegial.

Entre a variada cultura pela qual sobressaíam os frades colegiais do Espirito Santo, avultava o conhecimento profundo das línguas clássicas e orientais.

Gozou sempre os privilégios da Universidade, na qual se achava incorporado pela carta-régia de 1 de março de 1560.

Vasconcelos, A. 1987. Escritos Vários Relativos à Universidade de Coimbra. Reedição preparada por Manuel Augusto Rodrigues. Volume I e II. Coimbra, Arquivo da Universidade de Coimbra, pg. 232-234, do Vol. I

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por Rodrigues Costa às 07:48

Sábado, 04.07.15

Coimbra, a Rua da Sofia e os seus Colégios 4

Colégio de S. Bernardo
Separado do Carmo pela ladeira do mesmo nome, erguia-se outro grande edifício, o «Colégio de S. Bernardo» ou do «Espirito Santo», pertencente aos cistercienses. Está hoje muito adulterado, mantendo apenas uma parte da fachada. O lado do edifício junto à Ladeira do Carmo foi transformado num palacete oitocentista. Era uma grande construção, mas simples, adaptada ao declive, com dois claustros interiores. A sua fundação deve-se ao cardeal D. Henrique, que financiou as obras “à custa da sua própria fazenda”.

Colégio de S. Boaventura
Sofrendo de igual descaracterização está o «Colégio de S. Boaventura», do outro lado da rua, logo a seguir ao Beco de S. Boaventura. Igreja e parte residencial estão transformadas em lojas comerciais e habitações … Ocuparam-no os franciscanos da Província dos Algarves, que tinham por apelido os «frades pimentas».

Colégios de S. Miguel e Colégio de Todos-os-Santos
Na mesma linha do Colégio de S. Bernardo se encontra o «Palácio da Inquisição», de que restam partes, sobretudo no lado que dá para o pátio do seu nome. Para se entender a sua localização há que referir as construções que o antecederam. No cotovelo formado entre a Rua da Sofia e a subida de Montarroio levantaram-se dois colégios do Mosteiro de Santa Cruz: o de S. Miguel, ao longo da Rua da Sofia, destinado a canonistas e teólogos, e o de Todos-os-Santos, na rampa de Montarroio, para alojamento de alunos de Teologia e Artes. Projetaram-se cerca de 1535 e ainda decorriam obras em 1547, quando o rei D. João III pediu os edifícios ao Prior de Santa Cruz para aí instalar o Colégio das Artes

…O tribunal da Inquisição estabeleceu-se em Coimbra, em 1541, andando por sedes provisórias, até vir ocupar este edifício desafeto, em 1566. Das velhas construções pouco resta, para além de um lanço de claustro, no pátio interno. As instalações foram sendo adaptadas.

Para a Rua da Sofia ficava a «Porta da Bica», por onde entravam os presos. Havia outra entrada pelo Pátio de S. Miguel, que já não existe, mas o núcleo principal voltava-se para o Pátio da Inquisição … À entrada do pátio, à direita, situavam-se os «aposentos dos secretários» - prédio renovado, no estilo dos séculos XVII-XVIII, de boas linhas. No topo ficavam os «aposentos dos inquisidores», com um terraço avarandado, tendo do baixo a «casa do tormento». Os cárceres e galerias do lado sul e poente desapareceram já.


Borges, N. C., 1987. Coimbra e Região. Lisboa, Editorial Presença. Pg. 82 e 83

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por Rodrigues Costa às 12:48


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