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A' Cerca de Coimbra


Quinta-feira, 12.03.20

Coimbra: Convento de Santa Ana

O local onde foi construído o primeiro Convento de Santa Ana de Coimbra das Eremitas Descalças, situava-se na margem esquerda do rio Mondego, arredores de Coimbra.

Vista de Coimbra. Georg Braun e Franz Hoefnagel (cRuínas das “Celas da Ponte”. Vista de Coimbra. Georg Braun e Franz Hoefnagel (c. 1565). Pormenor

Conhecido por “Celas da Ponte” dá-se como data da sua fundação o ano de 1174, segundo D. Nicolau de Santa Maria, cónego regrante da Congregação de Santa Cruz de Coimbra.
Concluída a obra em 1184, teve como primeira prioresa Dona Joana Pais, que veio do Convento de S. João das Donas, como mestra de noviças D. Maria Martins, e como porteira e vigaria D. Maria Lopes.
Mudanças significativas observam-se no local da sua fundação, pois as cheias do rio Mondego, no Inverno, causavam-lhe grandes inundações e o depósito de areias que as mesmas arrastavam, tornam o local inadequado para viverem.
(…). Em 1561 recolhem-se as freiras numa quinta em São Martinho (Coimbra), que lhes doou o bispo D. João Soares, enquanto não construíam outro Convento. Embora esta quinta tivesse poucas condições, mantiveram-se nela até que o bispo conde D. Afonso de Castelo Branco lhes mandou construir um novo edifício.

Convento de Santana Antiga fachada norte do convenConvento de Santa Ana, planta da fachada norte. In: Ferreira, J.M.V.A. e Caldeira, J.R.M.
Sant'Anna: três séculos de convento, um século de quartel, pg. 65

A 23 de Junho de 1600 o Senhor Bispo dá início ao novo edifício, lançando a primeira pedra do novo Convento.

Planta do piso térreo. Lado norte. Pormenor da igPlanta do piso térreo. Lado norte. Pormenor da igreja. In: Ferreira, J.M.V.A. e Caldeira, J.R.M.
Sant'Anna: três séculos de convento, um século de quartel, pg. 67

Situado na “Eira das Patas”, junto à cerca de S. Bento (Jardim Botânico), o seu domínio estendia-se até ao atual Penedo da Saudade.

Convento de Sant'Ana aoo longe.jpgConvento de Santa Ana e Colégio de Tomar
Imagoteca Municipal de Coimbra. Cota: BMC_A033

Consta que a construção demorou nove anos e meio e as freiras entraram no novo Convento em Fevereiro de 1610, e começaram a usar o hábito das Eremitas de Santo Agostinho.

Capa das Constituições de Santo Agostinho.jpg

Capa das Constituições das religiosas da ordem dos eremitas de S. Agostinho. Edição de 1734. In: Ferreira, J.M.V.A. e Caldeira, J.R.M.
Sant'Anna: três séculos de convento, um século de quartel, pg. 29

A primeira prioresa deste novo Convento foi Dona Hieronyma, freira professa do Convento de Santa Mónica de Lisboa.

Convento Santa Ana selo de chapa.JPGAUC. Livro de Cartas de Aforamentos, Compras… de que é senhoria o Convento de Santa Ana de Coimbra, pormenor de um selo de chapa

Diapositivo3.JPGTrabalho de recorte de papel encontrado dentro de um livro do Convento de Santa Ana

Mas o decreto da extinção das Ordens religiosas de 30 de Maio de 1834, e a lei de 4 de Abril de 1864, que desamortizou os bens das freiras e das igrejas, põe um ponto final neste Convento.
A última freira deste Convento, D. Maria José Carvalho, foi transferida a 6 de Junho de 1885 para o colégio das Ursulinas e sabemos que em 29 de Novembro de 1891 já havia falecido.
A 6 de Julho de 1885, o edifício do Convento passou para a posse da Fazenda Nacional. Por solicitação do Ministério da Guerra foi-lhe dada a posse do edifício do antigo Convento das freiras de Santa Ana de Coimbra, com exclusão da Igreja e da Cerca, para estabelecimento do Regimento de Infantaria nº 23, a 13 de Agosto de 1885, onde ainda hoje se encontra.

Capelo, L. C. 2006. Convento de Santa Ana de Coimbra. Inventário. Coimbra, Arquivo da Universidade de Coimbra.

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por Rodrigues Costa às 11:50

Terça-feira, 10.03.20

Coimbra: O Senhor dos Passos da Graça

Situamo-nos em Coimbra, na rua da Sofia. Após a extinção das ordens religiosas em 1834, com decreto redigido por Joaquim António de Aguiar, alcunhado de “Mata Frades”, teve o edifício colegial de Nossa Senhora da Graça, dos Eremitas Calçados de Santo Agostinho, diversas utilizações.

Igreja da Graça_Coimbra_IMG_9159.jpgIgreja da Graça, exterior.
In: https://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_da_Gra%C3%A7a_(Coimbra)

A igreja foi, porém, entregue à Irmandade do Senhor dos Passos, ali existente e gozando de prestígio na cidade, graças ao culto prestado à imagem do Senhor dos Passos, “muito gabada por sua beleza”, no dizer de Simões de Castro, em 1867.

Igreja da Graça.jpgIgreja da Graça, interior.
In:https://www.facebook.com/baixadecoimbra/photos/pcb.1063879910297440/1063879780297453/?type=3&theater

Este culto, com a procissão representando os passos da Via Sacra, foi estabelecido em Coimbra pelos frades gracianos, à semelhança do que tinha acontecido em Lisboa em finais do século XVI. Três nomes andam associados à introdução deste ato litúrgico em Portugal. Fr. Manuel da Conceição presenciara a procissão no convento de Santo Agostinho em Sevilha, estabelecida havia pouco tempo, e foi portador da ideia para Portugal. Para aquela cidade andaluza se dirigiu, pouco depois, Fr. Domingos de Azevedo, para se inteirar e documentar. De lá trouxe todos os pormenores, até a medida dos Passos, tudo autenticado por notário. Mas o grande entusiasta foi o pintor de estandartes, bandeiras e diversas imagens, Luís Álvares de Andrade, mais gabado pelas virtudes granjeadoras do título de “pintor santo” que pela sua arte. Foi o fundador da Irmandade ou Confraria da Santa e Vera Cruz, sediada numa capela do convento da Graça, em Lisboa, em 1586. Esta associação, que hoje existe com o nome de Real Irmandade da Santa Cruz e Passos da Graça, em breve se transformou na preferida de todo o povo da capital, dos nobres, e dos próprios soberanos.
Rapidamente a devoção chegou a Coimbra e se espalhou por todo o país, proliferando as confrarias, algumas delas instituídas em mosteiros e conventos. Na igreja da Graça, tratava da devoção a Irmandade de S. Nicolau e das Almas, extinta em 1721, para dar lugar à Irmandade do Senhor dos Passos.

Igreja da Graça P1100566.JPG

Igreja da Graça. Altar do Senhor dos Passos. Fotografia Nelson Correia Borges

O culto na igreja da Graça deve ter começado ainda no século XVI, como a mesa do altar parece indicar: esculpida em pedra de Ançã, apresenta quatro pilastras decoradas com losangos, dividindo panos ornamentados com os símbolos da Paixão e pinturas de que hoje restam vestígios.
Sobre esta mesa de altar ergueram, em finais do século XVII o retábulo de talhas douradas com camarim profundo, onde se abriga a imagem do Senhor dos Passos. Tem quatro colunas espiraladas sobre mísulas de exuberante decoração, formando intercolúnios laterais, onde se encontram as imagens de Santo Ildefonso e S. Tomás de Vila Nova. A decoração das colunas é a habitual desta época, constituída por parras, cachos de uva com gavinhas e aves debicando. As colunas centrais prolongam-se em arquivolta superior e as laterais em grandes volutas em que se sentam anjos mostrando um medalhão central com as insígnias da Paixão. São conhecidos os nomes dos entalhadores e douradores, provavelmente do Porto: Manuel de Almeida, João de Sousa e Domingos de Almeida (o documento não refere datas nem outros dados).

Igreja da Graça. Sr.dos Passos. Fotografia NelsonSenhor dos Passos. Fotografia Nelson Correia Borges

A imagem atual deverá também ser contemporânea do retábulo. Apresenta apenas o rosto, as mãos e os pés esculpidos, sendo o corpo revestido por tecido. Este tipo de imagens, genericamente designadas por “de roca”, foi um traço comum da época barroca e é uma representação quase exclusiva do mundo de cultura ibérica. São raras as que ostentam as vestimentas originais, envergando muitas vezes tecidos de pouco merecimento, o que altera a sua leitura como obra de arte e devocional. São resultado de uma época, na sequência do Concílio de Trento, em que se procurava o máximo de realismo, para mostrar que os santos eram pessoas comuns e que, portanto, todos podiam ser santos. Eram fáceis de transportar em procissões, onde o realismo era acentuado pelo movimento que os tecidos adquiriam.

Procissão.JPGProcissão do Senhor dos Passos. 2019. Fotografia Nelson Correia Borges

Há que valorizar esta forma de expressão artística tão digna de ser considerada escultura, como certas correntes da escultura contemporânea.
Nelson Correia Borges

In: Correio de Coimbra n: º 4777, de 5 de março de 2020.

 

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por Rodrigues Costa às 10:05

Terça-feira, 10.12.19

Coimbra: Peças levadas do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra

Numa entrada publicada há algum tempo que teve por base uma comunicação da Senhora Dr.ª Ana Paula Machado, Conservadora no Museu Nacional de Soares dos Reis, do Porto, abordava a existência de uma série de 24 placas de esmalte pintado “subtraídas” ao Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra.
Prometi, então, voltar a este tema.

Cena da Verónica.jpg

Cena da Verónica, integra a série de vinte e seis placas de esmalte pintado

A razão dessa promessa decorreu de, na referida publicação, essa série de placas ser classificada como datando do 1.º terço do Século XVI e como sendo uma das séries sobreviventes mais completa pelo que constitui hoje uma referência incontornável entre as suas congéneres europeias; mais à frente, a autora refere que este conjunto não encontrou na última revisão de programas e percursos do Museu Soares dos Reis, enquadramento adequado, estando presentemente em reserva.
Quer isto dizer, traduzindo para uma linguagem entendível por não especialistas, que as referidas peças estão, há largos anos, devidamente acondicionadas e guardadas, longe dos olhares do público.
Confesso que, ao aperceber-me desta situação, senti uma grande revolta, tendo mesmo escrito uma petição, dirigida ao Ministério da Cultura, que teria d ser, obviamente, apoiada pelo Bispado e pela Câmara de Coimbra, no sentido de solicitar o regresso das referidas placas, ora acondicionadas num qualquer caixote, ao local de onde haviam sido retiradas, isto é, ao Santuário do Mosteiro de Santa Cruz.

Acabei por arquivar a petição, porque já não acredito na eficácia desta forma de participação cívica.
Sinceramente, por esta e por outras razões similares, estou cansado de lutar contra os moinhos de vento da ignirância, do imediatismo da política e do desinteresse dos decisores políticos – de todos os quadrantes – pela nossa história, pelo nosso património e pela nossa cultura.
Peço desculpa pelo meu desabafo.

Em ordem a este tema pretendo hoje chamar a atenção para um estudo – a que voltarei – de Rocha Madail, e no qual colhi as seguintes informações:

casa das reliquias de Santa Cruz.JPG

«Casa das reliquias» de Santa Cruz

Os esmaltes, que o próprio Diretor interino da Academia de Belas Artes do Porto em 1864 aceitava «terem estado na banqueta do Altar do mesmo Santuário» de Santa Cruz de Coimbra, são vinte e seis preciosíssimas laminas de cobre esmaltado com viva policromia e ouro, medindo 8x10 cm cada, agrupadas em políptico sobre tabuleiro de madeira, e representando cenas da vida de Cristo.
Trabalho das célebres oficinas de Limoges da primeira metade do século XVI, o seu finíssimo desenho segue muito de perto outros tantos passos da coleção conhecida por «pequena Paixão de Cristo», de Albrechr Durer.
Joaquim de Vasconcelos ocupou-se deles no fasciculo 9 da «Arte Religiosa em Portugal», e o Sr. Dr. Armando de Matos dedicou-lhe desenvolvido estudo de identificação em 1934 na revista «Museu»; por informação que então lhe fornecemos, extraída do presente inventário, já nessa data ficou incontroversamente regista a sua proveniência, que Joaquim de Vasconcelos suspeitava ser a «casa das reliquias» de Santa Cruz.

Igreja de Santa Cruz. Santuário 06.jpg

«Casa das reliquias» de Santa Cruz, pormenor 1

 

Igreja de Santa Cruz. Santuário 06 a.jpg

«Casa das reliquias» de Santa Cruz, pormenor 2

Fico com a esperança de que este meu lamento incentive outros, mais jovens e com mais força, a lutarem pela devolução das peças ao local de onde nunca deviam ter saído.

. Madail, A. G. R. 1938. Inventário do Mosteiro de Santa Cruz à data da sua extinção em 1834.
. Machado, A.P. A propósito de três itens de inventário. In: O Património Artístico das Ordens Religiosas entre o Liberalismo e a atualidade, n.º 3. 2016. Pg. 161-172

 

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por Rodrigues Costa às 10:39

Quarta-feira, 20.11.19

Coimbra: Igreja de S. Bartolomeu

É a igreja de S. Bartolomeu talvez a de mais antiga história na cidade. Já existia em 957, pois, em 2 de novembro desse ano, foi doada ao mosteiro de Lorvão pelo presbítero Samuel, por mando do presbítero Pedro, em risco de morrer. Antes tinha sido dedicada a S. Cristóvão. A doação incluía também a igreja de S. Cucufate, com todas as suas vinhas e hortas que se encontravam em redor. O grande chefe mouro Almançor conquistou e arrasou Coimbra em 987. A igreja de S. Bartolomeu não deve ter sido poupada, pois que a vemos novamente doada a Lorvão em 1109, o que indica reconstrução. A doação de 1 de janeiro de 1109 é feita pelo presbítero Aires e nela são citados os ornamentos, móveis e imóveis.
Estas primitivas igrejas, cujos vestígios arqueológicos se encontram sob o pavimento da atual, depois de escavações levadas a cabo em 1979 e 1980, mas nunca publicadas, tinham entrada para poente e não para o lado da praça. No século XVIII a igreja ameaçava ruir, pelo que em 5 de junho de 1755 se fez a trasladação do SS. e das imagens de Cristo e Nossa Senhora para o antigo Hospital Real, donde passaram para a Misericórdia, iniciando-se de imediato a demolição do velho edifício românico. A primeira pedra da igreja atual foi lançada em 16 de julho de 1756, sendo arquiteto Manuel Alves Macomboa.

Igreja de S. Bartolomeu, vista aérea.jpg

Igreja de S. Bartolomeu, vista aérea

A planta do novo edifício é de grande simplicidade, articulando em retângulo a nave com a capela mor. Amplas janelas inundam e unificam o interior de uma luz homogénea, bem característica da época rococó em que se fez a reedificação.

Igreja de S. Bartolomeu. torre sineira.jpg

Igreja de S. Bartolomeu, torre sineira

A fachada enobrece o topo da praça, com suas duas torres sineiras coroadas de fogaréus e cúpula bolbosa. No século XIX construíram a casa da esquina com a rua dos Esteireiros, que lhe rouba parte da monumentalidade. O portal é ladeado por colunas dóricas onde assenta uma varanda de balaústres em forma de vaso chinês, diferentes dos da balaustrada que une as duas torres.

Igreja S. Bartolomeu, capela-mor e retábulos lateIgreja de S. Bartolomeu, capela-mor e retábulos laterais

O interior é sóbrio apenas se destacando as cantarias dos púlpitos, portas, janelas e arcos das capelas. O arco da capela-mor é em asa de cesto, sobre entablamento peraltado, assentando em pilastras mais cuidadas. O retábulo-mor domina todo o espaço, captando a atenção. Foi executado pelo notável entalhador de Coimbra João Ferreira Quaresma, contratado em 20 de dezembro de 1760, com a obrigação de consultar o arquiteto Gaspar Ferreira, para que ficasse como o de Santa Cruz. A fortíssima impressão causada pelo retábulo de Santa Cruz fez dele o pai de imensa prole que se estendeu de Coimbra a todas as Beiras, originado o estilo do rococó coimbrão. O mesmo João Ferreira Quaresma executou as cadeiras do coro e os arcazes da sacristia. O retábulo tem dois pares de colunas por banda, sobre alto embasamento. O coroamento, em frontão interrompido, de elaboradas formas, abriga glória solar ladeada de anjos com palmas. Marmoreados e dourados dão realce a todo o conjunto e emolduram a boca da tribuna, preenchida com uma tela de Pascoal Parente, representado o martírio de S. Bartolomeu.

Igreja de S. Bartolomeu. capela lateral do SagradoIgreja de S. Bartolomeu, capela lateral

Os retábulos colaterais seguem o mesmo estilo, simplificado. Duas capelas laterais apresentam retábulos recuperados da igreja antiga. O do lado nascente é ainda maneirista, dos finais do século XVI, adaptado ao espaço. Conservou, além da estrutura, duas pequenas pinturas sobre tábua. A capela fronteira tem um retábulo de colunas salomónicas de finais do século XVII, época de D. Pedro II.
A igreja tem ainda no seu espólio belas sanefas de concheados, das melhores peças da cidade, feitas por Bento José Monteiro, mas certamente com desenho de Gaspar Ferreira. Salientam-se ainda outras pinturas de Pascoal Parente com Cristo crucificado e Anunciação.

Igreja de S. Bartolomeu. lustre  e órgão.jpg

Igreja de S. Bartolomeu, lustre e órgão

O templo é indissociável da praça onde se insere, outrora chamada praça de S. Bartolomeu. Nesta praça se fez durante séculos, até 1867, o mercado. Aqui se correram touros. Aqui se situou o paço dos tabeliães. Aqui funcionou a junta dos vinte e quatro dos mesteres e o paço do concelho. S. Bartolomeu é o patrono dos açougueiros e magarefes, cujos talhos estavam na praça e ruas confinantes, isto é, junto da igreja do seu santo padroeiro: principal justificação para a sua edificação neste local.

Nelson Correia Borges

Publicado em Correio de Coimbra, n.º 4761, de 7 de novembro de 2019, p. 8.

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por Rodrigues Costa às 10:22

Quarta-feira, 06.11.19

Casa da Escrita: Conversas abertas, 6.ª feira, 15.11.2019, 18h00

Tendo surgido dúvidas confirma-se que a próxima Conversa Aberta, terá lugar na 6.ª feira, 15.11.2019, às 18h00 

Casa da escrita 1.jpg

Casa da escrita (Rua Dr. João Jacinto Nº 8, telefone 239 853 590)

Tema: JOÃO DE RUÃO UM ESCULTOR DE COIMBRA
Palestrante: NELSON CORREIA BORGES 

ncb.jpg

Natural de Lorvão, concelho de Penacova, é professor aposentado do Instituto de História da Arte da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Fez doutoramento em História da Arte, tendo apresentado a dissertação intitulada Arte Monástica em Lorvão. Sombras e Realidade.
É académico correspondente da Academia Nacional de Belas Artes, membro da Sociedade Científica da Universidade Católica Portuguesa e fundador de quatro associações de defesa do património: o GAAC - Grupo de Arqueologia e Arte do Centro, a Associação Pró-Defesa do Mosteiro de Lorvão, o Grupo Folclórico de Coimbra e a Confraria dos Sabores de Coimbra. É membro da Comissão Diocesana de Arte Sacra.
Coimbra, a arte monástica e conventual, o Barroco e o Rococó, designadamente a arquitetura e a talha, são os campos a que mais se tem dedicado, tendo apreciável número de trabalhos publicados sobre estas matérias, bem como nas áreas de Arqueologia e Antropologia Cultural, designadamente Etnografia e Folclore, que igualmente lhe têm servido de tema para palestras, conferências e participação em reuniões científicas.
De entre as monografias publicadas podem destacar-se:
João de Ruão, escultor da Renascença Coimbrã (1980)
A Arte nas festas do casamento de D. Pedro II (1983)
História da Arte em Portugal — Do Barroco ao Rococó (1987)
Coimbra e Região (1987)
Arquitectura monástica portuguesa na época moderna (1998)
Arte Monástica em Lorvão. Sombras e realidade. (2001)
Doçaria conventual de Lorvão. (2013, 2017)

Deposição, obra de João de Ruão.jpg

Deposição no tumulo, obra de João de Ruão

Virgem e o Menino, obra de João de Ruão.jpg

A Virgem e o Menino, obra de João de Ruão

Após a intervenção inicial, seguir-se-á um debate, estimulado pelos participantes.
Entrada livre.
Organização: Casa da Escrita de Coimbra, com o apoio do Blogue A’Cerca de Coimbra.
Tags: Coimbra séc. XVI, Casa da Escrita, João de Ruão, Renascença Coimbrã

 

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por Rodrigues Costa às 10:47

Sábado, 02.11.19

Casa da Escrita: Conversas abertas, 6.ª feira, 15.11.2019, 18h00

Casa da escrita, 15.11.2019, 6.ª feira, 18h00

Casa da Escrita 8a.JPG

Casa da escrita (Rua Dr. João Jacinto Nº 8, telefone 239 853 590)

CONVERSA ABERTA, Tema: JOÃO DE RUÃO UM ESCULTOR DE COIMBRA

PALESTRANTE: NELSON CORREIA BORGES

ncb.jpg

Natural de Lorvão, concelho de Penacova, é professor aposentado do Instituto de História da Arte da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Fez doutoramento em História da Arte, tendo apresentado a dissertação intitulada Arte Monástica em Lorvão. Sombras e Realidade.
É académico correspondente da Academia Nacional de Belas Artes, membro da Sociedade Científica da Universidade Católica Portuguesa e fundador de quatro associações de defesa do património: o GAAC - Grupo de Arqueologia e Arte do Centro, a Associação Pró-Defesa do Mosteiro de Lorvão, o Grupo Folclórico de Coimbra e a Confraria dos Sabores de Coimbra. É membro da Comissão Diocesana de Arte Sacra.
Coimbra, a arte monástica e conventual, o Barroco e o Rococó, designadamente a arquitetura e a talha, são os campos a que mais se tem dedicado, tendo apreciável número de trabalhos publicados sobre estas matérias, bem como nas áreas de Arqueologia e Antropologia Cultural, designadamente Etnografia e Folclore, que igualmente lhe têm servido de tema para palestras, conferências e participação em reuniões científicas.
De entre as monografias publicadas podem destacar-se:
João de Ruão, escultor da Renascença Coimbrã (1980)
A Arte nas festas do casamento de D. Pedro II (1983)
História da Arte em Portugal — Do Barroco ao Rococó (1987)
Coimbra e Região (1987)
Arquitectura monástica portuguesa na época moderna (1998)
Arte Monástica em Lorvão. Sombras e realidade. (2001)
Doçaria conventual de Lorvão. (2013, 2017)

S. Silvestre, obra de João de Ruão.JPGSanta Catarina de Dornes, obra de João de Ruão

Jardim de Mangua, obra de João de Ruão.jpgJardim da Manga, obra de João de Ruão

Após a intervenção inicial, seguir-se-á um debate, estimulado pelos participantes.
Entrada livre.
Organização: Casa da Escrita de Coimbra, com o apoio do Blogue A’Cerca de Coimbra.

 

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por Rodrigues Costa às 11:27

Quinta-feira, 31.10.19

Coimbra: Placas de esmalte com cenas da Paixão levadas do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra

A série de vinte e seis placas de esmalte pintado, com cenas da Paixão, diretamente inspiradas na série de gravuras da chamada Pequena Paixão de Dürer, é talvez o mais enigmático dos três itens a que aqui nos dedicamos, já que nada sabemos sequer sobre a sua entrada no Mosteiro de Santa Cruz.

Mestre da Paixão de Cristo; esmalte pintado sobre

Coroação de espinhos, último quartel do Século XVI, atelier do Mestre da Paixão de Cristo; esmalte pintado sobre cobre. Museu Nacional de Soares dos Reis (fot. José Pessoa IMC/ MC)

…. Outrora talvez organizadas num pequeno retábulo ou num frontal de altar as pequenas placas foram ao longo do tempo merecendo esporádica atenção por parte dos autores portugueses.

Igreja de Santa Cruz. Santuário 01.jpg

Mosteiro de Santa Cruz, altar da Casa das Relíquias, onde a série das placas de esmalte poderão ter estado aplicadas.

… Em 1914, Joaquim de Vasconcelos dedica-lhes três páginas ao longo das quais propõe a datação da primeira metade do século XVI e sugere a Casa das Relíquias do Mosteiro de Santa Cruz como local da sua instalação no Mosteiro.
A apresentação da série na Exposição de Arte Francesa em Lisboa, em 1934, dá-lhe visibilidade junto de especialistas nacionais e estrangeiros que nesse contexto a classificam como do 1.º terço do Século XVI. Dessa data em diante passará a ser referida na maioria dos estudos especializados neste tema publicados desde os anos 60 na Europa e nos Estados Unidos.
Por ser uma das séries sobreviventes mais completa e uma das raras com registo documental anterior ao Século XIX, constitui hoje uma referência incontornável entre as suas congéneres europeias, razão pela qual, em janeiro de 2008, o Museu Soares dos Reis, em colaboração com o Centre de Recherche Scientifique de la Reunions des musées de France (CRRMF) e o Musée des Arts Decoratifs de Paris (MAD), se candidatou ao programa Eu-Artech com o objectivo de a analisar e inscrever num mesmo banco de dados em que se encontravam já a série da Wallace Collection e peças do MAD. O processo permitiu a revisão da sua datação (agora atribuída aos meados do século XVI e o início do século) e autoria, um atelier ainda em estudo da esfera de Pierre Reymond.

Esmalte 03.jpg

Batismo no Rio Jordão, integra a série de vinte e seis placas de esmalte pintado referida no texto

Esmalte 01.jpg

Cena da Verónica, Batismo no Rio Jordão, integra a série de vinte e seis placas de esmalte pintado referida no texto

Esmalte 02.jpgCalvário, integra a série de vinte e seis placas de esmalte pintado referida no texto

A série de esmaltes, como aliás parte da arte religiosa da coleção, não encontrou nessa última revisão de programas e percursos, enquadramento adequado, estando presentemente em reserva.

Machado, A.P. A propósito de três itens de inventário. In: O Património Artístico das Ordens Religiosas entre o Liberalismo e a atualidade, n.º 3. 2016. Pg. 161-172

 

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por Rodrigues Costa às 12:48

Sexta-feira, 25.10.19

Casa da Escrita: Conversas abertas, 6.ª feira, 15.11.2019, 18h00

Casa da Escrita 5a.JPG

Casa da escrita, Rua Dr. João Jacinto Nº 8, telefone 239 853 590

Tema:
JOÃO DE RUÃO, MESTRE DA RENASCENÇA COIMBRÃ.
Palestrante: Nelson Correia Borges

ncb.jpg

Natural de Lorvão, concelho de Penacova, é professor aposentado do Instituto de História da Arte da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Fez doutoramento em História da Arte, tendo apresentado a dissertação intitulada Arte Monástica em Lorvão. Sombras e Realidade.
É académico correspondente da Academia Nacional de Belas Artes, membro da Sociedade Científica da Universidade Católica Portuguesa e fundador de quatro associações de defesa do património: o GAAC - Grupo de Arqueologia e Arte do Centro, a Associação Pró-Defesa do Mosteiro de Lorvão, o Grupo Folclórico de Coimbra e a Confraria dos Sabores de Coimbra. É membro da Comissão Diocesana de Arte Sacra.
Coimbra, a arte monástica e conventual, o Barroco e o Rococó, designadamente a arquitetura e a talha, são os campos a que mais se tem dedicado, tendo apreciável número de trabalhos publicados sobre estas matérias, bem como nas áreas de Arqueologia e Antropologia Cultural, designadamente Etnografia e Folclore, que igualmente lhe têm servido de tema para palestras, conferências e participação em reuniões científicas.
De entre as monografias publicadas podem destacar-se:
João de Ruão, escultor da Renascença Coimbrã (1980)
A Arte nas festas do casamento de D. Pedro II (1983)
História da Arte em Portugal — Do Barroco ao Rococó (1987)
Coimbra e Região (1987)
Arquitectura monástica portuguesa na época moderna (1998)
Arte Monástica em Lorvão. Sombras e realidade. (2001)
Doçaria conventual de Lorvão. (2013, 2017)

D. Duarte, obra de João de Ruão.jpg

D.Duarte de Lemos, obra de João de Ruão

Sé Velha, capela, obra de João de Ruão.jpgSé Velha, capela, obra de João de Ruão

Após a intervenção inicial, seguir-se-á um debate, estimulado pelos participantes.
Entrada livre.
Organização: Casa da Escrita de Coimbra, com o apoio do Blogue A’Cerca de Coimbra.

 

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por Rodrigues Costa às 11:15

Quinta-feira, 24.10.19

Coimbra: Espada de D. Afonso Henriques levada do Mosteiro de Santa Cruz 3

A espada de Afonso Henriques, que hoje se guarda no Museu Militar do Porto, tem uma dimensão simbólica que ultrapassa largamente a sua dimensão física que, aliás, é surpreendentemente maneirinha, à luz das descrições daquele que a empunhava, que seria homem para medir nada menos do que 10 palmos, ou seja, muito mais do que dois metros.
…. Segundo a lenda, esta espada, juntamente com o escudo de Afonso Henriques, teria sido levada, como amuleto protetor, por D. Sebastião para a desastrosa incursão de Alcácer Quibir, mas teria ficado esquecida no barco que transportar o rei ao lugar que lhe serviria de sepultura.

Espada AH ArquivoPitoresco_1861_256.jpg

Desenho da espada de D. Afonso Henriques. In: Arquivo Pitoresco. 1861

A revista Arquivo Pitoresco publicou, em 1861, a gravura que encima esta nota, acompanhada por um texto onde se conta a história da misteriosa espada de Afonso Henriques. Aqui fica.

«Foi esta a espada que libertou Portugal da dependência de Castela; que conquistou aos moiros Lisboa, Santarém, Palmela, Leiria e outras terras; a que fundou em Ourique a monarquia portuguesa.
Até à extinção das ordens religiosas, a espada de D. Afonso Henriques conservou-se junta ao seu túmulo na capela-mor de Santa Cruz de Coimbra; depois foi transferida para o museu do Porto; onde se acha, e ali foi tirado o desenho que hoje apresentámos.
É sabido que el-rei D. Sebastião, quando partiu para a desastrosa jornada de África, levou a espada e o escudo de D. Afonso Henriques. Não tendo, porém, desembarcado estas armas, quando a armada regressou ao reino foram estes dois monumentos restituídos ao convento de Santa Cruz. É isto o que afirmam os nossos antigos cronistas.
… Do modo por que estas armas saíram de Santa Cruz, é que há documento e testemunhos autênticos. Eis o que diz D. Nicolau de Santa Maria na Crónica dos Cónegos Regrantes:
«Depois de ter assistido no dia 20 de Outubro de 1570 a um doutoramento na universidade, passou D. Sebastião a visitar as sepulturas de D. Afonso Henriques e D. Sancho. O prior-mor lhe mostrou a espada de D. Afonso Henriques, a qual tomou D. Sebastião, e com grande veneração a beijou, dizendo aos fidalgos da sua comitiva: «Bom tempo em que se pelejam com espadas tão curtas! Esta é a espada que libertou todo o Portugal do cruel jugo dos mouros, sempre vencedora, e por isso digna de se guardar com toda a veneração». E entregando-a ao prior geral de quem a recebera, lhe disse: — «Guardai, Padre, esta espada, porque ainda me hei-de valer dela contra os moiros de África».
Passados oito anos, lembrado el-rei destas palavras, a mandou pedir ao geral de Santa Cruz … Desse fac-simile é que é o traslado que vamos apresentar.

D. Sebastião 01.jpgD. Sebastião

«Padre geral e convento do mosteiro de Santa Cruz de Coimbra. Eu el-rei vos envio muito saudar. Eu me tenho publicado em haver de fazer por mim com ajuda de Nosso Senhor uma empresa em África, por muitas e mui grandes razões, mui importantes ao bem de meus reinos, e de toda Espanha, de que também resulta benefício à cristandade, o que me pareceu escrever-vos assim para encomendardes ao Nosso Senhor o bom sucesso desta empresa, que por seu serviço faço, como para vos dizer que desejo levar nela a espada e escudo daquele grande e valoroso primeiro rei deste reino D. Afonso Henriques, cuja sepultura está nesse mosteiro, porque espero em Nosso Senhor que com estas armas me dê as vitórias que el-rei D. Afonso com elas teve. Pelo que vos encomendo muito que logo mas mandeis por dois religiosos desse convento que para isso elegereis. E como eu embora tornar, as tornarei a enviar a esse mosteiro, para as terdes na veneração e guarda que é devido a cujas foram, e por tudo. E por aqui entendereis que as não quero senão emprestadas para o efeito a que vou, e de quão grande contentamento isto é para mim. Escrita em Lisboa a 14 de Março de 1578. — Rei.”

Espada do glorioso rei D. Afonso … e uma caixa p

Espada dita de D. Afonso Henriques, último quartel do Século XVI ?; aço; 99,5 x 14,5 cm. Inv. N.º 1 Div Museu Nacional de Soares dos Reis/ em dep. No Museu Militar do Porto (fot. José Pessoa IMC/ MC)

… “Recebida esta carta, mandou logo o padre prior limpar a espada do glorioso rei D. Afonso, e fazer-lhe uma bainha de veludo, com sua ponteira de prata doirada, e uma caixa preta em que fosse metida com sua chave, e fechadura doirada; e outra caixa preta em que fosse o escudo do mesmo santo rei, para irem estas armas com mais resguardo e veneração, e as mandou … a el-rei, o qual as recebeu com grande gosto e contentamento, dizendo, que se Deus lhe dava a vitória que esperava, prometia de fazer canonizar o glorioso rei D. Afonso, como já o intentara fazer el-rei João III seu senhor e avô.”

Neves, A.A. 2016. A Espada de Afonso Henriques. Acedido em 2019-09.17, em https://araduca.blogspot.com/2016/05/a-espada-de-afonso-henriques.html

 

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por Rodrigues Costa às 21:40

Quarta-feira, 02.10.19

Conversas abertas, depois de amanhã, 6.ª feira, dia 4 de outubro, às 18h00

Casa da Escrita 6 a.jpg

Casa da escrita (Rua Dr. João Jacinto Nº 8, telefone 239 853 590)

Tema:
HERDADE DE ENXOFÃES: SUA IMPORTÂNCIA PARA A SUBSISTÊNCIA DO HOSPITAR DE S. LÁZARO

Fig. 13 - Imagem de Santa Maria Madalena (fotograf

Capela de Enxofães. Imagem de Santa Maria Madalena. Foto Varela Pécurto)

Fig. 32 - Carta venditionis da hereditate in loco

ANTT. Carta venditionis da hereditate in loco Exofees

Palestrante: Rodrigues Costa

IMG_20190917_002927 a.jpg

Iniciou carreira profissional aos 16 anos, na Biblioteca Municipal de Coimbra, secretariando o historiador Dr. José Pinto Loureiro.
Desempenhou diversos cargos na Câmara Municipal de Coimbra, o último dos quais o de Diretor do Departamento de Cultura, Desporto e Turismo.
Deixou a função pública para exercer funções diretor de marketing numa cadeia hoteleira.
Consultor na área do planeamento turístico com diversas missões realizadas para a Organização Mundial de Turismo, nos PALOP.
Docente na área de Gestão Hoteleira na Escola Superior de Turismo e Hotelaria do Estoril e nas Universidade Internacional e Lusófona. Neste âmbito publicou Introdução à Gestão Hoteleira (5.ª edição) e Gestão Comercial na Hotelaria.
Depois de aposentado voltou a dedicar-se à investigação histórica e é, atualmente, o responsável pelo blogue A’Cerca de Coimbra. Entretanto publicou a monografia Enxofães. Mais de mil anos de história e a investigação destinada a colocar em letra de forma Murtede. O concelho que foi, a freguesia que é encontra-se na fase final.
Esta “Conversa Aberta”, com base na investigação histórica já realizada, destina-se a problematizar vários aspetos relacionados com a Herdade de Enxofães: a sua importância para a subsistência do Hospital de S. Lázaro de Coimbra.

Após a intervenção inicial, seguir-se-á um debate, estimulado pelos participantes.
Entrada livre.
Organização: Casa da Escrita de Coimbra, com o apoio do Blogue A’Cerca de Coimbra.

Próxima Conversa Aberta
08.11.2019, 6.ª feira (a primeira 6.ª feira é feriado), 18h00
Palestrante: Nelson Correia Borges
Tema: João de Ruão um escultor de Coimbra 

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por Rodrigues Costa às 20:28


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