Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

A' Cerca de Coimbra


Segunda-feira, 12.06.17

Coimbra: S. António dos Olivais, de ermitério a freguesia 1

No início do século XIII o local onde atualmente se ergue a igreja de Santo António dos Olivais já era conhecido pelo nome de Olivais, mas ignora-se a partir de que data se agregou ao sítio o epíteto de Santo António ou Santo Anton. Tratava-se do António ou Antão, um ermita que tinha a sua capela numa zona deserta. O templo situa-se a nordeste da antiga ci­dade, assenta numa pequena elevação, domina subdivisões de velhos caminhos e pertence ao tipo dos “santuários dos altos”.

Santo António dos Olivais. Bilhete-postal antigo.

Santo António dos Olivais. Bilhete-postal antigo

A mais antiga referência documental que lhe diz respeito encontra-se na Vita Sancti Antonii, escrita no século XIII.

As grandes ondulações laterais dos terrenos antigos, integrantes do forte e largo maciço da meseta peninsular, a que se encostam ro­chas mais recentes, da época terciária, vêm morrer pela altura dos Tovins e o seu pregueado, a partir daí, vai-se desdobrando em curvas menos acentuadas e em alturas cada vez menores. 

Desses mesmos Tovins desenvolve‑se uma linha de cimos que, elevando‑se em São Sebastião, tem o ponto dominante na igreja de Santo António. Corre depois pela Cumeada até ao Penedo da Saudade, descai à garganta dos Arcos e sobe, para o alto do antigo castelo. Ergue aí a cabeça como que a despedir‑se das serras de onde veio e passa a olhar o rio em que se vai sumir, quer deslizando pelas linhas do morro da Sé Nova, quer pelas da antiga alcáçova real.

Do ponto de vista geomorfológico, Santo António nunca foi um ermo perdido, pois situava-se num local obrigatório de passagem para os que, descendo do Roxo ou do Agrelo, buscavam os vales húmidos de Coselhas ou do Calhabé. Os caminhos trilhados hoje, coincidem, grosso modo, com os de outrora e as linhas naturais de trânsito vinham divi­dir-se na base do pequeno morro da igreja: a principal, cortava ao lado para nordeste, descendo a calçada e a outra, voltava-se para noroeste.

Certamente que, também e desde sempre, o morro arredondado se impôs ao espírito religioso, até porque os altos são, naturalmente, pousadouros de culto, sítios que o homem consagra à divindade, talvez porque assim lhe pareça que se aproxima mais de Deus. Neste contexto, não se mostra despiciendo tentar desvendar qual teria sido a latria que acampara neste cimo, antes de se haver erguido a capelita de Santo António ermita.

... a charneira dos séculos XII-XIII não funcionou como um começo, mas como uma continuidade, pois luso-romanos e visigodos já ali devem ter feito subir as suas preces ao Ser Supremo.

Nos primórdios da nacionalidade existiu nesta pequena e destacada elevação uma capelinha dedicada a Santo António, o ermita, e, ao lado, erguer-se-ia um tugúrio para o ermitão, certamente homem pobre, sem recursos, que se prontificava a guardar o oratório a troco de alguma esmola e de um teto que o protegesse das intempéries.

O conjunto pertencia ao cabido catedralício, tal como acontecia com um outro modesto templo, o do Espírito Santo, que se erguia um pouco mais abaixo, logo ali no vale; a este, nem mesmo os brasões de D. Fernando e de Leonor Teles, apostos na fachada, lhe conferiam grandeza.

E se, a capela de Santo António marcava o cimo, a do Espírito Santo assinalava o talvegue penumbroso.

Anacleto, R. 2005. Santo António dos Olivais: De Ermitério a Freguesia. Conferência na cerimónia comemorativa do aniversário da criação da freguesia.

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Rodrigues Costa às 10:51

Terça-feira, 02.05.17

Coimbra: origem do topónimo Calhabé

Encontra-se também próximo da estrada da Beira (hoje Rua do Brasil, junto ao entroncamento com a Rua dos Combatentes) um pequeno lugar, o «Calhabé», que foi formado pela aglomeração de algumas casitas ao pé de uma antiga taberna.

Vem-lhe o nome de um consciencioso sacerdote de Baco, muito nomeado nos finais do último (séc. XVIII), e do qual nos deixou memória um dos autores da «Macarronea», no «Calhabeidos». Vejamos.

O Calhabé, o famoso Calhabé, entra na taverna, e é calorosamente recebido; alguém o apostrofa, com umas reminiscências virgilianas:

Ó Calhabee, Deus nobis haec otia fecit;

Sejas bem vindo; nobis communia sejant

Gaudia; nam boa pinga temos, boa pinga bibatur,

Tantas pelas nossas corrat vinhaça goellas,

Quantum ferre solet Inverni mensibus augam,

Monda, Coimbrenses cobris qua turbidus agros.

Ferte siti alqueires, almudes, ferte canadas,

Et pipae, ceu Monda, fluant: date procula, tripas

Tempestas vermelha reguet ; Calhabee, bebamus.

O Calhabé não se fez rogar; escancara a boca como um forno; bebe da torneira do tonel, bebe, bebe; e não fica farto, Vendo que os outros não acompanham, incita-os às libações:

Bibe plus, bibe, quaeso:

Sume canadinham saltem hanc: engole copinhum

Saltem hunc.

E bebe sem descanso; mas finalmente a cabeça se lhe transtorna; e por fim cai bêbado «como uma canastra».

Então todos os companheiros aplaudem, dizendo-lhe um tanto admirados:

Tu quoque, magne, cadis, Calhabee!

 

 Nota

A designação Calhabé foi aqui muito popular pois era a que figurava nos elétricos da linha 5. Quando foram substituídos pelos troleicarros estes passaram a ostentar a designação S. José e o topónimo foi-se perdendo.

Figueiredo, A. C. B. 1996. Coimbra Antiga e Moderna. Edição Fac-similada. Coimbra, Livraria Almedina, pg. 311

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Rodrigues Costa às 09:58

Segunda-feira, 02.05.16

Coimbra: Vaga de crimes na transição do século XVIII para o século XIX

Nos anos de 1799 a 1802, a região de Coimbra foi inundada por uma verdadeira vaga de crimes. Os assassinatos, roubos, violações e resistência às autoridades sucediam-se a traziam as populações em permanente inquietação. O «quartel-general» dos malfeitores estava localizado na vizinha povoação da Cruz dos Morouços e em outras aldeias não distantes desta cidade.

… Um atentado grave, porem, pôs em sobressalto a população citadina, que indignadamente se ergueu em protesto contra a impunidade em que vivam os criminosos … Este atentado teve lugar na noite de 20 de Janeiro de 1802. Dez facínoras dirigiram-se à Quinta da Cheira, no Calhabé, entraram numa casa particular, amarraram a sua moradora (mãe de um capitão de Ordenanças), estenderam-na sobre um banco, deram-lhe algumas picadas com uma faca, tendo um alguidar por baixo … intimidando-a assim para revelar onde tinha escondido o dinheiro. Como nem assim conseguiram que ela falasse, encaminharam-na para um quintal, abriram uma cova para enterrar a sua vítima, e reentraram em casa, revolvendo e arrobando tudo, roubando dinheiro, roupas e cereais. Nem um porco vivo escapou.

… Mas tornara-se corrente e geral a convicção de que as autoridades locais eram impotentes para fazer face à audácia dos criminosos …por carta régia foi o desembargador … incumbido de dirigir superiormente as averiguações … Chegado a Coimbra … instalou-se … na casa do correio velho, na Rua das Fangas, e logo expediu ordens severas para todas as autoridades da província da Beira, determinando a prisão dos criminosos. E em breve começaram a afluir ao pátio da casa do correio os criminosos capturados em diversas terras… Concluída a devassa, os réus presos foram enviados para a cadeia da Relação do Porto, ligados uns aos outros com cadeias de ferro.

… De Coimbra foram remetidos para o Porto 25 presos, e na capital do norte foram julgados por sentença de 25 de Junho de 1803, sendo 17 condenados a pena última, 3 a degredo perpétuo, 3 a degredo por dez anos, 1 a degredo por 5 anos, e só um absolvido … Por carta régia foi substituída a pena dos condenados à morte por outra menor … de degredo perpétuo, dando três voltas em roda da forca e sendo açoitados ali e em outros lugares.

… De harmonia com esse julgado, os réus vieram a Coimbra para a aplicação dos açoites, dando entrada na cadeia da Portagem. No dia seguinte para a triste cerimónia, saíram da cadeia seguros uns aos outros por gargalheiras de ferro, de mãos atadas adiante e nus da cinta para cima. O meirinho leu o acórdão da Relação logo à saída da cadeia, no Largo da Portagem, batendo o algoz em seguida com uma sola nas costas de cada um dos condenados. Percorreram as principais ruas e largos da cidade, repetindo-se o castigo em diversos pontos, e por último no Calhabé, no local do crime referido. E, voltando novamente ao Porto, de lá seguiram para o degredo.

Loureiro, J. P. 1967. Coimbra no Século XIX. Separata do Arquivo Coimbrão, Vol. XXIII. Coimbra, Câmara Municipal de Coimbra. Pg.27 a 29

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Rodrigues Costa às 09:24

Quinta-feira, 24.12.15

Coimbra, caminhos e bairros a nascente da Cidade

Nada mais natural pensar que a antiga estrada da Beira até á Portela tenha seguido um traçado que a atual decalca; o próprio terreno parece indicar esse lógico trajeto; e todavia não se deu isso.
… A estrada da Beira partia não da ponte mas da parte alta, da porta do Castelo … Passada a porta da fortaleza tinha-se logo abaixo ao lado direito o caminho que permitia voltar á cidade pela porta da Traição; à esquerda a estrada de Entremuros que levaria a Fonte Nova, de onde se tomaria para a porta Nova ou rua das Figueirinhas ou ainda se cortaria a norte para o Montarroio.
… Muito naturalmente o sítio, na parte mais plana, a do colo do monte, pedia um agregadozinho populacional. Ao lado direito, aonde vinha bater o muro da velha quinta dos crúzios, havia um, como hoje, em frente ao aqueduto. Prolongava-se mais que agora (e duma demolição recente ainda nos lembramos todos), fazendo uma correnteza de casas, tendo só encostadas aos arcos e em frente portanto das outras umas duas ou três.
Tinha para o lado da Penitenciária a modesta capela de S. Martinho, e em ponto levemente anterior o oratório do Santo Cristo das Maleitas, transformação dum cruzeiro de caminho.
Era este o fatal bairro popular que precedia a entrada das cidades fortificadas. Tabernas, pequenos negócios, gente sem eira nem beira, vivendo em tugúrios e pronta a qualquer serviço humilde, a alombar todos os carregos, a encarregar-se de qualquer recado, tudo isso aí ficaria.
Sigamos o caminho, passando sob o arco principal, pois que a topografia foi modificada com o muro do jardim botânico. Era aqui o ladeirento e pequeno campo de Santa Ana, com o chafariz, donde seguia o caminho de Celas e cortava o da Beira para o novo bairrozinho, o de S. José, tirando o nome do colégio conventual de S. José dos Marianos (hospital militar).
… Começava a descida e, à capela de Santo Antoninho dos porcos (pois que ali se fazia o mercado deles) passava o caminho pelo desvio angular que ainda ali se vê, para depois se meter pela ladeira calçada das Alpenduradas.
No fundo da descida, depois do mercado e das traseiras da fábrica, atingindo o vale, encontrava-se, como hoje, o começo do bairro do Calhabé e que se continuava esgarçadamente até perto da passagem de nível, sítio este aonde todos nós conhecemos umas casa baixas. Numa destas parece que viveu o velho Calhabé, prazenteiro e bebedor, mas que fora homem de representação.
Já outrora ninguém pensaria que ainda fosse cidade o Calhabé, bem ao contrário do que os justos fados talharam e que começa a realizar-se: o Calhabé ser a cidade e Coimbra um pobre bairro do mesmo Calhabé!
Podia-se descansar um pouco que uma nova ladeira esperava o caminhante. Lentamente subia-se á Portela da Cobiça. Lançado um último olhar à cidade afastada, transposto o colo, caminhava-se pelo vale transverso até ao rio, que depois se ia acompanhando para cima das Torres. Em frente aos Palheiros esperava-se que a barca do concelho viesse da outra margem e nos transportasse.
A cidade, aonde ficava ela!
… Lá seguiriam os viandantes, pelo cume, até Carvalho. Por Poiares, Almas da Serra, (S. Pedro Dias) iriam cair na Ponte de Mucela, aonde buscariam agasalho conforme a sua bolsa.
A serra máxima, a da Estrela do pastor, esperava-os.

Gonçalves, A. N. 1952. Antigos Caminhos e Pequenos Bairros a Nascente da Cidade. In Diário de Coimbra, edição de 25.12.1951

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Rodrigues Costa às 10:42

Terça-feira, 24.11.15

Coimbra, o Bairro de S. José, a capelinha de Santo Antoninho dos porcos e a Estrada da Beira

A partir da segunda metade de Oitocentos projetaram-se e começaram a crescer os bairros de S. José e de S. Sebastião; o primeiro encostava-se à cerca do Seminário e abrangeria, outrora, a zona que ia da esquina do Jardim Botânico ao começo da ladeira das Alpenduradas; tirara o seu nome do colégio conventual de S. José dos Marianos (hospital militar). O segundo desenvolvia-se à sombra do aqueduto, quiçá confundindo-se parcialmente com o bairro de S. Martinho.
… O Bairro de S. José, que outrora servia de cenário à feira dos porcos, prolongou-se pela Rua de S. José, posteriormente dos Combatentes da Grande Guerra, até ao Calhabé que, em meados do século XIX, não passava de uma quinta com uma única casa.
… Entre as direções apontadas como possíveis para responder à necessidade do alargamento do espaço urbano pode referir-se o Bairro da Estrada da Beira que, desde 1887, vinha ganhar forma. Nessa data, a conhecida via iniciava-se no Largo Príncipe D. Carlos (Portagem) e estendia-se até ao Calhabé, mais ou menos ao local onde se encontra a passagem de nível; mas nem sempre assim foi, porque, na verdade, a Estrada da Beira partida da parte alta, da porta do Castelo, baixava ao longo do aqueduto, passava sob o arco principal, atravessa o “jardim dos patos” e seguia até à capela de Santo Antoninho dos porcos, cruzava o bairro de S. José e metia pela ladeira calçada das Alpenduradas. No fundo da descida, depois de desenrolar um pouco, subia à Portela da Cobiça, caminhava pelo vale transverso até ao rio que era atravessado numa zona situada um pouco acima das Torres do Mondego.


Anacleto, R. 2010. Coimbra Entre os Séculos XIX e XX. Ruptura Urbana e Inovação Arquitectónica. In Caminhos e Identidades da Modernidade. 1910. O Edifício Chiado em Coimbra. Actas. Coimbra, Câmara Municipal de Coimbra, pg. 169 e 170

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Rodrigues Costa às 10:43

Segunda-feira, 06.07.15

Coimbra, a tração elétrica nos transportes urbanos 2

 

O tempo dos carros elétricos

A primeira notícia conhecida sobre a criação de um sistema de tração elétrica em Coimbra data de 1 de Dezembro de 1904 quando a Câmara decide “em princípio na concessão de um subsídio à Companhia dos Carris para a substituição da tração animal pela elétrica”.
Mas a decisão que deu origem à efetiva concretização deste melhoramento foi tomada em 15 de Maio de 1908, quando a Edilidade tendo concluído que “desapareceram todas as ilusões relativamente à possibilidade da instalação elétrica na Cidade por meio da Companhia de Carris de Ferros de Coimbra”, decidiu: “1.º - Que se municipalize o serviço de tração elétrica; 2.º - Que se contraia um empréstimo de 150.000$00 reis”.
… em 23 de Setembro de 1909, veio a ser adjudicado à Firma Thomson Houston Ibérica a instalação de um sistema de tração elétrica, o qual veio a ser inaugurado em 1 de janeiro de 1911, tendo sido assim noticiado:
“A instalação da tração elétrica de Coimbra … compreende 3 linhas: uma da Estação Velha à Alegria, outra da Estação Nova à cidade alta (Universidade) e a terceira da Estação Nova a Santo António dos Olivais. As tarifas … mais baratas … custam 20 reis.
… Os carros (cinco) cujos equipamentos elétricos … saíram das conhecidíssimas oficinas de J.C. Brill de Filadélfia, são elegantíssimos e confortáveis. O seu aspeto, sobretudo quando à noite circulam iluminados pelas ruas de Coimbra, é esplêndido”.

Mas o grande salto para o período de oiro dos elétricos em Coimbra – os anos 30 do século passado – foi dado quando foi aprovado o “programa para os anos de 1926 a 29” para cuja realização foi contraído um empréstimo de 6.000 contos que permitiu, nomeadamente, a encomenda do “material para a instalação de oito quilómetros de novas vias de tração elétrica, incluindo a duplicação da via desde a Rua Visconde da Luz aos Arcos do Jardim, um grupo convertidor, de mercúrio, para o serviço da Central Elétrica, 5 carros motores abertos (alcunhados de pneumónicos) e dois fechados …
Assim … em 1 de Janeiro de 1930, existiam as seguintes linhas: Linha 1, Estação Nova – Universidade; Linha 2, Praça 8 de Maio – Estação Velha; Linha 3, Calhabé – Olivais; Linha 4, Praça 8 de Maio – Olivais; Linha 5, Praça 8 de Maio – Montes Claros – Cruz de Celas; Linha 6, Portagem – Calhabé (circulação); Linha 7, Olivais – Cumeada.
Isto é: no início da década de oiro dos carros elétricos a rede de tração elétrica de Coimbra apresentava, nas suas linhas gerais e no que respeita ao casco urbano, a configuração da rede dos transportes urbanos dos nossos dias.
A partir do final desta década iniciou-se um processo que se arrastou por quase quarenta anos, através do qual, gradualmente, foram sendo substituídas as linhas de carros elétricos por troleicarros e autocarros, vindo os elétricos de Coimbra a deixar de percorrer as ruas da Cidade em 9 de Janeiro de 1980, data em que – como afirmou o estudioso deste sistema Pedro Rodrigues da Costa – “ficaram para trás 69 anos de bons serviços tendo o sistema manifestado uma eficácia e uma resistências invulgares”.

Costa, A. F. R. 2007. Troleicarros: Um Património de Coimbra. In Troleicarros de Coimbra. 60 Anos de História. Coordenação de João d’Orey. Coimbra, Ordem dos Engenheiros – Região Centro, pg. 61 a 62

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Rodrigues Costa às 22:58


Mais sobre mim

foto do autor


Pesquisar

Pesquisar no Blog  

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

calendário

Junho 2019

D S T Q Q S S
1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
30