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A' Cerca de Coimbra


Quinta-feira, 06.09.18

Coimbra: Mata de S. Bento ou do Jardim Botânico

Há já algum tempo utilizei o pequeno autocarro que liga o Mosteiro de Santa Clara-a-Velha à Universidade, passando pela Mata do Botânico, a fim de desfrutar a beleza que tal deslocação (devia) proporciona(r), mas, na passada quarta feira (29 de agosto) percorri a pé parte da Mata, partindo do belíssimo portão que se encontra na Rua da Alegria até ao Reservatório, adossado ao que resta da muralha que ainda se pode visualizar num pequeno troço da Couraça de Lisboa.  

Tive então ocasião de analisar mais pormenorizadamente todo o percurso e, se vi coisas de que gostei, outras houve que me causaram tristeza e me desgostaram.

Começando pelas primeiras.

 - Portão da Rua da Alegria

Antiga Faculdade de Letras.jpg

 Antiga Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra

Portão da Rua da Alegria.JPG

 Portão da Rua da Alegria, antes do recente restauro

Portão da Rua da Alegria. Pormenor 01.JPG

 Portão da Rua da Alegria. Pormenor

A peça pertenceu a uma das entradas da primitiva Faculdade de Letras que se erguia no local onde atualmente se encontra a Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra. Projetou o edifício, em 1912, o arquiteto Augusto de Carvalho da Silva Pinto. O desenho dos portões, colocados apenas em agosto de 1927, também lhe pertence e foram batidos por Manuel Pedro de Jesus, António Maria da Conceição (Rato), Daniel Rodrigues e Albertino Marques, todos eles saídos da plêiade dos serralheiros artísticos de Coimbra. Depois da intervenção na zona da Alta, que acabou por transformar o edifício em causa, um dos portões foi transferido para a Rua da Alegria, enquanto os outros e as bandeiras das aberturas levaram sumiço. Como se comprova estamos perante mais uma muito boa obra de serralharia saída das oficinas coimbrãs a merecer um olhar atento.

 - Recuperação do caminho pela Mata

O caminho percorrido pelo miniautocarro atravessa parte da mata e, para além de ser muito belo, está bem conseguido; passa, nomeadamente, junto ao bambuzal, provavelmente o maior da Europa. O número de turistas que utilizam aquele transporte, bem como os que se deslocam a pé e que encontrei tanto a descer como a subir podem fruir da beleza da mata. Realidades que justificam a existência da carreira e a necessidade de a manter a funcionar.

 - Reservatório

Embora ainda não esteja completa a recuperação do reservatório de água existente na Mata do Botânico e que serviu para, outrora, abastecer do precioso líquido a parte baixa da cidade, aquilo que já foi feito – como se constata a partir da entrada publicada na passada 3.ª feira – permitiu alertar para a existência de um património de interesse que se encontrava completamente esquecido e cuja reabilitação importa terminar dando-lhe uma conveniente utilização, quiçá de índole cultural. Talvez seja de equacionar, por nos parecer uma boa utilização deste espaço, a instalação de um polo do Museu da Água.

 Passo a referir, a partir daqui, os aspetos que me causaram tristeza e me desgostaram.

 - Fonte da Mata de S. Bento

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 Fonte da Mata de S. Bento

Magnificamente enquadrada na Mata o Professor Nelson Correia Borges carateriza-a como sendo uma fonte típica das “cercas monásticas, que, juntamente com sítios de fresco, capelas e tanques de água se assumiam como locais de recreio, de meditação e de oração situadas sempre em contacto com a natureza”.

A imagem fala por si mesma, mostrando que a estrutura se mostra carecida de urgente recuperação antes que os homens, o tempo e a Natureza a façam desaparecer.

 - Capela de S. Bento

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 Capela de S. Bento

Seguindo as placas de orientação chega-se a um local paradisíaco. Um dossel de árvores abriga a capela de S. Bento, onde a reflexão em profunda interação com a Natureza por certo acontecia.

Como os trabalhos de desmatação levados a cabo no local se tornam evidentes, pensamos que, sem grandes custos, se podia ter ido mais longe e limparem-se as paredes exteriores e isto sem prejuízo das obras de maior envergadura de que a capela, por certo, necessita.

 - Muralha de Coimbra

Ao prosseguir no caminho de acesso ao Reservatório passámos por um local onde outrora existiu um miradouro e de onde nos foi possível recolher as imagens que seguidamente publicamos.

Muralha. Couraça de Lisboa 1.JPG

 Muralha. Couraça de Lisboa 1

Muralha. Couraça de Lisboa 2.JPG

 Muralha. Couraça de Lisboa 2

Muralha. Couraça de Lisboa 3.JPG

 Muralha. Couraça de Lisboa 3

Muralha. Couraça de Lisboa 4.JPG

  Muralha. Couraça de Lisboa 4

Ao longo dos séculos a cidade e as suas gentes não quiseram, ou não puderam, evitar o desmantelamento da Muralha de Coimbra.

É verdade que a valorização do pouco que resta já se iniciou, mas urge prosseguir para fielmente, e assente em dados concretos, se escrever a História de cidade e valorizar dignamente o que subsiste dessa estrutura.

É hoje inquestionável que a valorização de uma cidade passa pelo progresso, mas este deve assentar no respeito que os seus habitantes e os seus autarcas mostrarem (e demonstrarem) tanto pelo passado, como pela História da urbe.

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por Rodrigues Costa às 10:40

Terça-feira, 10.07.18

Coimbra: Edifício da Agência do Banco de Portugal 2

Finalmente decidiram-se por construir o prédio destinado á sua agência no Largo Príncipe D. Carlos, atual Portagem, e que em 1912, aquando da inauguração do imóvel fora, por via da implantação da República, renomado de Miguel Bombarda; mas, para tal, tiveram de comprar as casas dos senhores António José Vieira e Paulo Antunes Ramos, ligadas ao Café Montanha, já então a funcionar e negociar com a Câmara Municipal a cedência de algumas parcelas de terreno. Face ao acordo estabelecido entre as partes o Banco de Portugal tinha de pagar à edilidade a quantia de 12$000 réis por cada metro quadrado de terreno público que ocupasse.

Fig. 3 - Largo Príncipe D. Carlos (Portagem) c. 1

Fig. 3 - Largo Príncipe D. Carlos (Portagem) c. 1890

 Os diretores da entidade bancária encarregaram de riscar o projeto da agência da cidade do Mondego Arnaldo Redondo Adães Bermudes (Porto, 1863-Sintra,1948) que, em 1902, fora já o responsável pelo edifício da cidade de Bragança.

O arquiteto formou-se na Academia de Belas Artes do Porto e continuou o seu desenvolvimento académico em Paris, onde frequentou diversas escolas e ateliers, com particular destaque para a “École de Beaux Arts”. Regressou a Portugal em 1894 e instalou-se em Lisboa. Ao longo da vida profissional recebeu diversos prémios e distinções, além de ter exercido cargos relevantes no contexto da administração pública.

Fig. 4 - Arquiteto Adães Bermudes.jpg

Fig. 4 - Arquiteto Adães Bermudes

 Adães Bermudes, nas obras que projetava, não empregava um só estilo, e possuía a destreza e a habilidade necessárias para utilizar as mais diversas soluções, tendo sempre presente o contexto em que a obra se inseria e o fim a que se destinava.

Procurando apresentar desenhos funcionais e racionalistas recorria com idêntica desenvoltura a modelos relacionados com a arquitetura francesa, com o ecletismo ou com os neomedievalismos. Também não se eximia a aceitar as novas correntes arquitetónicas, quer estivessem relacionadas com o modernismo ou com a Arte Nova, nem marginalizava a introdução de «novos» materiais nas suas construções; estamos a falar do ferro, do vidro e do betão armado.

Adães Bermudes, enquanto arquiteto de seleção do Banco durante cerca de 20 anos, traçou 10 dos 17 projetos das agências então construídas e pode dizer-se que definiu a imagem de marca do Banco.

Fig. 5 - Projeto da Agência do Banco de Portugal

Fig. 5 - Projeto da Agência do Banco de Portugal em Coimbra

 À construção do edifício mondeguino, posta em praça em outubro de 1909 com a base de licitação de 27.416$000 réis, apresentaram-se cinco concorrentes, mas a empreitada, com a obrigatoriedade de ser concluída no prazo de dois anos, acabou por ser arrematada por João Gaspar Marques das Neves pela quantia de 25.616$000 réis.

No dizer da revista “A Architectura Portugueza” o edifício da Agência do Banco de Portugal que se ergueu, a partir de 1908, na «Pérola do Mondego» “é (…) um belo trecho de arquitetura moderna, de linhas elegantes, corretas e harmoniosas, duma grande pureza de estilo”.

Devido ao facto de o edifício se encontrar implantado num terreno que apresenta um apreciável declive, dos três pisos existentes apenas dois se podem visualizar na fachada principal que, pode dizer-se sem grande rigor face à assimetria existente, se encontra dividida em três panos, separados por largas pilastras de cantaria esculpida.

No piso térreo que deita para a Portagem, na parte central, rasga-se uma enorme porta ladeada por aberturas que se multiplicam, também lateralmente, no referido nível e o piso superior apresenta-se rodeado por ventanas e sacadas decoradas com aventais e balaustradas de pedra trabalhada.

A porta (e, provavelmente, dizemos nós, utilizando um critério de similitude, toda a gradaria que veda as aberturas do piso térreo), “delicado trabalho de serralheria artística” saiu da forja de António Maria da Conceição (Rato), homem cuja atividade artística não se encontra bem documentada, mas que, com tantos outros “ferreiros” mais conhecidos contribuiu para o desenvolvimento da tão significativa arte conimbricense do ferro. 

Fig. 6 - Portal e ventanas. Gradaria de ferro forj

Fig. 6 - Portal e ventanas. Gradaria de ferro forjado

 Mestre Conceição não se quedava confinado ao mérito artístico, mas assumia-se como cidadão prestante, pois durante mais de trinta anos desempenhou o cargo de comandante dos Bombeiros Voluntários.

Corre, na parte superior do edifício, uma platibanda de cantaria que, a espaços, suporta urnas e se interrompe, aqui e além, por pequenos frontões e por elementos esculturados.

Na zona central, a platibanda é descontinuada por uma pseudoarquitrave onde se pode ler «Agencia do Banco de Portugal».  

Uma edícula, onde se destaca um relógio, sobrepujada por um frontão interrompido que contém, ao centro, as armas de Coimbra cingidas por uma coroa mural, termina o conjunto.

Fig. 7 - Agência do Banco de Portugal. Pseudoarqu

Fig. 7 - Agência do Banco de Portugal. Pseudoarquitrave e edícula com relógio

 Refira-se a existência de um relógio na zona nobre do edifício, máquina, na época, omnipresente em fábricas, escolas, estações de caminho de ferro e muitas outras estruturas, utilizada até à exaustão depois do take off industrial, na medida em que obriga à passagem do tempo do pouco mais ou menos para o tempo da hora certa.

A agência mondeguina, como era comum, possuía caixas fortes que, devido ao já aludido grande desnivelamento do terreno, para além de se encontrarem instaladas no subsolo, “ocupam um vasto espaço e são construídas com a maior solidez em «béton» couraçado de ferro, com portas à prova de fogo, construídas pela Fábrica Portugal”.

No rés-do-chão, precedia um espaçoso hall ao redor do qual se instalavam as diversas secções da Agência com o pessoal especializado a desempenhar os serviços adequados, um longo vestíbulo e vários gabinetes destinados à receção do público.

Fig. 8 - Hall.jpg

Fig. 8 – Hall

 Fechava o hall uma cobertura de ferro e vidro que exibia vitrais saídos da oficina de Cláudio Nunes, conhecido vitralista.

As colunas, de ferro fundido, foram executadas na oficina de José Alves Coimbra.

O edifício possuía um conforto que, para a época, se pode considerar fora do comum, passando pelo aquecimento central, instalado pela conhecida casa francesa de Felix Labat que “é das mais perfeitas”, e por uma iluminação que quase nos atrevíamos a apelidar de feérica a cargo da firma lisboeta Herrmann.

Encarregou-se dos serviços de canalização de água e de gaz, bem como do fornecimento dos artigos sanitários necessários Caetano da Cruz Rocha que tinha o seu estabelecimento na Calçada.

 

ORIENTAÇÃO BIBLIOGRÁFICA

OBRAS DE CONSULTA

DAMÁSIO, Diogo Filipe Monteiro, Arquitetura do Banco de Portugal. Evolução dos projetos para a sede, filial e agências do Banco de Portugal (1846-1955), Coimbra, 2013. [Policopiado]

http://restosdecoleccao.blogspot.pt/2011/11/banco-de-portugal-em-coimbra.htmll

https://pt.wikipedia.org/wiki/Banco_de_Portugal

https://www.bportugal.pt/page/historia

Relatorio do Conselho de Administração do Banco de Portugal. Gerencia do anno de 1905. Balanço, documentos e parecer do Conselho Fiscal, Lisboa, Imprensa Nacional, 1906, p. 21.

 https://www.bportugal.pt/sites/default/files/anexos/pdf-boletim/relatorioca1905.pdf.

 PUBLICAÇÕES PERIÓDICAS

Architectura Portugueza (A), 4, Ano VI, Lisboa, 1913.04.00.

Gazeta de Coimbra, Coimbra, 1912.10.26; 1912.11.02.

Jornal de Coimbra, Coimbra, 1911.08.05; 1912.01.31; 1912.10.30.

Defeza, Coimbra, 1910.03.25.

Noticias de Coimbra, Coimbra, 1908.01.18; 1909.10.02.

Construcção Moderna (A), 273, Ano IX, n.º 9, Lisboa, 1908.10.10.

Resistencia, Coimbra, 1903.05.03; 1906,07,01; 1907.07.02; 1907.08.25; 1907.09.20; 1907.10.03; 1907.10.06; 1908.11.15.

Conimbricense (O), Coimbra, 1906.07.05.

Tribuno Popular (O), 4893; 5211, 6907, Coimbra, 1903.05.06; 1906.06.30; 1907.06.08

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por Rodrigues Costa às 13:09

Quinta-feira, 06.04.17

Coimbra: Ourives Conimbricenses do Ferro 2

António Augusto Gonçalves entregou-se ao ressurgimento do trabalho em ferro com o mesmo fanatismo que lhe era reconhecido no respeitante às outras artes e “encontrando” em Manuel Pedro de Jesus que, por volta de 1900, já era sócio da Escola Livre, aptidões excecionais para a serralharia decorativa, incentivou-o a trabalhar nesse campo. Quando finalmente, em 1907, na Escola Industrial Brotero, começaram a funcionar as oficinas de marcenaria e talha, de serralharia, de cerâmica e de formação, Manuel Pedro foi nomeado mestre da de serralharia, lugar que, em 1925, voltava a ocupar, sendo-lhe então reconhecida uma enorme competência e a capacidade de saber aliar a um profundo conhecimento prático da sua especialidade, a teoria necessária, para que o ensino resultasse profícuo e consciente.

A indústria contemporânea do ferro forjado renasceu em Coimbra com a nova centúria, viveu na cidade, mas espalhou-se por todo o país. Homens e mulheres de bom gosto e fartos meios económicos faziam as suas encomendas aos serralheiros do burgo, que também não eram esquecidos pelos arquitetos lisboetas e não só. Adães Bermudes encomendou-lhes peças de ferro forjado para ornamentar edifícios saídos do seu lápis; Raul Lino desenhava peças para eles forjarem; Álvaro Machado louvou-os pelo trabalho executado e, em 1928, foram convidados a participar na exposição de Sevilha.

Também na exposição que Raul Lino levou a efeito nas salas do Instituto, onde apresentou, entre projetos, anteprojetos, plantas, esboços, fotografias, etc., trinta e nove peças, foi feita referência a trabalhos “de distinctos artistas de Coimbra”, concretamente a João Machado, na escultura, e a Manuel Pedro de Jesus e a Lourenço Chaves de Almeida, no ferro forjado.

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Casa dos Patudos. Candelabro neogótico

... No entanto, para sobreviver, a arte do ferro não podia apenas contar com encomendas vultuosas, teria de se democratizar, como bem dizia o Dr. Quim Martins e, para tal, fazer com que se tornassem necessários os objetos mais simples e de uso corrente, manufaturados naquele metal.

A par com os grandes candelabros, com os leitos pompeianos, com os portões da Faculdade de Letras ou do Palácio da Justiça, teriam de surgir as grades das varandas, os pequenos portões de jardins, as bandeiras das portas, as tabuletas de anúncios, os gradeamentos dos muros, os portais dos jazigos, as pequenas grades de campas, os puxadores das gavetas e as dobradiças das arcas. Realmente, a arte do ferro, democratizou-se, a indústria vingou e, para além das peças que ainda hoje ornamentam tantas casas e causam orgulho aos que as fruem, Coimbra passou a ser a “cidade das grades”.

Ninguém podia imaginar que nas negras e mal apetrechadas serralharias de Coimbra, entre as labaredas rubras das suas forjas e o ruído dos malhos tirando chispas fulgurantes dos vagalhões candentes, existia, latente, à espera de a despertarem, essa força criadora que transforma o ferro duro e de aspeto indomável em peças de requintado gosto artístico.

A serralharia artística de Coimbra renasceu com António Augusto Gonçalves e com o Dr. Joaquim Martins Teixeira de Carvalho, na intimidade Mestre Gonçalves e Mestre Quim Martins, como lhe chamava a plêiade de artistas que foram seus discípulos: António Maria da Conceição (Rato), Albertino Marques, António Craveiro, Daniel Rodrigues, Lourenço Chaves de Almeida, Manuel Pedro de Jesus, José Domingues Baptista e Filhos, José Pompeu Aroso, e tantos outros.

Ig. Santo António. Porta 01. D Rodrig 02 a.tif

Daniel Rodrigues. Igreja de S. António porta

 Das mãos dos ‘ferreiros’ saíram obras importantes, capazes de marcar o ressurgimento daquela arte rude e maravilhosa que, em Coimbra, a partir de meados do século XIX, tanto tinha decaído, limitando-se, a bem dizer, ao fabrico de camas e de lavatórios, como se verificou na exposição, realizada em 1869.

Nesse renascimento, para além dos dois mestres citados, podem ainda referir-se os nomes de Manuel Pedro de Jesus e de João Augusto Machado, este também a tentar o ferro e o ouro que, a partir de certo momento, lhe dedicou todo o ser saber e criatividade; por isso, foram precursores da serralharia artística de Coimbra.

Anacleto, R. 1999. Ourives Conimbricenses do Ferro na primeira metade do século XX. Conferência nas I Jornadas da Escola do ferro de Coimbra. In publicado Munda, n.º 40, p. 9-13

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por Rodrigues Costa às 09:53


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