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A' Cerca de Coimbra


Terça-feira, 01.05.18

Coimbra: Teatro Avenida, uma saudade 2

... Ao longo dos anos passaram pelo Avenida e lá atuaram muitas e famosas companhias, mas o velho teatro também teve papel de relevo na vida académica. No entanto, logo em 1894, se verificou uma tentativa de mudança de donos, que não sabemos se realmente veio a concretizar-se e em 1902 o Sr. António Jacob Júnior passou a ser o novo proprietário do imóvel, embora se falasse no surgimento de uma empresa que passaria a explorá-lo». Anacleto, R. O fim do Teatro Avenida?, In Domingo, Coimbra.

Teatro-Avenida 1962.jpg

Teatro Avenida em 1962

Sarau da TAUC.jpg

 Sarau da Tuna Académica em 1959, cartaz

Filme cartaz 1964.jpg

 Filme 1964, cartaz

Espetáculo cartaz.jpg

 Espetáculo 1964, cartaz

Bilhete.jpg

 Bilhete, fevereiro de 1964

Nos finais dos anos 70 do século XX, o “Teatro Avenida” é demolido e no início dos anos 80 foi construído um edifício que albergou o Centro Comercial “Galerias Avenida”.

Galerias Avenida.jpg

 Galerias Avenida

 O espaço que tinha sido preservado do antigo “Teatro Avenida”, inserido no edifício do Centro Comercial, abriria em 12 de Novembro de 2010 com cara e nome novos, o “Theatrix”, um espaço noturno e sala de espetáculos, vocacionada sobretudo para a música, com concertos e sessões de DJ, stand-up comedy, novo circo, dança e também cinema. Viria a encerrar, creio que em 2014.

Theatrix.jpg

 “Theatrix” (foto do espetáculo Opsis, realizado pela Tuna Académica)

 

Nota – Para completar e corrigir estas informações, consultar a entrada publicada neste blogue em 2016.12.26, com o título Coimbra: o desaparecido Teatro Avenida.   

Restos de Colecção (blogue). Teatro Avenida em Coimbra. Acedido em 2018.04.12, em

http://restosdecoleccao.blogspot.pt/2017/11/teatro-avenida-em-coimbra.html

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por Rodrigues Costa às 09:25

Quinta-feira, 26.04.18

Coimbra: Teatro Avenida, uma saudade 1

O “Teatro-Circo do Principe Real D. Luiz Filipe”, [num primeiro momento apenas Theatro-Circo] após 5 de outubro de 1910 renomeado de Teatro Avenida, na Avenida Sá da Bandeira em Coimbra, propriedade de António Jacob Júnior, Moraes Silvano e Mendes d'Abreu [e outros], foi projetado pelo arquiteto Hans Dickel, e inaugurado em 20 de janeiro de 1892.

Teatro Avenida (Principe Real) a.jpg

 Teatro-Circo a seguir à sua inauguração

Enquadramento do Teatro.jpg

 Enquadramento do Teatro na Avenida Sá da Bandeira

 A sua construção, em terrenos cedidos pela Câmara Municipal de Coimbra, teve início em 1891 e nela trabalharam cerca de 100 operários. Dos estuques encarregou-se Francisco António Meira. As grades dos camarotes, as colunas que os sustentam e as cadeiras para a prateia foram fundidas na oficina de Manuel José da Costa Soares.

Este Teatro, oferecia: 28 camarotes de uma só ordem, 8 frisas, 28 lugares de balcão, 450 cadeiras e 450 lugares de geral.

A inauguração do, então, “Teatro Circo do Principe Real D. Luiz Filipe”, contou com a atuação de uma «companhia equestre, gymnástica, acrobática, cómica e mimíca, do Real Coilyseo, de Lisboa, de que é director o sr. D. Henrique Diaz»

A sala de espetáculos, com um «pano de boca» pintado por mestre António Augusto Gonçalves, tinha capacidade para 1.700 espectadores e o seu custo ultrapassou os 20 000$000 réis. Podiam lá realizar-se espetáculos equestres, de declamação e canto. Embora os espaços de receção e hall de entrada fossem construídos em alvenaria de pedra, o espaço central e cúpula tinham estrutura metálica, vinda de um Teatro mais antigo, o «Teatro-Circo Do Arnado». [Esta informação não nos foi confirmada por uma historiadora deste período]

Projeccionista_thumb5B15D.jpg

 Projecionista do “Teatro Circo do Principe Real D. Luiz Filipe”, em 1902

 «Para qualquer companhia é o theatro alugado por 80$000 réis. O actual emprezario, que procura sempre variar os espectaculos com peças escolhidas das melhores companhias e que é fiel cumpridor dos seus deveres, é o sr. Manoel Francisco Esteves. Tem o theatro orchestra e banda, sob a direcção do habil e intelligente professor Dias Costa. É esta casa de espectaculos muito elegante e tem commodidades. Na epocha propria é muito frequentado pelos academicos.» in: “Diccionario do Theatro Portuguez” - Sousa Bastos - 1908.

Sarau Acdémico.jpg

 Sarau académico

 

Nota – Para completar e corrigir estas informações, consultar a entrada publicada neste blogue em 2016.12.26, com o título Coimbra: o desaparecido Teatro Avenida.   

Restos de Colecção (blogue). Teatro Avenida em Coimbra. Acedido em 2018.04.12, em

http://restosdecoleccao.blogspot.pt/2017/11/teatro-avenida-em-coimbra.html

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por Rodrigues Costa às 22:13

Segunda-feira, 26.12.16

Coimbra: o desaparecido Teatro Avenida

Extintas em 1834 as ordens religiosas, os seus bens foram alienados pelo Estado e posteriormente vendidos a particulares. Esta também, na cidade mondeguina, a sorte da Quinta de Santa Cruz, propriedade dos crúzios, que mais tarde, a 18.01.1885, a Câmara Municipal adquiriu pela soma de 22 000$000 réis.

... No dia 27.11.1890 a Câmara Municipal de Coimbra levou à praça uma série de 21 lotes, situados na Avenida Sá da Bandeira, mas, a pedido de vários cidadãos que queriam construir naquele local um Teatro Circo, retirou os terrenos números 4, 5 e 6 ... um grupo de 20 proprietários com quem o Presidente da Vereação teve de se entender, a fim de chegar a acordo. Terminou por ser cedida uma área de 1602 m2 ao preço de 300 réis por unidade ... Mas não o fez sem imposições. A cedência dos terrenos obedeceu à feitura de uma escritura pública, datada de 14.02.1891, em que ficaram estipuladas, entre outras, as seguintes cláusulas:

“Condição 4.ª O terreno não pode ser aplicado a outro fim, voltando nesta hipótese para a posse do município."

... A construção do Teatro, que em 1892 ... passou a ostentar o nome de Teatro Circo Príncipe Real, iniciou-se logo de seguida, nos primeiros meses de 1891.

Em 1910, depois da implantação da República, passou denominar-se Teatro Avenida.

... o arquiteto austríaco Hans Dickel (foi) o responsável pelo projeto. Em Dezembro de 1891 trabalhavam na feitura do imóvel aproximadamente 100 operários. Dos estuques encarregara-se Francisco António Meira. As grades dos camarotes, as colunas que os sustentam e as cadeiras para a prateia foram fundidas na oficina de Manuel José da Costa Soares.

A capacidade da sala era de 1.700 lugares e o seu custo ultrapassou os 20 000$000 réis. Podiam lá realizar-se espetáculos equestres, de declamação e canto.

Parece que o «pano de boca» seria pintado por mestre António Augusto Gonçalves.

Depois de inaugurado o teatro, a 20.01.1892 com a atuação de uma «companhia equestre, gymnástica, acrobática, cómica e mimíca, do Real Coilyseo , de Lisboa, de que é director o sr. D. Henrique Diaz»

... Ao longo dos anos passaram pelo Avenida e lá atuaram muitas e famosas companhias, mas o velho teatro também teve papel de relevo na vida académica. No entanto, logo em 1894, se verificou uma tentativa de mudança de donos, que não sabemos se realmente veio a concretizar-se e em 1902 o Sr. António Jacob Júnior passou a ser o novo proprietário do imóvel, embora se falasse no surgimento de uma empresa que passaria a explorá-lo.

E o Teatro Avenida, melhor ou pior, mas com uma grande tradição na vida da cidade, ao longo de quase uma centúria, lá tem vindo a servir o fim para que foi construído.

Anacleto, R. O fim do Teatro Avenida?, In Domingo, n.º 458, Coimbra de 1983.07.24

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por Rodrigues Costa às 10:20


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