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A' Cerca de Coimbra



Quinta-feira, 14.11.19

Coimbra: Tascas que já não existem 1

Com esta, iniciamos aqui uma série de entradas que publicaremos às 5.ªs feiras, dedicadas às tascas de Coimbra. Trata-se de um trabalho de Carlos Ferrão que recolheu as imagens e coligiu os textos.
O A’Cerca de Coimbra fica aberto – como sempre está – a acrescentos e outras eventuais participações.

- TASCA DO PRATAS
Localização: R. José Falcão, edifício do antigo Colégio da Trindade

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Tasca do Pratas, anos 50 do Séc. XX

Não era uma extensão da Biblioteca Geral como alguns lhe chamavam, nem tão pouco o um lugar onde se preparasse as frequências.
Numa dependência do Colégio da Trindade, com frente para a rua José Falcão, a famosa tasca “O Pratas” deixou mil estórias envolvendo estudantes, professores, funcionários e futricas.

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Ana e Armando Pratas

A D. Ana e o Sr. Armando Pratas estavam sempre de sorriso pronto para acolher quem os escolhia para uma "bucha e um copo". Não lhe faltava uma paciência de santo para a estudantada que ali fazia alguns rituais praxistas a mando dos “doutores”, mas sempre de olho nos excessos, nunca deixando ferir a dignidade do caloiro.

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Tasca do Pratas, finais do século XX

E assim foi até 2001, quando os "jaquinzinhos", as pataniscas ou as sandes de queijo da Idanha, servidos no “Pratas”, ficaram para a memória!

- JOÃO DE BRITO
Localização: R. de Baixo

Tasca do João de Brito.jpg

Tasca do João de Brito

Nos finais do séc. XIX, o João (Francisco) de Brito era um maravilhoso retiro junto do velho mosteiro de Santa Clara. Era um verdadeiro cenário de balada!
Uma latada, quatro mesas de pinho, uma nora gemente. Ao fundo o rio sereno e doce e lá no alto erguendo-se dominadora a cidade.
Os poetas Eugénio de Castro, Manuel da Silva Gaio, Afonso Lopes Vieira, Guedes Teixeira, D. Tomás de Noronha e tantos outros foram durante anos os seus mais assíduos frequentadores.
Só mesmo quem por lá passou, nos conseguiu deixar com fidelidade uma ideia da poesia estranha nas tardes no João de Brito!
Carlos Ferrão

Fontes: Vicente Arnoso, Tascas de Coimbra em Ilustração Portuguesa, nº 101 de 27 de Janeiro de 1908, citado por Manuel Alberto Carvalho Prata em A Academia de Coimbra (1880-1926): contributo para a sua história.

 

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por Rodrigues Costa às 10:01


6 comentários

De Anónimo a 14.11.2019 às 17:00

Frequentei a Tasca do Pratas quando estudei na Fac.Direito.
Esta faculdade não tinha Bar e o Pratas era a nossa salvação.
Numa parede tinha um Santo António sobracando uma pasta com fitas vermelhas.

Há uns anos fui procurar a tasca.
Deparei com o portão fechado e um passante informou me que há muito tinha encerrado.

De Anónimo a 14.11.2019 às 19:30

Pois ... é a lei da vida e a evolção natural das cidades. Uns fecham, outros abrem. Não com os mesmos cheiros e os mesmos gostos, mas talvez adaptados às realidades de hoje. Obrigado pelo seu comentário

De Anónimo a 14.11.2019 às 21:40

Há 65 anos atrás, a tasca ao lado do n. 18 da Rua José Falcão, onde vivi, era conhecida por "O Leonardo".

De Anónimo a 14.11.2019 às 22:05

Obrigado pela informação que irei transmitir ao Carlos Ferrrão, autor dos textos desta série.

De Anónimo a 16.11.2019 às 04:48

Não tinha essa referência, mas posso complementar, que pelo mapa das Tascas do território Salatina, a tasca chamou-se Diogo Espanhol nos anos 40.

De Anónimo a 16.11.2019 às 10:51

Um pedido. Não se esqueçam, por favor de assinar as vossas respostas.
Posto isto agradeço ao primeiro comentador a informação publicada e agradeço ao Carlos Ferrão o que acrescentou.

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