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A' Cerca de Coimbra



Sexta-feira, 04.03.16

Coimbra e o teatro que aqui se fez 3

A paixão dramática coimbrã foi inegavelmente muito viva, mormente na segunda metade do século XIX. Bastaria para demonstrá-lo sobejamente a formação e atividade de mais de uma centena de sociedades de amadores. Mas a essa prova podem juntar-se outras, como a dos «pasmosos êxitos» de algumas peças aqui representadas e a ilusão de que seria possível manter uma «companhia permanente» de teatro declamado, ilusão que se desvaneceu após o malogro de duas tentativas dececionantes.

Na primavera de 1858, uma companhia espanhola... a mágica «Casa do diabo» ... foi representada seis vezes: quatro no Teatro da Graça e duas no Teatro da Sé Velha.
... Pouco depois (1862), o drama «A probidade» subiu à cena sete vezes: quatro no Teatro de D.Luís ... e três no Teatro Académico.
... A famosa oratória «Gabriel e Lusbel» ... no Teatro de D.Luís ... foi levada à cena em dez espetáculos, no lapso de tempo de 8 a 29.III.1863, e em cinco espetáculos dois anos depois, de 4 a 26.III.1865.
... o drama sacro «Rainha Santa Isabel» foi representado dez vezes ... entre 28.III e 8.IV.1866.
... a revista «No país das arrufadas» subiu nove vezes à cena de Fevereiro a Maio de 1884, no Teatro-Circo Conimbricense.
... o drama «Mártires de Marrocos» parece ter sido representado em nove espetáculos no ano letivo de 1873-1874.

... as repetidas e frequentes visitas de companhias estrangeiras (espanholas, franceses e italianas) e com as «tournées» (que a necessidade converteu em hábito) das melhores companhias de Lisboa e Porto, o público foi-se familiarizando com os progressos da arte de representar e da literatura dramática ... As exigências estéticas do fim do século XIX estavam longe das do meado do mesmo século.

... Inaugurado auspiciosamente o Teatro de D. Luís em 1861, logo nos dois anos seguintes registou uma atividade prometedora, sem sair do plano do amadorismo local, apenas reforçando este, de quando em quando, com a intervenção de artistas profissionais (João Anastácio Rosa, João Rosa, Marcolino, Brás Martins, Carlota Veloso, etc.) que colaboraram em alguns espetáculos ali realizados.

Loureiro, J.P. 1959. O Teatro em Coimbra. Elementos para a sua história. 1526-1910. Coimbra, Câmara Municipal. Pg. 19 a 24

 

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por Rodrigues Costa às 10:27


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