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A' Cerca de Coimbra



Quarta-feira, 17.01.24

Coimbra: Cataventos

Relembramos um trabalho do Dr. Mário Nunes, editado no ano de 2000, sob a chancela do Grupo de Arte e Arqueologia do Centro.

Cataventos, capa a.JPGCataventos de Coimbra, capa

Nos livros antigos de "Horas" e "Cronicões", as iluminuras quando representam castelos ou palácios, mostram os cumes dos torreões encimados de bandeiras em toda a sua grandeza.

As bandeiras e o seu uso associavam-se à nobreza.

Cataventos. Livro_das_Fortalezas_83-_Miranda_do_DoCastelo de Miranda do Douro. Imagem acedida em; https://pt.wikipedia.org/wiki/Livro_das_Fortalezas#/media/Ficheiro:Livro_das_Fortalezas_83-_Miranda_do_Douro.jpg 

…. As bandeiras, de diversos panos e cores, a drapejar, permanentemente, ao vento, deterioravam-se com facilidade. Surgiram a remediar os efeitos negativos e a substituir o pano, bandeiras de ferro, reduções das de pano, e que passaram a ocupar, também, os pináculos dos castelos, palácios e mosteiros. Avistavam-se ao longe e mostravam o brasão do seu proprietário. Porém, como aquelas bandeiras eram rígidas, houve necessidade, de as tornar móveis em torno de um eixo, para não se danificarem ou caírem quando sopravam ventos mais fortes. E, desta maneira, as bandeiras transformaram-se, de simples ornamentos em indicadores da direção do vento, retomando o préstimo que os gregos e os outros povos lhes tinham dado.

Cataventos Lanternim do zimbÔö£Ôöério da SÔLanternim do zimbório da Sé Nova. Op. cit., pg.  75

Cataventos,  pg. 21.jpgOp. cit., Pg. 21

O cata (procura) vento, é, como referimos nos dados históricos, um instrumento que serve para indicar a orientação do vento, e que atua, também, como motivo ornamental dos edifícios.

 … O FERRO FORJAD0 E OS CATAVENTOS DE COIMBRA

 

Cataventos, pg. 33.jpgOp. cit., pg. 33

Coimbra, a "cidade das grades", na designação de Vergílio Correia, acolheu a arte e a beleza do ferro forjado. Executaram-se "autênticos monumentos", que consagraram o pendor criativo daqueles que lhe deram forma.

Cataventos, pg. 37.jpgOp. cit., pg. 37

António Augusto Gonçalves ao criar, em 1878, a Escola Livre das Artes do Desenho, lançara os alicerces da arte que fez nascer alfobres de artesãos e de artistas.

Cataventos, pg. 71.jpgOp. cit., pg. 71

Em 1900, ao deslocar-se à Exposição Universal de Paris e ao confrontar os trabalhos expostos, rendeu-se à serralharia, um ofício que fornecia objetos aplicados na arquitetura, quer fosse ferro fundido, quer ferro forjado.

 

Cataventos, pg. 45.jpgOp. cit., pg. 45

Ao regressar à Lusa-Atenas não hesitou em introduzir na Escola, juntamente com Joaquim Martins Teixeira de carvalho e João Machado, a arte que o fascinara em Paris. E, a primeira obra saída desta temática foi para o monumento funerário de Olímpio Nicolau Rui Fernandes.

Cataventos. Olimpio b.jpgBase do monumento funerário de Olímpio Nicolau Rui Fernandes. Col. RA

 Nunes, M. Cataventos de Coimbra. Fotografia de António Quinteira, João Azevedo, Mário Afonso Nunes, Coimbra, Grupo de Arte e Arqueologia do Centro.

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por Rodrigues Costa às 12:41



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