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A' Cerca de Coimbra



Quinta-feira, 19.09.19

Coimbra: Arquivo Histórico Municipal de Coimbra, curiosidades 5

Documento mais antigo do AHMC

D. Dinis 01.jpg

D. Dinis


1297, Julho, 8, Coimbra

Carta de Sentença do Ouvidor da Corte, Estevão Peres, ordenando ao alcaide de Coimbra, João Arrais, que restituísse a dízima indevidamente cobrada ao Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, “atendendo ao Costume de Coimbra
sobre que foram perguntados os alvazis e homens bons”.
AHMC/Col. Pergaminhos Avulsos, nº 3

Carta de Sentença do Ouvidor da Corte.jpg

Carta de Sentença do Ouvidor da Corte

Selo Real de D. Dinis.jpg

Selo Real de D. Dinis

Texto em Português, pergaminho, selo real de D. Dinis, de cera vermelha, pendente por fita azul e branca.
265 mm x 160 mm.

Transcrição paleográfica

Dom Denis pela graça de Deus Rey de Port[ugal] e do Algarve a quantos esta carta virem faço a saber que sobre comtenda que era perante miha corte antre Dom Pedro priol de Sancta Crux de Coinbra da hua parte e Joham d’Arraez meu alcade en Coinbra, da outra sobre a dizema que o dicto alcayde demandava ao dicto priol per razom de penhora que dizia que lhi fezera. E o dicto priol dizia ca nom era teudo de lhi dar essa dizema ca nom era costume de Coinbra, ainda que o alcayde penhorasse de levar a dizema. Em miha corte sobre esto ouvidas muytas razoes da hua parte e da outra e perguntados os alvaziis e os homeens boons da dicta villa e Mem Rodriguiz meu vassalo do que sabiham deste feyto e aviido consselho com eles sobre elo que ende sabiham, porque achou que o custume de Coimbra era tal que ainda que o alcayde penhorasse e nom penhorasse per mandado dos alvaziis quitado sse ende ante os moordomos e nom querendo penhorar, julgou que non avia o alcayde porque [levar] dizema e mandou ao dito alcayde que entregasse ao dicto priol de todo aquello que lhy tiinha filado per essa razom. E o dicto priol ou outrem por el tenha esta carta. Dada en
Coinbra oyto dias de Julho.
El Rey o mandou per Stevam Perez de a seu Clérigo ouvidor en logo da Corte. Duram Perez a fez. Era de mil trezentos triinta e cinqui anos.
Stevam Periz. (assinatura autógrafa).

AHMC. Col. Pergaminhos Avulsos, nº 3

 

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por Rodrigues Costa às 19:31


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