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A' Cerca de Coimbra


Sábado, 13.06.15

Coimbra, instabilidade do domínio árabe

Desde 825/826 … parecem detetar-se perturbações em Coimbra, eventualmente justificativas da enigmática referência a um «rei mouro», de nome Alhamah, que Ramiro I de Lião teria vencido em 850 e obrigado a pagar-lhe «párias». Ao redor de 875, porém, a cidade surge designada nas fontes como capital da «cora» de Santarém, o que pressupõe uma ligação administrativa ao poder central, ao mesmo tempo que como sede do importante grupo berbere, «obediente a Córdova». No ano seguinte, contudo, era o seu território cenário das razias de Sadun al-Surumbaqui, (ou «Xurumbaqi»), apodado o «grande vagabundo», típico expoente das populações fronteiriças, explorando, em proveito próprio, as ambiguidades da malha administrativa, por seu turno aliado do muladi Abd al-Rahman b. Marwan, o «filho do galego», este em revolta aberta contra o poder omíada no quadro do surto irridentista da designada «1.ª fitna». A fidelidade «coimbrã» explicará, por certo, que, nesse mesmo ano, as tropas do general al-Barã b. Malik penetrem na Galiza «pela porta de Coimbra»; mas a atuação contínua dos rebeldes, assolando as regiões de «entre Douro e Tejo», terá minado qualquer tentativa de imposição da ordem cordovesa no extremo acidental da marca inferior, facilitando a conquista da cidade pelo conde galego Hermenegildo Guterres, ou Peres - «Tudæ et Portugaliæ Comes», às ordens de Afonso III de Leão, em 878, ficando a urbe, segundo os relatos, destruída e «erma» durante alguns anos.

Do lado cristão, desce também então, sobre a vida administrativa da cidade, um espesso véu, pouco mais se conhecendo que a transferência para Emínio, com as próprias autoridades eclesiásticas, do topónimo «Conimbriga», a breve trecho corrompido em «Colimbria» (antes de constituir a «Qulumriyya» da reconquista muçulmana) e a perpetuação do seu governo na estirpe de Hermenegildo Guterres, na qualidade de «condes de Coimbra», numa situação de autonomia em relação à Corte de Oviedo/Leão, que não deveria diferir muito, afinal, da que os Bani Danis haviam observado em relação a Córdova.


Pimentel, A.F. 2005. A Morada da Sabedoria. I. O Paço real de Coimbra. Das Origens ao Estabelecimento da Universidade. Coimbra, Almedina, pg.163

 

 

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por Rodrigues Costa às 22:24

Sexta-feira, 12.06.15

Coimbra árabe, pessoas e factos relevantes

… Logo depois desta conquista, o Algarve foi consideravelmente arabizado, sobretudo com árabes do Iémene … Na zona do Tejo e até Coimbra distribuíram-se, em grandes massas, os Berberes. Os Masmudas estavam em Alcácer e em Coimbra.

Os novos cadernos do “Al-Mqtabis” de Ibn Hayyân falam-nos na presença do príncipe de Coimbra Abu Danis ben Áwsaja, em Coimbra, na época de Ibn Marwân al-Jilliqi. A “Jamhara” de Ibn Hazm diz-nos que os Banu Dânis se fizeram fortes em Coimbra e Alcácer

As figuras notáveis árabes de que se fala a propósito de Coimbra, são: a) Dawud bem Já’far ben al-Sagir, de Córdova, que ouviu lições de Málique e foi Cadi de Coimbra; Muhãriq ben al-Hakan ben Un´afiri al-Askãf, de gente de Córdova, que morreu mártir, lutando pela fé islâmica, em frente de Coimbra, muito provavelmente quando da conquista de Al-Mansur ben Abi ‘Ãmir; c) Nuhammad ben Abi’l Hasãn Tãhir al-Qaysl, de Múrcia de ascendência real, que tomou parte nas operações militares para a ocupação de Coimbra por Muhammad ben Abi âmir, al-Mansur, de Córdova …

Domingues, J.D.G. 1971. Aspectos da Cultura Luso-Árabe. Separata das Actas do IV Congresso de Estudos Árabes e Islâmicos, pg. 18 e 19.

… nas costas da Península apareceram pela primeira vez novos e inesperados inimigos … Eram estes os normandos. Aqueles bárbaros da Jutlândia, saindo do Báltico em frágeis barcas, espalhavam o terror … A Galiza foi o primeiro teatro das suas devastações. Desembarcados na Corunha (853), Ramiro I, que então reinava em Oviedo, enviou contra eles forças que os desbarataram … assolando de novo as costas do Gharb, enquanto Abdu r-Rahman mandava ordens aos caides de Santarém e de Coimbra para guarnecerem as praias e afugentarem estes incómodos hóspedes.

Herculano, A.1987. História de Portugal. Vol. I. Lisboa, Circulo de Leitores, pg. 114

 

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por Rodrigues Costa às 11:47

Quinta-feira, 11.06.15

Coimbra árabe, alcáçova

… No Garbe (excluindo Silves, em que há referências literárias a uma zona palatina … e Coimbra, onde os seus alicerces servem de assento à Universidade), apenas Lisboa teria possuído uma imponente alcáçova …

Torres, C. O Garb-Al-Andaluz. In Mattoso, J. (Coordenador) 1997. História de Portugal. 1 Antes de Portugal, pg. 341

 

… É certo que umas quantas descrições, fundamentalmente devidas a geógrafos, iluminam de algum modo, o rosto da Coimbra muçulmana … Mas debalde se buscará nelas uma imagem concisa da cidade … Assim pois, para al-Razi, “terra muito antiga”, “bela e dotada de diferentes bondades”, “muito forte” e possuidora de “um castelo mui excelente”, a urbe, que para al-Hihimari, já no século XII, “faz parte do país do Porto” e constitui um “pequeno aglomerado, que tem o aspeto de uma cidade”, ergue-se “sobre um monte de forma circular e está envolvida duma fortaleza sólida, rasgada por três portas”, sendo “absolutamente inexpugnável”, enquanto, na mesma centúria, informa Idrisi que a sua “população faz parte da comunhão cristã”, assenta “sobre um monte redondo, rodeado de boas muralhas, fechada por três portas, e muito bem fortificada.

durante os trabalhos para a realização das fundações destinadas à implantação, no Pátio, da estátua de D. João III … foram descobertas, a cerca de 2 metros de profundidade, duas paredes paralelas, encontrando-se a essa altura, entre os entulhos retirados, várias peças e moedas de tempos recuados, algumas romanas e visigóticas… avultavam algumas lucernas e elementos cerâmicos de bom nível e que o arqueólogo situaria entre os séculos I e II da nossa era …

Pimentel, A.F. 2005. A Morada da Sabedoria. I. O Paço real de Coimbra. Das Origens ao Estabelecimento da Universidade. Coimbra, Almedina, pg.124, 160 e 161

 

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por Rodrigues Costa às 19:34

Terça-feira, 09.06.15

Coimbra na reconquista cristã

… Ordonho veio a falecer em 866, fazendo antes disso eleger seu filho Afonso, ainda na puerícia, por sucessor do reino … Por doze anos a história de Afonso III é uma série quase não interrompida de combates … Vitoriosas as mais das vezes, as armas cristãs dilataram-se então principalmente para o lado da antiga Lusitânia: Lamego, Viseu, Coimbra caíram em poder do rei de Oviedo.

Fernando I deixou respirar os sarracenos por algum tempo … Mas o seu génio inquieto e guerreiro não lhe consentia despir por muito tempo as armas. Fazendo nova entrada para o ocidente, veio pôr cerco à cidade de Coimbra, a mais importante povoação deste lado das fronteiras muçulmanas. Era o lugar forte e bem defendido, e o sítio durou seis meses. Por fim os sarracenos renderam-se ou por fome ou porque o estado dos muros, de contínuo combatidos, não consentia mais dilatada defensa. Assim, finalmente, Coimbra caiu em poder dos cristãos, para nunca mais sair dele. Passava este sucesso em 1064.

Herculano, A.1987. História de Portugal. Vol. I. Lisboa, Circulo de Leitores, pg. 178 e 179, 211 e 212

Coimbra, que, não só pela sua antiguidade e grandeza relativa, mas ainda mais por ser militarmente como a chave do território encerrado entre este ultimo rio (o Mondego) e o Douro, era uma povoação importante, foi feita capital de um novo condado ou distrito, cujo governo o guerreiro príncipe (Fernando I, ou Fernando Magno) confiou àquele que o incitara a prosseguir por este lado as suas brilhantes conquistas … Sesnando ou Sisenando, filho de David, rico moçárabe da que hoje denominamos província da Beira, senhor de Tentúgal e de outras terras do território de Coimbra… dando-lhe o governo de um distrito constituído com as novas conquistas e com a terra portucalense ao sul do Douro, ao qual servia de limites, pelo oriente a linha de Lamego, Viseu e Seia, e de fronteira, pelo sueste, o pendor setentrional da serra da Estrela.

Herculano, A.1987. História de Portugal. Vol. II. Lisboa, Circulo de Leitores, pg. 9 e 10

 

 

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por Rodrigues Costa às 20:51

Segunda-feira, 08.06.15

Coimbra, domínio árabe 3

… A mais antiga construção arábica importante a que temos referência, na região da antiga Lusitânia, é da Alcáçova de Mérida, ordenada em pleno século IX, por Ábd al-Rahmân II.

Supomos poder datar desta época ou da do Califado (período do Almançor), a porta árabe de Coimbra, entrada para um antigo palácio, junto do atual Museu de Machado de Castro. Com efeito, pelas suas proporções sóbrias e pelo seu alfiz enquadra-se no estilo califal …

Domingues, J.D.G. 1971. Aspectos da Cultura Luso-Árabe. Separata das Actas do IV Congresso de Estudos Árabes e Islâmicos, pg. 14.

… A espinha dorsal viária que sai do porto interior de Mértola e atravessa o Mondego em Coimbra serve de suporte económico aos territórios associados no Garb-al-Andaluz. Suprindo a escassa cabotagem atlântida, este caminho interior liga entre si os principais centros urbanos, pondo-os em contacto com os mares do Sul. Como faixa mais urbanizada, onde se situam as cidades de Coimbra, Lisboa e Beja, é também a zona de fixação de povoadores ligados aos interesses comerciais e políticos do Mediterrâneo.

A nova dinâmica social e económica de Coimbra e Lisboa esvazia as antigas cidades de Conimbriga e Scalabis …

Torres, C. O Garb-Al-Andaluz. In Mattoso, J. (Coordenador) 1997. História de Portugal. 1 Antes de Portugal, pg. 337

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por Rodrigues Costa às 19:28

Domingo, 07.06.15

Coimbra, domínio árabe 2

… na vigência do Emirato cordovês … fontes muçulmanas referem um certo Abu I-Fath al-Sadfuri, asceta de origem berbere, cuja tribo se estabelecera no ocidente de al-Andalus e que se dedicava a fazer a guerra santa na região de Coimbra. Que a cidade persistia indómita, face ao poder omíada, prova-o a punição levada a efeito, c. 794/795, por Abd al-Malik b. Mughit, reportada também pelos textos árabes, segundo os quais de regresso de uma expedição à Galiza, contra Afonso II, este invadira a urbe, pondo-a a ferro e fogo, matando os homens e apresando as mulheres e crianças, desse modo demonstrando afinal, que, por ora ao menos, não era esta ainda absolutamente inexpugnável …

A pacificação do vasto território, o regresso da fronteira ao Douro e, particularmente, a recuperação de Emínio ocorreriam apenas dez anos mais tarde, em 808/809, no quadro de uma nova expedição, comandada pelo príncipe Hisham, filho de al-Hakam I e destinada a reprimir as dissidências levadas a cabo por berberes, árabes e muladis, nas três marcas fronteiriças, superior, média e inferior. É a partir de então, na verdade, que a urbe, referida agora, por vezes, como capital da região noroeste, se integra, embora por pouco tempo, na organização administrativa e militar do Estado omíada, com a nomeação de governadores, documentando-se mesmo a sua utilização, em 825, como plataforma para incursões em território cristão.

Pimentel, A.F. 2005. A Morada da Sabedoria. I. O Paço real de Coimbra. Das Origens ao Estabelecimento da Universidade. Coimbra, Almedina, pg.163 e 164

 

 

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por Rodrigues Costa às 10:41

Sábado, 06.06.15

Coimbra, domínio árabe 1

… pacificamente incorporada na soberania muçulmana a Eminio visigoda, ao que tudo indica através do pacto de capitulação celebrado, em 714, entre Abd-al-Aziz, filho de Muça e comandante do exército invasor e Aidulfo, senhor de Conimbriga e membro da derrotada família real visigótica, cujos domínios se estendia, parece até ao Tejo … gozaria a cidade por via disso, a troco do pagamento de um tributo e da aceitação da presença de uma guarnição militar, de uma extensa autonomia que terá provocado mais continuidades que ruturas em relação à antiga situação. Integrada, durante o chamado período dos governadores … na província de Mérida, seria depois englobada na marca inferior, no âmbito da nova divisão administrativa.

essa situação de convivialidade entre credos e etnias, bem como o papel desempenhado por Aidulfo, que testemunha o curioso relato de Coelho Gasco, segundo o qual “aquelle belicoso Rei Mouro Alboacem, filho de Mahabet Ibamar, que reinou prosperamente em Coimbra, inda que bárbaro, Principe clementíssimo, foi o que concedeu por nova Lei, que os Catholicos, que estavam debaixo do seu Senhorio, tivessem Condes para com eles serem governados, conforme seus Institutos, e Fóros. E sendo Rei desta Cidade Marvam Ibenzorach, foi Conde della hum generozo varão, chamado Theodoro, descendente dos Serenissimos Reis Godos, que na Hespanha tiveram Monarquia".

No domínio sarraceno – escreve Pinho Leal -, foi Coimbra governada por emires ou alcaides, até 739. Então sendo alcaide de Coimbra Al-Boacem-Iben-Ahmar (sobrinho de Tarif Aben-Zarca, vencedor do último rei godo D. Rodrigo) se declarou independente do califa. Este novo rei, por política, conservou vários condes e senhores cristãos e alguns conventos, mediante certo tributo.

Pimentel, A.F. 2005. A Morada da Sabedoria. I. O Paço real de Coimbra. Das Origens ao Estabelecimento da Universidade. Coimbra, Almedina, pg.162 e 163

 

 

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por Rodrigues Costa às 20:13

Quinta-feira, 04.06.15

Coimbra, os bispos dos primeiros tempos

No primeiro concilio de Braga, do ano de 561, aparece a assinar as respetivas atas «Lucentius Conimbriensis». Daqui pode inferir-se que, não obstante ter sido, segundo a tradição, conquistada e arrasada a cidade de Conímbriga no ano de 409, século e meio mais tarde funcionava ainda a sua igreja …
Lucêncio era natural da cidade que posteriormente tomou a denominação de Coimbra, e é talvez a mais antiga notabilidade aqui nascida, de que haja notícia certa, pois que foi o primeiro abade do mosteiro do Lorvão, fundado possivelmente no meado do século VI, e foi o primeiro bispo de Conimbriga, de que resta memória nos documentos autênticos …
Pela divisão de Teodemiro, no concílio de Lugo do ano de 569, a paróquia de Emínio teria ficado a pertencer à sé conimbrigense («Conimbricensis sedes teneat ipsam Conimbriam, Eminio, Selio, Insula, Astrucion, et Portugali Castrum antiquum»)…
Pela divisão eclesiástica de Wamba, do ano de 675, Emínio continuou sujeita à Sé de Conimbriga …
No terceiro concílio de Toledo, celebrado no ano de 589, registou-se, pela primeira vez, a assinatura de um bispo de Emínio, que subscreveu «Posidonius eminiensis ecclesiae episcopus …
E esta – a Igreja -, nem sempre esteve organizada, já que, por muito tempo, a diocese de Coimbra esteve sem bispo ou com ele residente em Oviedo ou Compostela …
As atas do concílio ovetense do ano de 873 encontram-se subscritas pelo bispo de Conimbriga («Naustus episcopus conimbrigensis») e pelo conde de Emínio («Arias filius ejus - de Hermenegildo – Eminio comes»).
E pouco depois, no ano de 876, Naústo ascendeu a bispo de Emínio …
No primeiro quartel do século X, distinguiram-se três prelados naturais de Coimbra que mereceram as honras da canonização e de cujos méritos e virtudes ficou pertinaz, imorredoiro registo.
O primeiro foi S. Gonçalo Ossório (ou Orósio) bispo de Coimbra no ano de 908 … Este prelado teria sucedido a Froarengo I no sólio episcopal conimbricense.
O sucessor – S. Froarengo II – foi também bispo de Coimbra, nos anos de 914-915 …
O terceiro foi Santo Hermógio, bispo de Tui.

Loureiro, J.P. 1964. Coimbra no Passado, Volume I. Coimbra, Edição da Câmara Municipal, pg. 23 a 26, 28, 29

 

 

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por Rodrigues Costa às 19:19

Quarta-feira, 03.06.15

Coimbra árabe, quando Emínio virou Colimbria

Por esse tempo passou a cidade a denominar-se Conímbriga e Colímbria, em vez de Emínio, nome este que pela última vez figura num documento de 883. No cronicão conhecido por «Albeldense» lê-se que Afonso III, cujo reinado parece ter começado no ano de 866, tomou Conímbriga aos inimigos, armou-a e povoou-a posteriormente com galegos (cristãos de entre Douro e Mondego) como povoou outras cidades e entre elas a de Emínio.
O reinado de Afonso III (866-910) (das Astúrias e posteriormente de Leão) foi mais notável do que quantos o tinham precedido na monarquia fundada por Pelágio. Em guerra durante muitos anos, com os infiéis, chegou a conquistar-lhes Lamego, Viseu, Coimbra e outras terras, cuja posse não pôde sustentar.

«Da população cristã de Coimbra e seu distrito na época que vai da conquista de Muça (714-716) à reconquista da cidade por Afonso III das Astúrias, em 878, pouco se sabe ou nada. A paz de Muça foi, como em Santarém, generosa. Os cristãos, apesar de submetidos pela força das armas, continuaram na posse dos seus bens, e até, mais do que isso, foram dispensados do pagamento de contribuição predial, comum a mouros e nazarenos. Em face de tais privilégios, é de aceitar que tenha ficado na região grande número deles» Vasconcelos, J.L. 1958. Etnografia Portuguesa. Apud Loureiro, J.P. Coimbra no Passado.

Loureiro, J.P. 1964. Coimbra no Passado, Volume I. Coimbra, Edição da Câmara Municipal, pg. 26 e 27

 

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por Rodrigues Costa às 11:06

Terça-feira, 02.06.15

Coimbra árabe, conquistas e reconquistas

… Abd al-Aziz empreendeu novas campanhas de ocupação de território da Lusitânia. Nomeadamente em Évora, Santarém e Coimbra, no ano de 714.

Mattoso, J. A época sueva e visigótica. In Mattoso, J. (Coordenador) 1997. História de Portugal. 1 Antes de Portugal, pg. 293

 

No ano de 716 já o domínio muçulmano, iniciado ao sul da península em 711, se estendera a Lisboa, Emínio, Viseu e outras terras, domínio que na região compreendida entre o Douro e o Mondego havia de prolongar-se até depois do meado do século XI. Daquela data em diante, Emínio ficou ininterruptamente sob o domínio agareno até à primeira reconquista cristã, ocorrida nos anos de 866 ou 878.
Em documentos que vêm desde o ano de 850, encontram-se referências a vilas e lugares do território de Coimbra, no período que precedeu a sua definitiva reconquista cristã, no ano de 1064.
No ano de 866, segundo alguns historiadores ou no de 878, segundo outros, Afonso III das Astúrias reconquistou a cidade de Emínio aos muçulmanos, a qual ficou em poder dos cristãos até que, em 981 ou 987, a região de que era cabeça regressou ao poder ismaelita.

Loureiro, J.P. 1964. Coimbra no Passado, Volume I. Coimbra, Edição da Câmara Municipal, pg. 26

 

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por Rodrigues Costa às 11:44


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