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A' Cerca de Coimbra


Terça-feira, 25.06.19

Coimbra: Oficinas de Coimbra nos séc. XV e XVI 3

É curioso notar a existência da mesma fonte nos túmulos reais de Santa Cruz de Coimbra, começados por Diogo de Castilho, irmão do mestre-de-obras dos Jerónimos [João de Castilho] e responsável pelo belo portal da igreja do mosteiro crúzio; o artista, chegado à cidade mondeguina no início de 1518, esteve à frente de uma companha que incluía também os portugueses Diogo Francisco, Pêro Anes e João Fernandes, aos quais se juntou, mais tarde, Juan de la Faya.

Mosteiro de Santa Cruz. Túmulo de D. Afonso HenriMosteiro de Santa Cruz. Túmulo de D. Afonso Henriques [https://www.postais-antigos.com/coimbra-tumulo-d-afonso-henriques-coimbra3.html]

Parece que se podem estabelecer provas da atividade, nestas obras, de um estatuário alemão ou flamengo, que era auxiliar de João de Castilho, normalmente designado por Mestre dos Profetas. Embora não sendo possível considerá-lo artista de gabarito, apresentava certo mérito e as suas esculturas situam-se na tradição do final do século XV, apresentando-se muito vincadas, com fortes requebros, pregueado das vestes violento, rostos estereotipados com maçãs salientes e cabelo ondulado com largas madeixas a cair sobre os ombros.
… Nos arredores de Coimbra, em São Marcos (1522), o mesmo Diogo de Castilho é o responsável pela capela e pela abóbada do mosteiro dos frades Jerónimos, mas os túmulos de Aires da Silva e de João da Silva, saíram do cinzel do já referido Diogo Pires-o-Moço, possivelmente discípulo de Nicolau Chanterene e deste mestre arquiteto.

Mosteiro de S. Marcos. Túmulo de João da Silva.J

Mosteiro de S. Marcos. Túmulo de João da Silva

A oficina coimbrã do artista conseguiu clientela e prestígio, mas a sua imaginária apresentava aspetos flamengos, numa síntese notável da tradição e das novidades tardo-góticas. As obras saídas do seu cinzel documentam a passagem do gótico para a renascença, embora exibam uma assimilação não muito clara. Além de sofrer influência da Flandres, patente nos anjos tenentes dos escudos heráldicos, nos cabelos ondulados das virgens e santos, no gosto pelos detalhes, depois de 1521 passou a incluir grutescos e medalhões nos frisos e entablamentos de romano, como acontece nos túmulos de S. Marcos.
Também lhe são atribuídos três túmulos parietais ediculares, em que os aspetos arquitetónicos goticistas se mesclam com a decoração manuelina: trata-se do de frei João Coelho, na igreja dos Hospitalários de Leça do Balio (1515), do de D. Diogo de Azambuja (c. 1518) que se conserva intacto na igreja do convento de Nossa Senhora dos Anjos, em Montemor-o-Velho, e do de D. Luís Pessoa (c. 1525) que se pode ver na mesma vila.

Convento de Nossa Senhora dos Anjos. Túmulo de Di

Convento de Nossa Senhora dos Anjos. Túmulo de Diogo da Azambuja

Da sua oficina saíram ainda, entre outras obras, a lápide brasonada outrora aposta na ponte de pedra de Coimbra, assinada e datada de 1513; as pias batismais de Leça do Balio (1514-1515) e a da igreja de S. João de Almedina (atualmente na Sé Velha de Coimbra); bem como os dois anjos heráldicos que apresentam o escudo de D. Manuel e a esfera armilar e se destinavam a guarnecer a guirlanda da igreja do mosteiro de Santa Cruz, em Coimbra.

Anjo Heráldico.jpgAnjo Heráldico

Anacleto, R. El arte en Portugal en la época de Isabel La Católica, em Isabel La Católica, Reina de Castilla. Madrid-Barcelona, Lunwerg, 2002, p. 451-499.

 

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por Rodrigues Costa às 09:05

Quinta-feira, 20.06.19

Coimbra: Oficinas de Coimbra nos séc. XV e XVI 2

Mas no interior do país começam a desenvolver-se oficinas de reconhecido mérito e que mais à frente iremos analisar de forma um pouco mais profunda. Em Coimbra (1498), o pintor Vicente Gil, que em 1491 fora nomeado por D. João II pintor régio e privilegiado por um alvará que lhe permitia usar armas na cidade de Lisboa, encontra-se ativo pelo menos até 1525.

Mestre do Sardoal. Políptico.jpg

Mestre do Sardoal. Políptico

Parece que este Vicente Gil, conjuntamente com seu filho Manuel Vicente são os rostos visíveis dos pintores conhecidos pelo nome de “Mestre do Sardoal”.
… A partir de 1938 foi sendo reunido um numeroso acervo pictórico saído de uma produtiva oficina sediada em Coimbra, todo ele muito homogéneo, mas a apresentar características ‘periféricas’ e pouco eruditas; como os sete painéis provenientes da igreja matriz do Sardoal integram o conjunto, por comodidade, dado que o nome do pintor(es) permanecia omisso, passou a designar-se o responsável do estaleiro por “mestre do Sardoal”.
Vergílio Correia identifica o autor como sendo o pintor régio Vicente Gil (já anteriormente referido), ativo entre 1491 e 1518 e senhor de elevado estatuto social, documentado não só pelos privilégios concedidos por D. João II, como pelas relações que manteve com o mosteiro de Celas e com o círculo de D. Leonor, pelos seus avultados bens e pela sua inserção na vida da cidade.

Mosteiro de Celas. Adoração dos Reis Magos. Pol

Mosteiro de Celas. Adoração dos Reis Magos. Políptico

O filho, Manuel Vicente, também pintor, ativo em Coimbra entre 1521 e 1530, deve ter integrado a oficina paterna, a par com outros artistas, todos eles a trabalhar em regime de parcerias; certamente porque conheciam das obras uns dos outros evoluíram dentro de um marcado tradicionalismo e influenciaram-se mutuamente.
… Para a compreensão do evoluir da pintura portuguesa na charneira de Quatrocentos-Quinhentos não pode deixar de se ter em conta o importância desta oficina, dita do Sardoal e sediada na cidade mondeguina, porque a sua qualidade plástica, embora ainda ligada a esquemas ideologicamente medievalescos e onde o cosmopolitismo lisboeta não se faz sentir, “permite reivindicar para a cidade de Coimbra, seja ou não Vicente Gil o mestre pintor mais influente do ciclo Sardoal, um papel deveras representativo no desenrolar da arte portuguesa do manuelino”.

Centro de Apoio Social de Runa. S. Bento e Santo ACentro de Apoio Social de Runa. S. Bento e Santo Ambrósio

Anacleto, R. El arte en Portugal en la época de Isabel La Católica, em Isabel La Católica, Reina de Castilla, Madrid-Barcelona, Lunwerg, 2002, p. 451-499

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por Rodrigues Costa às 09:18

Terça-feira, 18.06.19

Coimbra: Oficinas de Coimbra nos séc. XV e XVI 1

Na segunda metade do século XV e nos primeiros trinta anos do XVI assiste-se a um impressionante surto construtivo, passível de permitir afirmar que entre 1490 e 1530 foram levantados no território português mais edifícios do que nos dois séculos anteriores.
O facto pode explicar-se através de fatores de ordem económica concatenados com o enriquecimento da burguesia; com o acesso da nobreza aos rendimentos da expansão; com o aumento demográfico; com aspetos socioculturais relacionados com a laicização da sociedade; com o aparecimento de uma certa prosápia cívica das comunidades urbanas; e com a afirmação individual, embora simbólica, do peso relativo dos senhorios que se materializa especialmente através da arquitetura.

Mosteiro de S. Marcos. Túmulo de Fernão Teles deMosteiro de S. Marcos. Túmulo de Fernão Teles de Meneses

… Diogo Pires-o-Velho e Diogo Pires-o-Moço trabalhavam em Coimbra e, das suas oficinas, saíram algumas obras notáveis.
O primeiro esculpiu, prenunciando já, na decoração, a estética manuelina, o túmulo parietal edicular de Fernão Teles de Meneses (c. 1490) que se encontra na igreja do mosteiro de S. Marcos, próximo de Coimbra; o arcossólio apresenta uma solução incomum em Portugal, pois do interior da ogiva, pendem, saídos de um dossel, panejamentos apanhados lateralmente por ‘homens selvagens’ que, se repetem no friso inferior da arca, ladeando, a par de ramos e folhas, a máscara de um negro com guizos ao pescoço.
… Ao seu cinzel é também devida a arca funerária de D. Afonso, 3.º conde de Ourém (1485-1487), que ostenta uma notável decoração naturalista, bem como a imagem policromada, esculpida em calcário de Coimbra, da Virgem com o Menino, que D. Afonso V, antes de morrer (1481) ofereceu à igreja matriz de Leça da Palmeira e que revela grande naturalismo no tratamento da cabeça, de onde saem cabelos lisos a cobrir os ombros.

Leça da Palmeira. Nossa Senhora da Conceição.jpLeça da Palmeira. Nossa Senhora da Conceição

Das estátuas de Diogo Pires-o-Velho pode destacar-se a maneira como trata os panejamentos, o surgimento de um certo naturalismo e a utilização de um convencionalismo mais atenuado.
Será ainda possível, num primeiro momento, enquadrar Diogo Pires-o-Moço numa estética medieval, onde o gosto tardo-gótico se faz sentir, mas o artista acaba por evoluir para uma linguagem que se vai aproximar da utilizada pelo renascimento transalpino.

Túmulo de Mateus da Cunha.jpg

Pombeiro da Beira. Túmulo de Mateus da Cunha

Está-lhe atribuída a arca feral de Mateus da Cunha, 7.º senhor de Pombeiro da Beira (antes de 1500), em cuja igreja se encontra o monumento.

Anacleto, R. El arte en Portugal en la época de Isabel La Católica, em Isabel La Católica, Reina de Castilla. Madrid-Barcelona, Lunwerg, 2002, p. 451-499.

 

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por Rodrigues Costa às 08:46

Quinta-feira, 13.06.19

Coimbra: Grades da igreja de Santa Cruz

Dignas de rivalizar com alguns dos trabalhos artísticos, de que se ufanam as catedrais espanholas, seriam porventura as grades monumentais, que, no venerando templo de Santa Cruz, separavam o cruzeiro do restante da igreja e as que vedavam os túmulos dos reis.

Igreja de Santa Cruz. Interior antigo 01.jpg

Igreja de Santa Cruz, ainda com grades

Hoje já não as podemos contemplar, mas sabemos da sua existência por alguns documentos e referências históricas, que mais ou menos diretamente lhes dizem respeito. Citaremos em primeiro lugar o trecho de uma carta de 19 de março de 1522, em que Gregório Lourenço dá consta a D. João III do estado em que se achavam as obras que o seu antecessor, D. Manuel, mandara fazer no templo de Santa Cruz. Um dos itens da carta é do seguinte teor:
«Item Senhor, mandou que fezessem huua grade de ferro grande que atravessa o corpo da egreja de XXV palmos d’alto com seu coroamento, e ao rredor das sepulturas dos rreix a cada hua sua grade de ferro, segundo forma dhum contrato e mostra que pera ysso se fez. Estam estas grades feitas e assentadas, e pago tudo o que se montou na obra dos pillares e barras das ditas grades porque disto avia daver pagamento a rrazom de dous mil reis por quintal asy como fosse entregando há obra. E do coroamento das ditas grades que lhe ade ser pago per avaliação nom tem rrecebidos mais de cinquoenta mil reis, que ouve dante mão quando começou a obra, que lhe am de ser descontados no fim de toda hobra segundo mais compridamente vay em huua certidão que antonio fernandes mestre da dita obra disso levou pera amostrar a V.A. E nom se pode saber o que d’esta obra he devido atee o dito coroamento destas grades ser avaliado.»
O trecho da carta de Gregório Lourenço é parcamente descritivo, mas apesar disso, muito agradecido lhe devemos ficar por ter salvado, ainda que involuntariamente, o nome do artista que fabricou a obra, António Fernandes.
Como se sabe, D. Francisco de Mendanha, prior do mosteiro de S. Vicente de Lisboa (1540), escreveu uma descrição em italiano do templo de Santa Cruz, a qual D. João II ordenou se traduzisse em português, sendo impressa nos prelos deste último convento. De tão curioso opusculo cremos que não se conhece hoje nenhum exemplar, mas D. Nicolau de Santa Maria perpetuou-o, incluindo-o na sua «Chronica», prestando assim um serviço, literário e artístico, bastante apreciável. Mendanha não se esquece de falar das grades e dedica-lhe as seguintes linhas:
«Alem deste púlpito espaço de 20 palmos contra a Capela mor está a grande e vetusta grade de ferro, que atravessa toda a igreja, ficando dentro o Cruzeiro, e tem de alto trinta palmos.»
O epíteto vetusta sintetiza, para assim dizer, em toda a sua singeleza, a formosura da grade. Entre Mendanha e Gregório Loureço há, todavia, uma discrepância no que respeita às dimensões; Mendanha dá a grade 5 palmos mais alta. Outra diferença notamos ainda. O prior de S. Vicente dis que as grades dos túmulos eram de «cinco palmos de alto, todas de pau preto e bronzeadas com ouro»: Gregório Lourenço claramente especifica que eram de ferro.
Coelho Gasco (In: Conquista, Antiguidade e Nobresa da mui insigne e ínclita cidade de Coimbra, pg. 83) classifica de sumptuosas as grades do cruzeiro e acrescenta que nelas havia um epitáfio, ou antes letreiro, latino, em letras de ouro, que rezava da seguinte forma:
«Hoc templum ab Alphonso Portugaliae primo rege instrutum ac tempore pene collapsum, Regno succesore & actore Emmanuele restauraverit. Anno Natalis Domini MDXX».
Esta data 1520 refere-se por certo à época em que foi assentada a grade e colocado o respetivo letreiro. A igreja já estava reconstruída, como, além de outros documentos, o demonstra o epitáfio do bispo D. Pedro, falecido a 13 de agosto de 1516.
No priorado de D. Acúrsio de Santo Agostinho (eleito em princípio de maio de 1590) as grades foram pintadas e douradas de novo.
Diz o cronista «… e porque as grades de ferro do cruzeiro e capelas da mesma igreja estavam pouco lustrosas, as mandou limpar, pintar e dourar em partes e particularmente mandou dourar as armas reais e folhagens, em que as ditas grades se rematam e tem as do Cruzeiro trinta palmos de alto e as das capelas quinze também de alto, e ficaram depois de pintadas e douradas mui aprazíveis à vista…».

Túmulo de D. Afonso Henriques já sem grades.jpg

Tumulo de D. Afonso Henriques já sem grades

Túmulo de D. Sancho.jpg

Tumulo de D. Sancho I já sem grades

Não sabemos até que época durassem as grades de Santa Cruz. Das que circundavam os sepulcros temos informação de 1620. Ou haviam chegado a extrema ruína ou foram substituídas ineptamente por outras. Referindo-se ao governo de D. Miguel de S. Agostinho, que foi eleito pela segunda vezem 30 de abril de 1618, escreve o cronista da ordem: «Nos últimos meses do seu triénio ornou o P. Prior geral, as sepulturas dos primeiros Reys deste Reino, que estão na capela-mor de S. Cruz grades de pau santo, marchetadas de bronze dourado.»

Viterbo, F.M.S. As grades de Santa-Cruz de Coimbra. In: Revista Archeologica. Estudos e Notas. Volume II. 1888. Direção de A.C. Borges de Figueiredo, Pg. 58-60

 

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por Rodrigues Costa às 10:42

Terça-feira, 11.06.19

Coimbra: Capela de Nossa Senhora do Loreto

Já conhecia, de passagem, a capela de Nossa Senhora do Loreto, mas a necessidade de a fotografar, a fim de poder ilustrar uma entrada, levou-me até lá e, se por um lado fiquei desiludido, porque, como o templo se encontrava Coimbra: Capela de Nossa Senhora do Loreto e Quinta
fechado, não consegui ver o seu interior, por outro tive uma surpresa, pois deparei-me com a, para mim desconhecida, Quinta do Loreto, conforme se pode ler num letreiro de azulejo que ali foi colocado.
Quando pensamos que tudo conhecemos, Coimbra tem sempre algo escondido para nos surpreender e encantar.

xxx

CAPELA DE NOSSA SENHORA DO LORETO — no sítio do Loreto.

Por escritura de 18 de maio de 1548, D. Leonor Cabral, viúva, moradora em Coimbra, doou a Fr. Ma¬nuel certo terreno para construir uma capela.
Este eremitão está sepultado na capela-mor. Por sua morte tomou posse o cabido, na pessoa de Brás Pereira, correndo o ano de 1564.
O grande reformador da capela, como diz o his¬toriador António Brandão e os letreiros confirmam, foi o cónego Manuel Teles; a capela em 1596, a casa do eremitão em 1617, vindo a falecer em 1625 e sendo igualmente sepultado na capela.
O elegante conjunto da capela, cruzeiro e casa, vendidos os terrenos, está perdido. A capela ameaça ruína.
Capela do fim do séc. XVII, composta de alpendre, corpo e santuário

Capela do Loreto 4.JPGCapela do Loreto fachada principal

Alpendre de três vãos de frente, divididos por pilares, de capi¬téis jónicos, com o cheio das volutas para fora. Dá-lhe acesso escada de dez degraus. Na modesta sineira lê-se a data de 1596, além de restos de letreiros.

Capela do Loreto alpendre.jpg

Capela do Loreto alpendre

Três retábulos de pedra do fim do séc. XVI, secundários. Os dois laterais de três nichos, diversificados em pormenores. Da ermida an¬tiga deve ser a Virgem que foi recolhida no Museu. As esculturas são secundárias e da¬quela época: Santo Amaro e uma santa; S. Brás, S. Roque e Santa Luzia; acima do arco cruzeiro um Crucifixo.
Numa lisonja do santuário lê-se: S(EPVLTVR)A / DO PA/DRE FREI / MANOEL.IRMI / TÃO.Q.FOI DESTA CA / ZA.DI-ZEM Q(VE) FOI / O INSTITVII / DOR DE / LLA.

A campa do corpo diz: S(EPVLTVR)A. DE M(ANV)EL TELLEZ. CONE / GO.Q(VE).FOI.DA SEE.DE / COIMBRA.REFORMA / DOR.DESTA.IRMIDA / E FALLEÇEO A DE MAIO / 1625.

Capela do Loreto vista geral.jpg

Capela do Loreto vista geral

A capela, posta em terreno declivoso, completa-se de um cruzeiro, sobre coluna, a meio da parede que segura uma dupla rampa;

Capela do Loreto templete.JPG

Capela do Loreto templete

na estrada, que lhe passa inferiormente, há um templete com grande nicho de Almas. Na base do cruzeiro lê-se: M(ANO)EL TELLEZ O FEZ.
A casa do eremitão, um pouco afastada e desnaturada, com alpendre de duas colunas, tem na porta: EMANVEL.TELLES. / ME FECIT.1617.ANO


CASA ANTIGA — no Loreto.
Pertence ao séc. XVII. Mostra para a estrada quatro saca¬das com cornija e ferros recortados, do tem¬po, e mais uma janela que corresponde à va¬randa. Esta de cinco vãos inferiormente, formados de arcos sobre colunas dóricas, e de seis no andar de cima, divididos por colu¬nas (um de serviço da escada), com friso de pedra. Fica em frente da arcada, separado por um pátio, um vasto celeiro do séc. XVIII, de elegante sacada, vendo-se no topo posterior um brasão.

Quinta do Loreto casa antiga.jpg

Quinta do Loreto casa antiga

Quinta do Loreto celeiro.jpg

Quinta do Loreto celeiro

Quinta do Loreto brasão.jpg

Quinta do Loreto brasão

Três esclarecimentos:
- A capela foi restaurada tendo as suas paredes exteriores sido totalmente rebocadas;
- Da casa do eremitão não encontramos vestígios;
- O termo lisonga só foi encontrado no Dicionário Ilustrado de Belas Artes, de Luís Manuel Teixeira, significando no contexto, peça heráldica diminuta com a forma de losango.

Gonçalves, A. N. e Correia, V. Inventário Artístico de Portugal. Distrito de Coimbra, vol. IV. 1953. Lisboa, Academia Nacional de Belas-Artes, p. 56.

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por Rodrigues Costa às 08:45

Quinta-feira, 06.06.19

Coimbra: Entrada do bispo D. Miguel da Anunciação na cidade de Coimbra

Nota: Este assento foi transcrito pelo Doutor Manuel Augusto Rodrigues como documento anexo da publicação abaixo referenciada.

Assento da primeira entrada publica do Sr. Bispo Conde
Em 17 de Junho de 1741, tendo escrito o Ex.mo nosso Prellado, Sr. D. Miguel da Anunsiasão ao R.do Cabido que pelas tres horas e meya da tarde determinava fazer a sua entrada publicamente nesta cidade … o que asim se observou, sahindo o R.do Cabido acompanhado de todo o Clero, Confrarias, e Irmandades do Santissimo desta cidade … indo tambem os Reitores de S. Francisco da Ponte, e do Convento de S. Domingos … e a qual se encaminhou pela rua de San Cristovam [Rua Joaquim António de Aguiar, anteriormente Rua do Correio], rua das Fangas [R. Fernandes Tomás], e da Calsada [Rua Ferreira Borges], ruas de Coruche [R. Visconde da Luz], e Sta. Sofia [R. da Sofia], the as portas de Santa Margarida [início da R. da Figueira da Foz],

Itinerário para a entrada do bispo.jpg

Itinerário para a entrada do bispo

aonde da parte de fora estava um Taburno com quatro degraus de altura, immediato às duas portas, e da parte do monte, e no meyo do dito o Solio do Sr. Bispo Conde, ficando aos seus lados os asentos para o R.do Cabido entre o qual foram alguns Conegos Doutoraes vestidos de sobrepelis, e murça.

Capela do Loreto 4.JPG

Capela de N. S. do Loreto, na atualidade

… Pouco depois de ter chegado o R.do Cabido chegou ao dito Citio o Sr. Bispo Conde, o qual sahio da Capella de N.ª. S.ª do Loretto, onde os seus Criados o vestiram, e ajudaram a montar a Cavallo em huma mula preta com gualdrapa, e arreyos cobertos de pano roixo, e dahi abalou no meyo de quatro Conegos deputados pelo R.do Cabido pera o virem acompanhando, os quais vinham todos montados em suas mullas com gualdrapas pretas, e elles com vestidos talares de murça negra; atras do dito Sr. vinha montado a Cavallo loam de Saa Pereira rogado pera seu caudatario, e o estribeiro do dito Sr. adiante dos quatro Conegos vinham os Capellaes, e Pagens do Sr. Bispo Conde, adiante destes, os ministros da cidade a que se seguião os fidalgos della, e alguns nobres … e seriam perto de quatro horas quando se chegou adonde estava o R.do Cabido e apeando-se o Sr. Bispo Conde ajoelhou em huma almofada posta sobre huma alcatifa estendida na rua junto ao Taburno, e ahi lhe deu a beijar a Cruz pequena de esgalhos …Logo vieram dous Conegos a servir de Diaconos asistentes, que alli o vestiram Pontificialmente, e o Rdo Deam lhe meteu o anel no dedo: Expedida na rua de Santa Sofia a Nobreza, Fidalguia e Ministros da Cidade, os foram seguindo as Irmandades, Confrarias, Clero e as ditas Religiões, que sahindo da rua de Santa Margarida [R. da Figueria da Foz], de dous a dous, foram passando por diante do Sr. Bispo Conde, e pondo-lhe hum joelho em terra. Seguia-se em ultimo lugar o Clero da Freguesia da See, Capellães, e muzicos delIa cantando hymnos, e logo o R.do Cabido se seguia fazendo inclinasam profunda ao dito Senhor paseando-se por elle dous a dous. Desceu o Ex.mo Prellado do seu solio, e montando em hum cavallo ruço com gualdrapa e arreyos cobertos de cettim branco, abalou pera as portas da, Cidade [portas de S.Margarida] adonde o vereador mays velho lhe representou da parte do senado e da cidade a alta estimação … Logo o receberam os Camaristas debaixo do Pallio, pegando na outava Vara hum veriador do anno antecedente, e chegando asim ao Terreiro de Sam Sam [Praça 8 de Maio], onde haviam feito paragem outo cavaleiros fidalgos, se entregaram a estes as ditas varas da ponte das portas da Igreja de Santa Crus, e dahi o acompanharam, e conduziram the as portas da See,


as portas da See.jpg

as portas da See

aonde da parte de dentro estava huma alcatifa estendida, sobre que parou o Sr. Bispo Conde, e o R.do Deão lhe deu agoa Benta, e incenso pera o dito Senhor fazer … sahio da See o dito Senhor pera o Seu Paço acompanhado do Cabido, Clero e Nobreza.

Rodrigues, M.A. 1982. D. Miguel da Anunciação e o Cabido da Sé de Coimbra. Separata do Boletim do Arquivo da Universidade de Coimbra, vol. V.

 

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por Rodrigues Costa às 11:04

Quarta-feira, 05.06.19

Casa da Escrita: Conversas abertas, 6.ª feira, 7 de junho, às 18h00 - Fontes documentais para a história da cidade de Coimbra no Arquivo da Universidade

Segunda conversa aberta

 

Foto de Pormenores da Casa da Escrita 5.jpg

Casa da escrita
(Rua Dr. João Jacinto Nº 8, telefone 239 853 590)

Tema: Fontes documentais para a história da cidade de Coimbra no Arquivo da Universidade

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Colegiada de S. Tiago. Iluminura na capa

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Cabido da Sé de Coimbra. Série documental

Palestrante: Ana Maria Bandeira

Ana Maria 01.jpg

Técnica superior no Arquivo da Universidade de Coimbra, desde 1983.
Tem desenvolvido trabalhos no âmbito do tratamento arquivístico dos seguintes fundos documentais: Universidade de Coimbra, Colégios da Companhia de Jesus, Mitra Episcopal de Coimbra, Julgados de Paz de Coimbra, Conservatória Britânica de Coimbra, Hospital Real de Coimbra, Hospital de São Lázaro, etc.
Tem tido a seu cargo a elaboração de exposições temáticas e respetivos catálogos publicados pela instituição.
Coordenadora, entre 1991 e 1994, do Inventário do Património Cultural Móvel: Bens Arquivísticos promovido pela Secretaria de Estado da Cultura (para o distrito de Coimbra).
Dedica-se ainda à pesquisa na área da história do fabrico do papel.
Autora de uma extensa lista de publicações.

Após a intervenção inicial, seguir-se-á um debate, estimulado pelos participantes.
Entrada livre.
Organização: Casa da Escrita de Coimbra, com o apoio do Blogue A’Cerca de Coimbra.

Outras Conversas Abertas
6.ª feira, 06.09.2019
Palestrante: Regina Anacleto
Tema: Reforma Pombalina da Universidade de Coimbra

6.ª feira, 04.10.2019
Palestrante: Rodrigues Costa
Tema: Herdade de Enxofães: a sua importância para a subsistência do Hospital de S. Lázaro de Coimbra

6.ª feira, 08.11.2019 (a primeira 6.ª feira é feriado)
Palestrante: Nelson Correia Borges
Tema: João de Ruão um escultor de Coimbra

 

 

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por Rodrigues Costa às 09:45

Terça-feira, 04.06.19

Coimbra: O bispo D. Miguel da Anunciação

Natural de Lisboa, onde nasceu a 28 de Fevereiro de 1703, descendente de uma família nobre (seu pai era Tristão da Cunha e Ataide, primeiro conde de Povolide, e sua mãe pertencia à família dos Távoras), viria a escolher Coimbra para lugar dos seus estudos. Foi porcionista do Real Colégio de S. Paulo e frequentou Cânones na Universidade.

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D. Miguel da Anunciação. Pintura de Pascoal Parente

Mas depois resolveu entrar para o Mosteiro de Santa Cruz, tendo recebido o hábito a 26 de Abril de 1728, sendo em 1737 eleito geral da congregação.
Em 1739 era apresentado no bispado de Coimbra por D. João V, recebendo a sagração episcopal em Santa Cruz no dia 9 de Abril de 1741.
… Deixou várias Pastorais e atribui-se-lhe uma obra (com o pseudónimo de Pedro Bembo) sobre o sigilismo, intitulada Fundamentos... (Madrid,1768), impressa numa tipografia clandestina de S. Martinho do Bispo.
… Ao tempo de D. Miguel da Anunciação as coisas no Cabido não funcionavam da melhor maneira. Havia discórdias constantes entre o Cabido e os beneficiados, como aliás, embora em menor proporção, noutras diocese do reino.
… a questão só terminou quando Pio VI, pela Bula Christus Dominus Dei Filius, de 20 de Junho de 1778, a pedido do bispo de Coimbra, extinguiu e aboliu perpetuamente as meias conezias e tercenárias da sé de Coimbra e mandou erigir outra nova ordem de benefícios em que aqueles ficassem.

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Seminário de Coimbra

Seminário. Pormenor. Fachada.jpg

Pedra-de-armas de D. Miguel da Anunciação conservada no Seminário maior de Coimbra.
In: Santos, M.M.D. 2010. Heráldica eclesiástica - Brasões de Armas de Bispos-Condes, pg. 140

…. A acção pastoral de D. Miguel da Anunciação foi notável. Visitou amiúde a diocese e incrementou imenso a prática da vida cristã. A ele se deve a criação do Seminário Maior de Coimbra. um dos monumentos mais grandiosos levantados na cidade. e a publicação de várias pastorais. Foi ele o criador da Academia Litúrgica do Mosteiro de Santa Cruz.
Tendo publicado em 8 de Novembro de 1768 uma pastoral-em que condenava a leitura e o uso de certos livros· de autores franceses, isso serviu de pretexto para que em 8 do mês seguinte fosse preso e levado para Pedrouços, onde esteve detido até 1777.
… A 21 de Fevereiro de 1777, três dias antes de morrer, D. José por seu próprio punho escreveu uma ordem em que perdoava ao prelado e autorizava a sua libertação. A 7 de Julho dirigiu D. Maria I a D. Miguel da Anunciação uma carta muito honrosa.
A entrada solene em Coimbra teve lugar no dia 22 de Agosto de 1777. Foi um momento alto da vida de D. Miguel que se via de novo na diocese que Bento XIV lhe atribuira.
Enquanto estivera detido governou a diocese como bispo coadjutor e futuro sucessor, D. Francisco de Lemos de Faria Pereira Coutinho, reformador-reitor da Universidade.
… D. Miguel da Anunciação veio a falecer no convento de Semide em 29 de Agosto de 1779, tendo sido sepultado em Santa Cruz.

Rodrigues, M.A. 1982. D. Miguel da Anunciação e o Cabido da Sé de Coimbra. Separata do Boletim do Arquivo da Universidade de Coimbra, vol. V.

 

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por Rodrigues Costa às 09:37

Quinta-feira, 30.05.19

Coimbra: Frei Paio de Coimbra 2

 

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Divus Pelagius Conimbricensis. Porta principal do Colégio de S. Tomás. Coimbra
Foto: Bernardino F. C. Marques

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Pormenor da porta principal do Colégio de S. Tomás, Coimbra. Estilo renascentista, 1545. Museu Machado de Castro, Largo de S. Salvador, Coimbra
Foto: Bernardino F. C. Marques

Frei Paio de Coimbra ou ‘Frater Pelagius Parvus’ nasceu em Coimbra, provavelmente entre 1195 e 1200, vindo a falecer por volta de 1249. Foi sepultado no primitivo convento dominicano desta cidade.
Pouco conhecemos da sua vida, mas as informações que os seus biógrafos nos transmitiram dão-nos o perfil de um frade culto, humilde e milagreiro após a sua morte.
O primeiro cronista da Ordem dos Pregadores, Gerardo de Frachet, que deve ter conhecido Frei Paio quando visitou os conventos da parte ocidental da Hispânia, refere que «depois de este ter trabalhado fielmente durante muito tempo, com fervor e humildade no desempenho do cargo de pregador e de ouvir confissões, por fim, presentes os frades e orando por eles, descansou no Senhor no convento de Coimbra, reino de Portugal».
Relata em seguida «os prodígios que realizou Frei Pelágio, para honra e glória de Jesus Cristo», em favor daqueles que devotamente acorriam ao seu sepulcro, ou dele tomavam a terra.

Frei S. Paio.jpgS. Paio de Coimbra

O prodígio mais emblemático foi o ‘milagre da fundição do sino, que assim é narrado: «… encontrando que por um certo erro do fundidor, faltava muito cobre, levantou-se de orar um frade e tomando terra do sepulcro de Frei Pelágio, lançou-o ao forno e converteu-se imediatamente em cobre…».
Os próprios infiéis beneficiaram, por seu intermédio, das graças de Deus: «E o que foi mais admirável – diz o cronista -, dois sarracenos de Coimbra que padeciam de violentas febres, tomaram terra da sepultura de Frei Pelágio e, nesse instante, por misericórdia divina, ficaram plenamente curados».
A eficácia da sua pregação permanecia, pois, mesmo depois da sua morte.
Teria Frei Paio frequentado a escola episcopal de Coimbra ou a do mosteiro de Santa Cruz. Foi recebido na Ordem dos Pregadores, sendo já adulto, por Frei Sueiro Gomes, companheiro de S. Domingos e primeiro provincial da Hispânia. O historiador dominicano Frei António do Rosário lança a pergunta: - Donde provieram (est)as vocações (adultas)»? E responde com presteza: «O caso de Santo António, cónego regular que se fez mendicante franciscano, não ficaria único. Dos Mosteiros, das Colegiadas e da Cleresia proveio, sem dúvida, o melhor e o mais avultado contingente das primeiras vocações em Portugal, aliás como nas outras partes da Europa».

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Santo frei Payo. Frontispício da Primeira Parte da História de S. Domingos, de Frei Luís Cácegas e Frei Luís de Sousa – 1623. Museu de Aveiro, inv. nº 9/L. In Frei António José de Almeida, O.P.,
Disponível na WWW, <portugaldominicano.blogspot.com/>

«Era Frei Paio, quando veio à religião - diz Frei Luís de Sousa -, entrado já em dias, e conhecido por letras, e virtude. E como tal foi o primeiro Prior do Convento, e ficando em Coimbra morador contínuo». Foi este o primitivo Convento Dominicano construído no lugar da Figueira Velha, ao Arnado, em 1227, sob o mecenato de duas filhas de D. Sancho I, a princesa D. Teresa, que fora casada com D. Afonso, rei de León, a qual comprou os terrenos necessários, e a princesa D. Branca, que financiou a construção.
Afirma Frei Luís de Sousa que o ‘Santo frei Payo’ «faleceo, segundo a conta dos mais dos autores, que d’elle escrevem polos annos do Senhor de 1257, pouco mais ou menos». Mas logo refere que, numa inscrição tardia da lápide tumular na capela-mor da igreja do Colégio, estava registava a data de 1240: «Primus huius Conventus Prior morum sanctitate ac miraculorum gloria insignis Pelagius hic situs est. Obiit circa annum 1240».
No entanto, quem mandou gravar tal data foi induzido em erro, pois no registo da abertura do testamento de D. Sancho II, em 1248, consta a presença de Frei Pelágio Abril, nome pelo qual era também conhecido, à data prior do convento da cidade do Porto: «Pelagius Aprilis Portugalensis et frater Fernandus Petri».

Marques, B.F.C. 2010. Mundividência cristã no Sermonário de Frei Paio de Coimbra : edição crítica da "Summa Sermonum de Festiuitatibus" Magistri Fratris Pelagii Parui Ordinis Praedicatorum, A. D. 1250, Cod. Alc. 5/CXXX - B.N. de Lisboa. Tese de doutoramento em Letras, área de Filosofia (História da Filosofia), apresentada à Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Coimbra, Faculdade de Letras. Acedido em 2019.05.3, em https://estudogeral.sib.uc.pt/handle/10316/17440?mode=full 

 

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por Rodrigues Costa às 11:08

Quarta-feira, 29.05.19

Casa da Escrita: Conversas abertas, 6.ª feira, 7 de junho, às 18h00

 

Foto de Pormenores da Casa da Escrita 9.jpg

Casa da escrita
(Rua Dr. João Jacinto Nº 8, telefone 239 853 590)

Tema: Fontes documentais para a história da cidade de Coimbra no Arquivo da Universidade

Hospital Real de Coimbra Livro de Receituário Mé

Hospital Real de Coimbra Livro de Receituário Médico 1622

Hospital de São Lázaro Livro de Receita e Despes

Hospital de São Lázaro Livro de Receita e Despesa

 

Palestrante: Ana Maria Bandeira

Ana Maria 01.jpg

Técnica superior no Arquivo da Universidade de Coimbra, desde 1983.
Tem desenvolvido trabalhos no âmbito do tratamento arquivístico dos seguintes fundos documentais: Universidade de Coimbra, Colégios da Companhia de Jesus, Mitra Episcopal de Coimbra, Julgados de Paz de Coimbra, Conservatória Britânica de Coimbra, Hospital Real de Coimbra, Hospital de São Lázaro, etc.
Tem tido a seu cargo a elaboração de exposições temáticas e respetivos catálogos publicados pela instituição.
Coordenadora, entre 1991 e 1994, do Inventário do Património Cultural Móvel: Bens Arquivísticos promovido pela Secretaria de Estado da Cultura (para o distrito de Coimbra).
Dedica-se ainda à pesquisa na área da história do fabrico do papel.
Autora de uma extensa lista de publicações.

Após a intervenção inicial, seguir-se-á um debate, estimulado pelos participantes.
Entrada livre.
Organização: Casa da Escrita de Coimbra, com o apoio do Blogue A’Cerca de Coimbra.

Outras Conversas Abertas, depois da pausa de verão
6.ª feira, 06.09.2019
Palestrante: Regina Anacleto
Tema: Reforma Pombalina da Universidade de Coimbra

6.ª feira, 04.10.2019
Palestrante: Rodrigues Costa
Tema: Herdade de Enxofães: a sua importância para a subsistência do Hospital de S. Lázaro de Coimbra

6.ª feira, 08.11.2019 (a primeira 6.ª feira é feriado)
Palestrante: Nelson Correia Borges
Tema: João de Ruão um escultor de Coimbra

 

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por Rodrigues Costa às 09:35


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